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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Aportes e Atualização Patrimonial - maio de 2026

Saudações, confrades!

Terminamos o mês de maio do Anno de 2026 da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Verdadeiro Messias e Salvador do Mundo!

Começamos o meio do ano, o mês de junho, o que abre as portas para a melhor tradição brasileira, que são as festas juninas.

Literalmente eu. É assim que eu me visto no dia-a-dia. If you are not Wizardmaxxing, you are not gonna make it.

Vamos a mais um post de atualização, como sempre com todos os valores expressos em Coroas, a moeda fictícia do meu blog.


Aumento acumulado de 565,2% desde junho de 2021. Cada real aportado é um tijolinho do meu castelo. Sigamos em frente, melhorando sempre.

Relembrando, como sempre, que nenhum ativo mencionado no blog e/ou em seus comentários é uma recomendação de compra e nem de venda! Estudem sozinhos e tracem seus próprios caminhos, ou ficarão na mão dos sofríveis influencers financeiros à solta na internet!

Ações - sem compras e sem vendas em maio, ainda mantendo minha meta de aumentar o valor em RE para dar entrada em um imóvel. Isso deve permanecer assim por um bom tempo ainda, pois depois de comprar meu imóvel, vou me concentrar em adiantar prestações ou engordar a RE ou, em 3º lugar, aportar em FIIs para engordar a carteira previdenciária.



FIIs - Sem aportes em maio, a carteira de FIIs permaneceu a mesma. O foco em maio foi "sobrar" dinheiro para engordar a  RE.



Exterior - sem aportes aqui, novamente. Mais um mês de dividendos acumulando na corretora. Até fiz um login para o pessoal de lá não achar que eu morri e atualizei algumas informações. Os dividendos que eu for recebendo no exterior vou voltar a aportar em REITs, para engordar a renda passiva no exterior e deixar essa parte da carteira "andando sozinha" e "se retroalimentando'.


Renda Fixa - mais uma vez, todo o valor que iria para aportes foi para a RE, por causa do meu plano de comprar um imóvel. Engraçado como isso (aportar só na RE) era impensável para mim apenas alguns meses atrás (cheguei a comentar que isso me dava "FOMO" porque eu me sentia mal em não aportar em ações, e no entanto agora estou há alguns meses sem aportar nada em ações, tendo feito só uns poucos aportes humildes em FIIs)


Renda Passiva - em maio recebi 24,4 Coroas, acho que este é o segundo maior valor recebido até hoje, sendo superado somente pelo recorde de 44,3 coroas de dezembro de 2025. Segue o meu gráfico favorito, que mostra bem o poder da bola de neve:



Seguem os gráficos de renda passiva acumulada ano a ano e de patrimônio total do meu ETF fictício MAGO11:





Generalidades

- Uma reflexão: reparem que todas as coisas que têm potencial para aumentar a sua riqueza e/ou o seu poder são proibidas para as pessoas comuns (leia-se: proibidas formalmente, por meio de lei), mas são permitidas àqueles que já estão no poder e àqueles que estão por trás do poder (por exemplo: nepotismo, insider trading, etc. - nós, pessoas comuns, se trabalhamos numa S/A listada em bolsa e formos pegos fazendo "insider trade" (ou muito menos que isso, apenas vendendo ações da empresa antes de determinado prazo), pagamos multa e, dependendo, somos até presos, mas os poderosos recebem informações privilegiadas à vontade, fazem o que querem na bolsa e ninguém fala nada; se você por um milagre conseguir se eleger prefeito de uma cidadezinha [de alguma cidade que ainda não tenha sido dominada por alguma quadrilha política] e colocar um irmão ou um primo seu [ou seja, uma pessoa de confiança] para cuidar de um assunto importante, ou dar um cargo, ainda que pequeno, para um tio, ou ajudar aquele seu primo mais pobre dando vagas para os filhos dele no colégio municipal, seus inimigos te denunciarão no TCE local e você será processado e talvez preso - enquanto que os inimigos fazem nepotismo na cara de pau, e nada acontece)

- Esse ano, como sempre, deixei para entregar a declaração do IR para a última hora, então só devo receber minha magra restituição lá para agosto ou setembro (geralmente é por aí, eu sei porque sempre entrego na última semana). Me impressionei como que o programa da receita ficou "bugado" esse ano. Havia tantos erros na declaração pré-preenchida que eu desisti e fiz tudo do zero (e essa foi a primeira vez que resolvi dar uma chance para a tal da pré-preenchida... não foi uma boa primeira impressão). 


Por enquanto é isso, confraria. Vou ver se no maravilhoso mês de junho eu posto alguma outra coisa além desta humilde atualização patrimonial (já prometo isso há muito tempo, eu sei).

Fiquem com a música do mês (Weballergy, da banda Sonata Arctica):




Forte Abraço, companheiros de jornada! 

Fora da caridade não há salvação!

Fiquem com Deus!

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Aportes e Atualização Patrimonial - abril de 2026 (Super Late Edition II - Electric Boogaloo)

 Saudações, confraria da melhor blogosfera do Brasil, a lendária blogosfera das finanças!

Passamos pelo mês de abril do Anno de 2026 da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, filho de Deus, Verdadeiro Rei da humanidade e Verdadeiro Messias. 

Abril passou bastante rápido, tal qual março, e maio também já se aproxima do fim.

Vamos ao post do mês, este novamente com gigantesco atraso (por conta de cansaço e preguiça).

(Valores como sempre expressos em Coroas)



Aumento acumulado de 541% desde o início da série histórica, em junho de 2021. Pouco a pouco vou colocando os tijolinhos e construindo a minha Tranquilidade Financeira (TF).



Relembrando, como sempre, que nenhum ativo mencionado no blog e/ou em seus comentários é uma recomendação de compra e nem de venda! Estudem sozinhos e tracem seus próprios caminhos, ou ficarão na mão dos falsos gurus financeiros que existem aos montes na internet e no mercado!

Ações - sem compras em abril, mantendo minha meta de aumentar o valor em RE para dar entrada em um imóvel. Mas também não vendi nenhuma ação em abril, então a carteira permaneceu a mesma. Enquanto escrevia esta atualização, percebi que a Odontoprev mudou de ticker para SAUD3, porque foi adquirida pela holding Bradesco Seguros, que se tornou um imenso conglomerado de empresas da área de saúde. Aparentemente as demais empresas do conglomerado são de capital fechado, então me pergunto quanto tempo demorará para os figurões do Bradesco resolverem fechar o capital dessa também (mas tomara que não fechem!)



FIIs - Em abril comprei FIIB11 (fundo de tijolo mono-imóvel [com cara de multi-imóvel, porque ele é composto de diversos galpões] do setor industrial, multi-inquilo). Só para aumentar a renda passiva e contribuir para minha carteira previdenciária.



Exterior - sem aportes aqui, novamente. Mais um mês de dividendos acumulando na corretora. 



Renda Fixa - novamente, boa parte do valor que iria para aportes foi para a RE, seguindo meu plano de compra de imóvel. Tenho focado nisso nos últimos meses. 

Quando eu comprar meu imóvel, vou passar a concentrar os aportes em reforçar a RE, ou comprar umas poucas cotas de FIIs, e adiantar prestações até quitar o financiamento e talvez faça umas vendas de ações no meio do caminho para acelerar isso, além de usar todo o dinheiro extra (dividendos, férias, 13º, PLR, saque-aniversário do FGTS, aulas particulares, etc.) para ajudar na quitação do financiamento. 

Não sei como vou fazer as atualizações patrimoniais aqui... provavelmente vou colocar o patrimônio como sempre coloco (ações, FIIs, etc.) e acrescentar um quadro para a dívida do financiamento, o que vai resultar, por um tempo, num patrimônio final negativo. Pelo menos vai ser interessante de acompanhar. Preciso pensar qual pixel art vai representar a dívida...

Renda Passiva - em abril recebi 21,3 Coroas. Mais do que em março, e mais do que em todo o ano de 2021 somado, mais do que em qualquer um dos meses de 2022, mais do que em qualquer um dos meses de 2023 e, por incrível que pareça, mais do que em qualquer um dos meses de 2024 também! Só ano passado, em 2025, que eu fui receber mais do que 18,5 coroas (o meu primeiro "record" de renda passiva). Esse é o efeito da bola de neve.





Generalidades

- Quando eu era adolescente e no começo da vida adulta, eu era fascinado por finanças:  adorava ver filmes do tipo "Wall Street" (fui ver o Wall Street 2 no cinema com minha namorada, que hoje em dia é minha esposa),  assisti o documentário "Inside Job" umas trocentas vezes (porque queria entender tudo o que estava sendo dito, todos os termos técnicos, como funcionavam os derivativos e etc.), li diversos livros de finanças, e por aí vai. Eu achava que eventualmente iria trabalhar numa corretora, ou em um fundo de investimentos. Hoje em dia, eu vejo que não tenho nada a ver com esse pessoal tipo "faria limer" e nem quero ter nada a ver, eu enxergo o mundo de maneira totalmente diferente daquele padrão esperado desse grupo. 

Atualmente, no mundo das finanças, eu acho que só teria curiosidade mesmo para trabalhar como gestor de FII de tijolo (por ser algo mais real do que um fundo de ações ou um FII de papel, por exemplo, pois trabalha-se com imóveis de verdade, gerindo os contratos de aluguel, as manutenções, etc. mas não sei se a vida do gestor envolve tanto assim os imóveis ou se é só mais para ter alguém para se responsabilizar e na prática fica-se mais tempo cuidando das papeladas exigidas pela CVM do que gerindo). 

Por enquanto é isso, confraria. Fiquem com a música do mês (leiam as letras, elas previram o mundo de hoje, mesmo tendo sido escritas em 1999).




Vou ver se em junho eu posto alguma outra coisa além desta humilde atualização patrimonial.


Forte Abraço, companheiros de jornada! 

Vida longa à blogosfera das finanças!

Fiquem com Deus!

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Aportes e atualização patrimonial - março de 2026 (Super Late edition)

 Saudações, confraria da Finansfera!

Terminamos o mês de março e já estamos terminando o mês de abril do Anno de 2026 da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, filho de Deus, Rei da humanidade e Verdadeiro Messias. Espero que todos tenham tido uma excelente Páscoa!

Março passou voando e abril também está sendo assim.

Vamos ao post do mês, com muitos dias de atraso e por este motivo um post rápido:

(Valores como sempre expressos em Coroas)






Aumento acumulado de 557,2% desde o início da série histórica, em junho de 2021!

Relembrando, como sempre, que nenhum ativo mencionado no blog e/ou em seus comentários é uma recomendação de compra e nem de venda! Estudem sozinhos e tracem seus próprios caminhos, ou ficarão na mão dos falsos gurus financeiros que existem aos montes na internet!

Ações - sem compras em março, mantendo minha meta de aumentar o valor em RE para dar entrada em um imóvel. Na verdade, em março vendi mais algumas ações (mas sem me desfazer completamente da participação em nenhuma empresa) e aportei o valor da venda na RE.



FIIs - excepcionalmente, sem compras em março também. Busquei economizar o máximo possível este mês para maximizar o aporte na RE.



Exterior - sem aportes aqui, já há algum tempo. Acho que está na hora de usar os dividendos acumulados na corretora e comprar alguma coisa....



Renda Fixa - Este mês todo o valor que iria para aportes foi para a RE, seguindo meu plano de compra de imóvel. Tenho focado nisso nos últimos meses. Quando eu comprar meu imóvel, vou passar a concentrar os aportes em reforçar a RE, ou comprar umas poucas cotas de FIIs, e adiantar prestações até quitar o financiamento e talvez faça umas vendas de ações no meio do caminho para acelerar isso, além de usar todo o dinheiro extra (dividendos, férias, 13º, PLR, saque-aniversário do FGTS, aulas particulares, etc.) para ajudar na quitação do financiamento. 

Renda Passiva - em março recebi 20 Coroas. Com a venda das ações, pode ser que a "média" de renda passiva caia nos próximos meses. 




Generalidades

- Seguimos com a guerra no Irã (um dos assuntos do momento nos noticiários) e com a (atualmente esquecida pela mídia) guerra na Ucrânia. É triste ver tantas vidas jovens sendo desperdiçadas em prol dos dos objetivos de uns poucos velhos ricos que não têm coragem e muito menos honra para duelarem entre si e resolverem suas desavenças... Pelo menos antigamente os reis iam para as guerras. Hoje em dia os "líderes" dos países se escondem atrás de suas mesas e em suas mansões adquiridas ilegitimamente, enquanto jovens de classe média e pobres lutam e morrem inutilmente em guerras artificiais. 


Por enquanto é isso, confraria. Vou ver se o post referente a abril vem sem atraso, no máximo até dia 10 de maio.


Forte Abraço, companheiros de jornada!

Fiquem com Deus!

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Minha história no mercado de ações - parte 3

Saudações,  confrades!

Recapitulando a parte 2 desta pequena série,  depois de, em 2013, tomar ferro com ogxp3 me afastei do mercado de ações. 

Mas não vendi nenhuma das empresas da minha carteira na época  (relembrando: a "incrível" carteira era composta de Petr4, Elet3, Elet6, Whrl4, Embr3, ogxp3... diversificadíssima!). 

Nem mesmo as ações da ogx eu vendi. Fiquei com a mentalidade de que se vendesse eu teria assumido o prejuízo, e enquanto mantivesse as ações eu teria chance de recuperar, tendo em vista que a empresa poderia eventualmente melhorar. Isso realmente é um raciocínio plausível,  mas infelizmente a OGX nunca se recuperou. Infelizmente para mim e para muitos outros sardinhas deslumbrados.

Pelo menos não continuei aportando nela para "reduzir o preço médio", pois teria jogado ainda mais dinheiro no lixo.

A partir daí,  conforme escrevi  no começo, me afastei do mercado, não aportei em mais nenhuma ação, e tudo o que sobrava do salário eu jogava na caderneta mesmo.

Fiquei nessa por alguns anos, até porque nesse meio tempo veio a necessidade de comprar um lugar para morar, pois eu ia me casar. O dinheiro que juntei foi quase todo para dar de entrada no meu apartamento e o restante financiei naquele padrão de 30 anos (felizmente quitado em apenas 5 anos)

Ainda sobrou uma reserva de emergência, que mantive intocada. Nem me passava pela cabeça aportar aquela reserva, embora às vezes desse vontade de pegar uma parte do salário e comprar ações.

Mas eu estava desanimado com o mercado por causa do fiasco da OGX e esse desânimo vencia a vontade de aportar.

Foi por volta de 2015 que eu conheci o blog do Viver de Renda, e logo depois a blogosfera das finanças.

Provavelmente descobri o blog dele pesquisando a expressão  "viver de renda" ou "como viver de renda" no google. (Muito provavelmente após um dia especialmente chato no trabalho)

Ler o blog do Viver de Renda foi como uma "epifania financeira", pois ele demonstrava na prática a aplicação dos conhecimentos de finanças. Literalmente estávamos lendo o passo a passo de uma pessoa real no mundo das finanças,  e não os exemplos hipotéticos (e nuitas vezes irreais) de um livro-texto.

Por alguma razão,  os autores de livros de finanças em geral falham em transmitir este conhecimento da mesma maneira. 

Era empolgante ler os posts do VdR e acompanhar sua trajetória aporte por aporte, e entre uma atualização patrimonial e outra ele escrevia textos explicando vários conceitos financeiros de uma maneira simples de entender. 

Através do VdR, descobri também em 2015 o blog do Pobretão de Vida Ruim, e gostava de ler seus posts, embora não tivesse muita coisa sobre finanças. Era um blog divertido. O problema era só  que algumas de suas opiniões eram bastante polêmicas, o que tornava alguns posts bem pesados e gerou uma multidão de haters. 

Apesar de tudo, acho que foi o Pobretão a principal força motriz da blogosfera das finanças. Até no forum do Bastter falavam dele (principalmente no mural da Eletropaulo!), e o ranking da finansfera era divertidíssimo de acompanhar, principalmente com a "narração" do Pobreta (E é uma pena que o ranking sumiu...). 

O número espantoso de comentários em todo post ilustra bem como que aquele blog era famoso,  querido por muitos e odiado por outros tantos. Nunca vi nenhum outro blog na finansfera (nem na blogosfera como um todo) que tivesse tantos comentários por post que nem o do Pobreta. 

Não acredito 100% na teoria de que ele fosse apenas um personagem. Acho que as histórias que ele contava eram em sua grande maioria reais, e que ele só exagerava na descrição de suas emoções perante as situações cotidianas que enfrentava (esporros dos chefes, estresses no transporte público, etc).

Li também o blog do Corey, que era diferente e legal por trazer uma visão do ponto de vista do pequeno/médio empresário,  ao contrário da maioria da blogosfera, que são CLT ou funcionários públicos. Pena que ele fechou o blog. Adoraria ler o que ele poderia ter escrito sobre empreender durante a pandemia, assim como adorei ler suas análises de pequenos negócios (que me inspiraram a escrever os meus posts sobre pequenos negócios) e seus posts sobre sua (breve) estadia em Portugal.

Enfim, li diversos blogs de finanças (e leio até hoje). Acho que aprendi mais no blog do VdR do que em livros  (eu tenho até hoje um caderno com anotações que eu fazia das postagens dele!)

Assim, inspirado por estas leituras, voltei a querer investir... isso foi em 2017. Naquele ano eu me casei, e ainda estava dividido com a ideia de adiantar prestações do meu financiamento imobiliário ou investir buscando algum investimento que tivesse um retorno maior que os juros do financiamento (bastante difícil na prática).

Seguindo os passos do VdR, cheguei a abrir conta em corretora pequena (pra pagar zero de corretagem e custódia), e  cheguei a comprar cotas do PIBB11.

Essa fase não durou muito, pois em 2018 descobri o site do Bastter e mudei de ideia a respeito da prioridade do que fazer com meu dinheiro: passei a focar os aportes em quitar o mais rapidamente possível o meu financiamento imobiliário. 

Esta é, na minha opinião,  a mais importante lição que o Bastter ensina: pagar suas dívidas primeiro, e depois começar a investir. Vendi tudo o que eu tinha de ações - ou seja, aquela minha carteira "superdiversificada",  inclusive as ações da ogx, finalmente assumindo o prejuízo, e também as poucas cotas de PIBB11 que havia adquirido.

Em 2019 finalmente resolvi criar meu blog e virar mais um "personagem" da blogosfera das finanças. 

Em 2021, finalmente quitei o financiamento, e reiniciei os aportes, só que pendendo muito mais para a filosofia do Bastter na hora de escolher as ações e FIIs (aliás,  nunca havia comprado FIIs antes disso, embora soubesse de sua existência).

E o restante da minha história no mercado de ações quem acompanha meu blog já sabe. Onde chegarei? Será que estou seguindo o caminho certo para a Tranquilidade Financeira? Só Deus sabe!

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Os livros do Kiyosaki


Saudações,  confraria!

A maioria dos livros de finanças que são publicados aqui no Brasil, grosso modo, se dividem em basicamente 2 tipos: auto-ajuda financeira e "matemática aplicada para trades" (na minha opinião, uma pseudociência).

Há uma minoria que se salva, mas mesmo assim é difícil encontrar alguma coisa realmente de qualidade, que "te deixe de cabelo em  pé" depois de ler. 

Há  muitos livros que claramente são  escritos só para fins comerciais (em um estilo meio "embrulha e manda", se é que vocês me entendem). Por exemplo, os livros do famoso Robert Kyiosaki. 

O famoso "Pai Rico, Pai Pobre" é na minha opinião um livro muito bom, e costuma ser a primeira redpill financeira de muita gente.  A principal lição do livro(e talvez a única que importe, pelo menos para a realidade brasileira), na opinião deste que vos escreve, é aquele famoso diagrama do fluxo de caixa que ilustra a importância da busca pela renda passiva para sustentar nossos gastos. Isso realmente é algo que ninguém costuma ensinar por aí e que se não nos metemos a estudar finanças podemos passar a vida inteira sem saber (parece óbvio depois que lemos, que nem a resposta de uma charada, mas não é tão simples assim chegar a esta conclusão sozinho...Se fosse, seria muito comum ouvirmos conversas sobre fluxo de caixa, renda passiva, e sabemos que fora da nossa bolha esses assuntos não são nada comuns) 

Kyiosaki, na minha opinião, se tivesse publicado só esse livro, já teria entrado para a história. 

Em relação aos demais livros do Kyiosaki, comprei e li somente o Guia de Investimentos e o Unfair Advantage (acho que em português ele se chama "Educação Financeira" ou "O Poder da Educação Financeira"), mas estes livros não trazem muita coisa de novo em relação ao "Pai Rico, Pai Pobre": acho que no fundo são só repetições do mesmo tema. 

No Unfair Advantage ele tenta nos incitar a comprar prata, pois há várias partes em que ele fala sobre isso, sendo que o principal argumento dele era que "Enquanto o ouro foi entesourado, transformado em moedas e barras e guardado em cofres, a prata foi usada para fazer talheres e outros utensílios, e portanto pode ter se tornado mais rara que o ouro" ou algo assim. 

A princípio, parece fazer sentido, mas tendo em vista a imensa diferença que persiste entre o preço do grama de ouro e da prata, para essa teoria ser verdadeira, o Kiyosaki teria que ter sido o único cara que percebeu isso até hoje, e mesmo após alguns anos de sua publicação, o mercado ainda não percebeu...mas é óbvio que o tempo pode provar que ele estava certo. Por outro lado  acho que ele recomenda a compra de "silver certificates" e não fala muito sobre prata física,  o que na minha opinião não é lá muito efetivo (o certificado de prata provavelmente não valerá de nada num verdadeiro desastre financeiro, a meu ver, pois basta o banco fechar, falir ou simplesmente vir uma lei proibindo o resgate de títulos para que eles não valham nada)

Tem até "anúncios" e "pausas para comerciais" dentro desses dois livros, na cara de pau. A maioria é para divulgar os jogos de tabuleiro que ele criou (cashflow) ou para divulgar outros livros da coleção dele. Isso poderia ser feito em uma seção depois do final do livro, como várias editoras fazem. Mas do jeito que ele fez, jogando assim no meio da leitura, fica bizarro demais.

Teve outro dele que eu li quase todo só folheando numa livraria, por volta de 2013, chamado "Como investir em ouro e metais preciosos" em que 90% do livro é só sobre a história do uso do ouro pela humanidade (interessante) e os 10% finais são sobre o investimento em metais em si, mas quase não fala nada e em diversos pontos ele tem a cara de pau de dizer que "se você quiser investir em ouro, procure um profissional de investimentos para lhe explicar" - ora essa, então qual é a utilidade do livro? Para quê eu vou comprar um livro sobre investimento em ouro se o livro não explica como investir em ouro e ainda me sugere contratar um profissional? Aliás,  esse livro acho que nem é do Robert Kiyosaki, mas usa a "franquia" do nome dele. Muito bizarro uma pessoa emprestar o nome para franqueados...

Um detalhe interessante: ele admite que escrever não é seu forte, e quem já leu algum livro dele em inglês vai perceber isso:  em certos momentos ele escreve que nem uma criança (por exemplo, repete algumas palavras, usa muitos períodos simples, etc). Isso tem um lado bom:  para quem quer aprender vocabulário em inglês relativo a finanças, os livros do Kiyosaki são muito bons, e podem servir como ponte para livros mais avançados. Eu comecei assim, o Rich dad Poor dad foi o primeiro livro sobre o assunto que li em inglês.


Enfim, Kyiosaki é só um exemplo, há vários autores de finanças e negócios que, a meu ver, se encaixam perfeitamente na descrição de "livros escritos somente para fins comerciais". Claro que sempre podemos tirar lições úteis desses livros, e eu entendo que, dependendo do assunto, tem que encher muita linguiça para conseguir produzir um livro. Pode ter sido o caso do Kiyosaki. 

Enfim, não tem muita coisa que se salva nesses livros, poderia ter escrito em umas 5 páginas as lições sobre fluxo de caixa, mas quis escrever vários livros, então deu no que deu. Nunca os li em português... talvez o tradutor consiga salvar os livros em termos de estética.

Quais livros dele vocês já leram, confrades?

Forte abraço!
Fiquem com Deus! 

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Aportes e Atualização Patrimonial - Junho/2021

Saudações,  confraria da finansfera!

Tendo quitado meu financiamento imobiliário conforme relatei no blog, finalmente dei início aos aportes.

Conforme escrevi algumas vezes, não me sinto confortável divulgando meu patrimônio, então vou usar apenas índices e porcentagens, sem nunca usar a quantidade real, nem o número de ações ou de quotas de FIIs que possuo.

Sendo assim, criei esta "moeda" que batizei de "Coroa" para divulgar meu patrimônio. O valor base será o desta atualização patrimonial, para fim de comparações futuras.

Segue um quadro com o patrimônio no fim de junho de 2021, dividido pelas classes de ativos. Todos os valores estão expressos em Coroas: 

Clique na imagem para ampliar (Créditos dos sprites: Hocus Pocus, jogo para MS-DOS produzido em 1994 pela 3D Realms em parceria com Moonlite Software e Cygnus Multimedia Productions)

Como podem ver, por enquanto só tenho minha RE (a qual está 100% na poupança) e um pouco em ações. Ainda não aportei nada em FII e nem na Reserva de Valor (RV). 

Com o dinheiro que sobrou após ter quitado o financiamento, comprei algumas ações para começar a semear a minha Tranquilidade Financeira.

Assim, segue o quadro com as minhas ações no final de junho- carteiras All Stars e Small (valores expressos em Coroas):

 NENHUMA DAS AÇÕES NO QUADRO É UMA RECOMENDAÇÃO DE COMPRA!!! ESTUDEM SOZINHOS E TOMEM SUAS PRÓPRIAS DECISÕES!!
Clique na imagem para ampliar (Créditos dos sprites: idem). Conforme for comprando mais ações, vou aumentar este quadro.


Aqui vale uma observação: na verdade eu ainda não escolhi nenhuma ação para a carteira
Small. Estas ações da Embraer na carteira são os últimos resquícios dos meus investimentos pré-financiamento imobiliário e só não as vendi para ajudar a quitar a dívida porque são poucas ações, então não faria muita diferença. Resolvi deixá-las na carteira (buy and forget) - quem sabe a Embraer não melhora algum dia? Atualmente eu não teria comprado essas ações e por enquanto não pretendo comprar mais dessa empresa. 

Em relação à carteira All Stars, todas as ações dela foram escolhidas conforme os critérios que divulguei neste post (lucro consistente ao longo de vários anos, boa liquidez, dívida inexistente ou equilibrada, etc.). Só pretendo comprar ações ON para dificultar que os controladores das empresas me sacaneiem, pois é o mesmo tipo de ação que eles possuem.

A partir da próxima atualização patrimonial (referente a julho, que será publicada no começo de agosto) eu incluirei um quadro com a renda passiva. Por enquanto é óbvio que ela está bem pequena, praticamente só os juros da poupança, os quais eu sempre deixo acumular na caderneta mesmo. Aos poucos os dividendos vão pingando. Enquanto não forem o suficiente para comprar ações ou FIIs, eu pretendo guardá-los na RE mesmo.  

Desejem-me sorte e discernimento, confrades. Agora começou esta nova fase da minha jornada rumo à TF (ou quem sabe, se Deus me permitir, a IF?). 

Cada mês vou colocando mais um tijolinho neste castelo que estou construindo.


Forte abraço, caros leitores! 

Fiquem com Deus!


terça-feira, 22 de junho de 2021

Financiamento imobiliário - A alegria de quitar o financiamento

 Enfim o dia chegou. Esses dias fiz o último pagamento. Agora estou livre do peso do financiamento. 

Foram quase 5 anos pagando. mas só comecei a adiantar prestações no final do 2º ano, então poderia ter sido em menos tempo ainda. De qualquer maneira, acabei pagando o valor do meu apartamento e, de juros, acho que paguei o valor de um carro. Poderia ter sido muito pior: se eu tivesse deixado esse financiamento correndo por 30 anos, teria pago uns 5 apartamentos, conforme meus cálculos. 

Por isso, confrades, fica aqui o testemunho do poder libertador das amortizações extraordinárias. Caso façam um financiamento (de qualquer coisa), tentem, desde o primeiro mês de pagamento, ligar para o banco e solicitar para adiantar um valor do financiamento e sempre peçam para que o tal valor seja abatido do PRAZO.

Se necessário, deem um jeito de aumentar seus ganhos mensais para sempre conseguirem  adiantar algum valor, ou então diminuam suas despesas. O objetivo é pagar a prestação de cada mês e ainda adiantar alguma coisa por fora, todo mês. 

No início deste processo, os adiantamentos abatem bastante coisa do prazo com relativamente pouco dinheiro. No meu caso, por exemplo, no primeiro adiantamento que fiz , adiantei cerca de 12% do saldo devedor, e com isso abati 10 anos do prazo. Depois, somando outros adiantamentos que fiz, no total 27% da dívida, abati mais 10 anos do prazo. Ou seja, adiantando quase 40% do valor financiado, comprei 20 anos de liberdade.

No começo, cada mês adiantado custa bem pouco, pois seu preço é trazido a valor presente a partir de 30 anos no futuro, o que dá um grande desconto. À medida que vamos adiantando, cada mês abatido vale um pouco mais, pois é trazido a valor presente de um futuro cada vez mais próximo. Para se ter uma ideia, suponhamos que no início deste processo adiantar mil reais abata 7 meses do prazo. Mais para o final, adiantar mil reais irá abater 2 ou 3 meses, por exemplo.

Além disso, a diminuição do prazo faz com que cada prestação tenha uma parte cada vez maior de principal, o que acelera a quitação do financiamento, num ciclo virtuoso. Por conta disso, quitei bem mais cedo do que minha projeção inicial (abril de 2022).

Isto - matemática financeira na prática - é algo que deveria ser ensinado em todas as escolas, mas infelizmente não é.

Assim, amigos, quem tiver condições de adiantar prestações de qualquer financiamento ou empréstimo, que o faça. Não facilitem a vida dos banqueiros, que já têm uma vida nababesca. Eles que suem a camisa para ganhar dinheiro com arbitragem, spread, taxas de administração de contas, etc. 

Sem o peso do financiamento nas costas, fico mais aliviado e finalmente poderei começar os aportes em ações, FIIs, etc. e enfim fazer o bolo crescer. 

Graças a Deus, no meio do caminho conheci  o site do Bastter, onde aprendi que a melhor coisa a fazer era adiantar as prestações, pedindo para abater do prazo e com isso comprar tempo.  Engraçado que eu acabei encontrando o Bastter só porque estava tentando fazer a sardinhagem-mor de procurar investimentos com retornos superiores à taxa de juros do financiamento para "lucrar com a diferença". Não caiam nessa e quitem logo os financiamentos de vocês. 

Sendo assim, confrades, neste mês ou no próximo iniciarei os aportes. 

Ao contrário de muitos companheiros da finansfera, não pretendo divulgar os valores dos aportes e nem do meu patrimônio, mas vou dar um jeito de não deixar estas postagens monótonas.

Assim, o primeiro passo rumo à Tranquilidade Financeira foi dado.

Forte abraço, companheiros de jornada!

Fiquem com Deus!

Fora da Caridade não há Salvação!

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Obrigado por ler meu blog!

Leia meus posts anteriores sobre Financiamento Imobiliário:

Financiamento Imobiliário - o Poder Corrosivo do prazo sobre nosso patrimônio

Financiamento Imobiliário - o Poder Libertador das Amortizações Extraordinárias



terça-feira, 15 de junho de 2021

Minha história no mercado de ações - parte 1

Saudações, confrades!

Vou compartilhar minha trajetória no mercado de ações desde que comecei a investir (eu invisto diretamente em ações desde que comecei a trabalhar, mas desde que entrei no financiamento para comprar meu apartamento e me casei, parei de investir, e posteriormente vendi todas as minhas ações para acelerar a quitação do financiamento).

Pode ser que o relato de meus erros sirva para que alguns leitores não os cometam...

Dito isto, vamos a esta parte de minha história: 

Eu nem sabia nada sobre ações e mercado financeiro até que um colega de estágio (e de faculdade também) me falou sobre fundos de investimentos. Na época ele tinha tido lucro vendendo quotas de um fundo de ações oferecido pelo banco dele (o extinto Banco Real, alguém lembra desse? Acho que foi comprado pelo Unibanco e este por sua vez foi comprado pelo Itaú, se não me engano)

Copiei o que ele fez investindo a (pouca) grana do estágio em um fundo de investimentos semelhante do meu banco sem saber nada sobre taxa de administração, taxa de performance e por aí vai, e com aquela crença de que "se meu colega teve lucro, eu também vou ter, é só comprar e depois vender mais caro". 

Grande erro.

Parecia que era uma pegadinha, porque foi só eu comprar para a cotação começar a despencar, em queda livre... No mês seguinte acho que já havia perdido metade do valor aportado (sorte que era pouco e que eu já guardava a maior parte do dinheiro na poupança - pelo menos não fui tolo o suficiente de "mergulhar de cabeça" e mandar logo um "all in" naquele fundo horroroso) 

Eu ficava chateado sempre que olhava o valor das minhas quotas no extrato no caixa eletrônico do banco (ainda não havia smartphone na época e o internet banking ainda estava engatinhando por aqui, e eu não confiava nisso, então para olhar o valor da cota tinha que ser no caixa. Hoje em dia isso pode soar inimaginável para alguns de vocês, assim como para mim é bizarro imaginar o pregão "raiz" da bolsa de valores, com os caras gritando no salão e fazendo negócios assim, literalmente "no grito"). - por um lado, era bom "ter trabalho" para olhar a cotação, porque isso diminuía a ansiedade e reduzia a possibilidade de fazer bobagem. Muita gente faz besteira na bolsa porque atualmente está muito fácil olhar cotação e com isso acaba tomando decisões precipitadas... 

Mesmo que estivesse tendo lucro com o aumento do valor de cada quota, eu nem fazia ideia do efeito negativo que a taxa de administração do fundo teria no meu patrimônio e, se bem me lembro, aquele fundo ainda tinha uma taxa de performance... 

Assim, cheguei a fazer só 2 aportes naquele fundo, pois logo desanimei com ele, mas pelo motivo errado: eu desanimei só porque a cotação estava caindo. 

Eu devia era ter desanimado porque eu estava pagando para que um gestor que nem me conhecia administrasse o meu dinheiro, e provavelmente administrando pior do que eu próprio faria.

Carreguei essas quotas comigo até pouco tempo atrás (nunca saíram do prejuízo! Devo ter comprado na crista da onda... pensem em um timing ruim!), quando vendi todos os meus investimentos para abater do financiamento imobiliário.

O lado bom dessa "aventura" foi ter plantado as sementes de meu interesse pelo mercado de ações - foi naquela época que eu comecei a estudar investimentos e a pensar em coisas como comprar um imóvel, me preparar para um dia poder me aposentar, e por aí vai. 

Fui estudando os livros que encontrava sobre o assunto e eventualmente comecei a comprar ações diretamente. Nunca mais apliquei em um fundo de ações.


Hoje em dia dou graças a Deus pelo prejuízo que tomei logo no começo. Foi um prejuízo pequeno, pois o valor aplicado foi pequeno, e se as cotas tivessem subido eu provavelmente teria continuado aportando e perderia muito mais dinheiro na frente, ou então não teria estudado quase nada sobre finanças e estaria até hoje aplicando em fundos e em outros produtos ruins que os bancos nos oferecem...Não que eu seja um gênio das finanças hoje em dia, claro que não, estou bem longe disso, mas pelo menos essa lição eu aprendi.

E vocês, confrades? Têm histórias de derrotas na bolsa que gostariam de compartilhar? Pode ser útil principalmente para os leitores que ainda estiverem iniciando no mundo dos investimentos.

(O próximo post não necessariamente será a parte 2 desta pequena série que começou neste aqui)

Forte abraço, companheiros de trincheira!

Fiquem com Deus!

 


sexta-feira, 4 de junho de 2021

Iniciando minha carteira de investimentos - parte 5 (final) - Renda Fixa

 Saudações, confrades!


Vamos à última parte da série sobre a montagem de minha carteira de investimentos.

Agora falando sobre a Renda Fixa, um assunto que, confesso, não curto muito.

Como este assunto também já foi amplamente debatido em diversos sites, blogs e fóruns, vou escrever apenas as minhas opiniões pessoais sobre o assunto:

1) Considerando que o mais importante é o prazo do investimento (por causa do efeito exponencial que ele exerce sobre o montante final, tendo em vista a fórmula dos juros compostos), não me parece bom negócio aplicar só em títulos de prazos curtos (ex: 2 anos, 5 anos, etc) a não ser que seja uma grana que você esteja juntando para um objetivo específico de curto prazo. Então, por exemplo, aquele dinheiro para se aposentar, atingir a IF, a TF, etc. tem que ser aplicado em algum título público de 30 anos, 40 anos, etc. o de prazo mais longo que estiver disponível no momento da aplicação, e preferencialmente com cláusula de correção pelo IPCA. O dinheiro para comprar uma casa, por outro lado, pode ser aplicado em um título de 10 anos, por exemplo, porque espera-se que o prazo para atingir este objetivo seja mais curto do que o para se aposentar. 

2) Renda Fixa não produz renda, é só correção do valor, ou seja, aqui é só para guardar o dinheiro. Aqui é o pé de meia. Nada de gastar os juros, senão o patrimônio não cresce. Na época em que a Selic estava bem alta, tinha muita gente pensando que seria possível viver de renda tendo um ou dois milhões aplicado em um título de renda fixa, usando os juros para cobrir as despesas mensais. Se alguém fizesse isso e gastasse totalmente os juros,  quando chegasse ao final do prazo do título, terminaria com seu milhão corroído pela inflação 30 anos depois.

3) É necessário tomar cuidado com os títulos de "banquinhos": geralmente são bancos que você nunca ouviu falar e cujos títulos de dívida pagam mais de 100% do CDI. Há um motivo para eles pagarem juros mais altos que a média, e certamente não é porque são bonzinhos e generosos, e sim porque eles precisam dar algo em troca, senão ninguém emprestaria dinheiro para eles. Os "bancões" pagam menos de 100% do CDI em seus títulos porque eles são grandes e poderosos, então o risco de emprestar dinheiro para eles é bem menor, e com isso eles não precisam recompensar tanto assim o risco de investir neles. Bem, praticamente todo ano tem algum banquinho que vai à falência, e por mais que exista o FGC, você vai ter dor de cabeça para recuperar sua grana (no mínimo vai ficar ansioso e estressado, com medo que justamente na sua vez dê tudo errado e o dinheiro suma). Mas é necessário tomar cuidado e verificar, pois nem tudo está protegido pelo FGC. 

4) Por mais que a renda seja "fixa", lembre-se que com a inflação e com o risco de calotes, inclusive do governo, ela ainda é uma aposta no futuro. Claro que se o governo der calote e não honrar seus títulos de dívida pública, todo o mercado vai sofrer (provavelmente só os metais preciosos, moedas estrangeiras e as criptos é que subiriam de valor, protegendo uma parte de nosso patrimônio), mas não podemos considerar que a renda fixa é algo "garantido" e livre de riscos (por mais que a literatura de finanças chame alguns títulos de renda fixa de "risk free", como na fórmula do CAPM);

5) Há investidores que fazem trade com títulos do tesouro, e já ouvi muitas conversas no trabalho sobre comprar títulos no Tesouro Direto em tal dia e revender em determinada data do mês, porque sempre sobe e etc e tal. Bem, se você fizer desse jeito, deixa de ser renda fixa e você poderá até perder dinheiro com a oscilação do preço do título. Você só vai ganhar o valor acordado (IPCA + X%) se segurar o título até o vencimento.

6) Por mais que os ditos "especialistas" e os sites e revistas "de finanças" e alguns supostos "gurus financeiros" esculachem a poupança e digam que deixar dinheiro na poupança é jogar dinheiro fora, eu acho o seguinte: é a melhor escolha pra reserva de emergência (RE) porque não tem burocracia, pode sacar a hora que quiser, pode movimentar para a conta-corrente na hora que quiser, não paga imposto, não tem que preencher formulário de nada pra movimentar, não tem que esperar abrir o mercado, e por aí vai. Além disso, quem só aporta na caderneta de poupança já ganha um rendimento superior ao de 99,9% dos traders e sem gastar um centavo com cursinhos on-line ou montando setups ou pagando softwares de gráficos. 

Dito isto, pretendo separar meus aportes de renda fixa em 3 "potes" diferentes:

A) Reserva de Emergência (poupança), com meta de 12 meses de salário líquido;

B) Tesouro IPCA com o prazo mais longo possível (mas ainda tenho dúvidas quanto a isso, não me sinto muito confortável aplicando em títulos de prazos tão longos...eu sinceramente julgo um título desses mais arriscado do que ações de boas empresas...);

C) Tesouro SELIC ou IPCA com prazo de 10 anos, para futuramente adquirir outro imóvel para morar (e deixar o atual alugado, rendendo uma grana extra).

Ao menos por enquanto, minha estratégia com a renda fixa é essa. Pode ser que com o passar do tempo minhas prioridades mudem, pode ser que eu dê muita sorte e não precise juntar por 10 anos para comprar outro imóvel e por aí vai. O futuro a Deus pertence.

Forte abraço, companheiros da finansfera!

Fiquem com Deus!

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Iniciando minha carteira de investimentos - parte 4 - FIIs

 Salve, salve, confraria, vamos ao penúltimo post desta minha série sobre a montagem de minha carteira de investimentos.

FIIs são uma classe muito boa de ativos por conta da renda passiva que eles geram e pela oportunidade de diversificação que eles representam, pois possibilitam pessoas comuns como nós terem acesso ao investimento em imóveis e à renda de aluguéis, coisa que em outras épocas só seria possível sendo rico o suficiente para gastar alguns milhões e comprar galpões logísticos  e prédios comerciais. 

De pouco em pouco vamos comprando quotas e aumentando a tão desejada renda passiva (que deve ser reinvestida, e não gasta, exceto em emergências, senão o bolo não cresce!).

Dito isto, acredito que:

- nos FIIs, semelhante ao que ocorre nas ações, devemos buscar comprar valor, e não apenas buscar aluguéis altos;

- devemos ler os relatórios dos gestores e os estatutos e contratos dos fundos (por exemplo, tem fundo que paga aluguéis altos, mas se formos ver no contrato, isso não está vindo dos inquilinos: o fundo está tirando dinheiro de seu caixa - isso é uma situação artificial e temporária para atrair quotistas.) 

- outra coisa importante é ficar atento ao prazo dos contratos de aluguel, para não ser surpreendido. (por exemplo, tem um fundo com um inquilino excelente que paga um aluguel altíssimo, aí você se anima e compra algumas cotas e não percebe que o contrato com esse inquilino maravilhoso vence ano que vem...)

- verificar quantidade e qualidade dos inquilinos (se for monoinquilino, o risco é maior, por razões óbvias; se o inquilino for o governo, também há um risco)

- verificar a quantidade, qualidade e localização dos imóveis (não adianta ter excelentes prédios mal localizados; da mesma forma encaro os fundos monoimóveis como sendo mais arriscados do que os multi-imóveis, etc.)

Meus critérios gerais para adquirir FIIs, a princípio, serão:

1) Evitar fundos de papel / fundos de fundos (tem fundo que não aplica em imóveis diretamente e só aplica em outros FIIs, em LCI, CRI, etc. - não vejo muita diferença entre isso e fundos de investimentos "convencionais", dos quais passo longe. Se algum leitor mais experiente com FIIs puder me explicar melhor sobre os fundos de papel, agradeço.)

2) Adquirir preferencialmente fundos multi-imóvel (isso não quer dizer que os monoimóvel não possam ter valor, só tem que tomar mais cuidado)

3) Dar preferência aos multi-inquilino (também não quer dizer que os fundos mono-inquilino não possam ter valor!)

Resumindo: Tijolo-Multi-Multi. 

Agora, falando mais especificamente, eu pretendo adquirir preferencialmente FIIs de galpões logísticos (sempre foram necessários para a indústria e comércio e talvez só vão perder a utilidade se/quando inventarem o teletransporte). 

Em relação aos FIIs de escritórios, eu pretendo comprar os que se encaixarem nos meus critérios, mas ao mesmo tempo fico com um pé para trás por conta do aumento da implementação do home-office no Brasil. Não imagino que imóveis de escritório vão acabar, até porque acho que toda empresa precisa de uma sede, mas fico imaginando que a tendência é diminuir o número de escritórios para aluguel.

Eu vejo duas tendências possíveis se desenvolvendo aqui (futurologia com algum embasamento):

1) Diminuição dos escritórios e grandes prédios empresariais por causa do aumento do home-office e digitalização dos serviços (pensem na quantidade de agências bancárias que estão fechando); 

mas, por outro lado:

2) Aumento do número de autônomos, micro-empresas, etc. por conta do desemprego em geral (óbvio que nem todas vão alugar salas comerciais para manter os custos no mínimo, mas acredito que alguns irão, sim, precisar de locais para seus negócios)

(Essa questão dos escritórios é um dos pontos que eu mais gostaria de trocar uma ideia com quem já investe em FII e saber a opinião do pessoal...)

Em relação a FIIs de Hospitais, eu vejo como vantagem que eles sempre serão úteis (mesmo quando inventarem mesas autônomas de cirurgia, que nem naquele filme Prometheus) então sempre estarão lá pagando o aluguel. Por outro lado, o hospital tem um grande poder de barganha por que suas instalações são bem específicas e limitam que tipo de negócio pode ser instalado no imóvel.

Em relação a FIIs de universidades... julgo que são mais versáteis que os de hospital por que sua estrutura pode ser mais facilmente adaptada para comportar outro tipo de negócio (não que hospitais não sejam, só que são menos versáteis que universidades). 

Em relação ao "dividend yield" (DY) dos FIIs, eu leio muita gente falando sobre isso, mas para mim essa métrica não faz muito sentido (assim como não faz sentido o DY de ações), pois a cotação muda toda hora, e o aluguel por cota também pode mudar, então não vou me importar muito com isso, sinceramente. Talvez o DY sirva para sinalizar se o preço da cota está caro em relação ao aluguel em determinado momento, mas isto é uma análise um tanto rasa do FII, na minha opinião.


Quais sãos os seus critérios de escolha para FIIs, pessoal? 

Forte abraço!

Fiquem com Deus!

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Iniciando minha carteira de investimentos - parte 3 - Ações

Saudações, confraria da melhor blogosfera do Brasil!

Essas últimas semanas tem sido bem difíceis no trabalho. Muita coisa pra fazer, então quase não tenho tido tempo para escrever aqui e comentar nos blogs dos meus amigos da finansfera... se Deus quiser logo as coisas voltarão ao normal.


Continuando a minha estratégia de investimentos, falarei agora sobre as ações. Muito já foi falado sobre assunto em todos estes anos de blogosfera das finanças, então não entrarei em pormenores que nem fiz no post sobre a reserva de valor (o qual foi bem mais detalhado por que é um assunto mais raro na nossa querida finansfera).

Vou falar somente sobre os meus critérios pessoais para escolha de ações (que são iguais aos de muita gente, então sem grandes novidades aqui, mas mesmo assim não são recomendações para ninguém!).

Os meus critérios, a princípio, serão estes:

-Só vou comprar ações ON

- Histórico de pelo menos 10 anos de lucros, preferencialmente crescentes 

- Empresa sem dívidas ou com dívidas equilibradas ou dívidas  pequenas em relação ao patrimônio líquido 

- IPO há no mínimo 10 anos 

Estes são basicamente os critérios propostos pelo Bastter em sua filosofia de investimentos, e eu concordo com ele. Considero os ensinamentos dele verdadeiras redpills financeiras.

Claro que alguma coisa pode ser flexibilizada nesses critérios (por exemplo, 8 anos de lucro ao invés de 10, ou IPO há 7 anos, etc.), até porque nossa bolsa é relativamente pequena e não tem tantas empresas assim que atendam a todos os critérios.

Porém, uma vez feita a carteira de ações  com os critérios propostos acima (a qual chamarei de carteira "All Stars"), também penso em iniciar uma outra carteira focada em small caps  com critérios ainda a serem definidos (como diria o Bastter, esse é um resquício de sardinhagem na minha mente - será que conseguirei me livrar disso? Será que eu mudarei de ideia? Só o tempo dirá... mas a princípio estou tentado a usar esta estratégia)

Mas é claro que esta carteira "Small" será iniciada (se for iniciada) somente após a All Stars ser completada, então ainda vai demorar um bom tempo (é bom pra pensar com calma também), considerando que só pretendo fazer 1 ou 2 aportes por mês para economizar na corretagem e que eu pretendo ter pelo menos umas 15 ações na carteira All Stars, isso sem falar nos FIIs.

Um ponto fundamental: como ninguém é capaz de prever o futuro, pode ser que haja empresas dentre as que eu selecionar para a carteira All Stars que com o passar dos anos piorem seus resultados e me decepcionem (por exemplo, deixem de ter lucros ou passem a ter dívidas crescentes). E aí? O que eu vou fazer? Vou vender essas ações quando estes sinais começarem a se mostrar? Para estes casos, eu tenho duas hipóteses:

1ª Hipótese: vender as ações se elas apresentarem estes sinais de piora por dois ou mais anos seguidos, e realocar o dinheiro naquelas que permaneceram boas; ou

2ª Hipótese: buy and never sell > nunca vender as ações, pois assim como elas eram boas e se tornaram ruins, nada impede que elas voltem a ser boas ("não está morto o que pode eternamente jazer, e nas estranhas eras que virão, mesmo a morte pode morrer") - estas ações se tornariam mais uma linha de defesa caso eu precise do dinheiro por algum motivo (e assim evito me desfazer dos bons investimentos por mais um tempo).


O próximo artigo será sobre FIIs.

O que os cavalheiros da blogosfera acham da minha estratégia?

Forte abraco!

Fiquem com Deus!