Embora eu não esteja mais considerando colocar quaisquer ETFs em minha carteira, fiquei curioso e resolvi pesquisar o DIVO11, um ETF focado em ações componentes do IDIV, índice das ações que pagaram mais dividendos na bolsa nos últimos 24 meses (dentre outros critérios - vejam na metodologia do índice no site da B3).
Talvez esta seja a última vez que eu analise um ETF. Foi só por curiosidade mesmo.
Farei aqui uma breve análise do fundo e sua composição. Todas as informações estão disponíveis no link abaixo.
página do fundo no site do Itaú
Patrimônio Líquido (PL) = R$ 344,9 milhões
Patrimônio em ações = R$ 339,49 milhões (98% do PL - acima da meta de 95% definida no regulamento do fundo)
Taxa de Administração = 0,5%a.a incidentes sobre o valor do PL (grosso modo, a cada R$ 10.000,00 aplicados no fundo, pagaremos R$ 50,00 - mas ainda assim, julgo alto, pois poderíamos investir por conta própria nas empresas do fundo sem pagar taxa de administração)
Todos os dividendos e JCP são automaticamente reinvestidos no próprio fundo. Bom e ruim ao mesmo tempo.
O fundo possui 46 ações, mas umas 40 empresas, pois há ações ON e PN de algumas empresas repetidas (por exemplo, ELET3 e ELET6, BBDC3 e BBDC4)
Observando a carteira deste fundo, notem que a ação com maior participação é de cerca de 6,5% da carteira (no momento, VIVT3) e a de menor participação possui 0,1% da carteira (GETT11) - achei estranho ter essa GETT, pois o IPO foi há pouco tempo e não encontrei notícias dela distribuindo dividendos... Pelo menos está com um % pequeno.
A participação de cada empresa no IDIV pode ser vista no gráfico abaixo:
| composição do IDIV (% por ação) |
Como escrevi, a ação de maior participação é VIVT3, com 6,5% da carteira. Em segundo lugar, BBSE3 (6,28%), e, em terceiro lugar, VBBR3 (5,8%).
Como eu ordenei os dados do maior para o menor, o gráfico ficou parece uma escada em caracol, descendo para o fundo de um poço, ou subindo para o alto de uma torre, dependendo do ponto de vista. Mas o que quero realçar aqui é que, pelo menos, o IDIV (e em consequência, o DIVO11) possui uma diversificação mais equilibrada do que a do IBRx-50 (e em consequência, a do PIBB11). Mas, ainda assim, notem que não é tão equilibrado assim: as 12 maiores empresas em participação representam cerca de 50% da carteira do fundo. E há também o outro problema relativo a todo ETF: o DIVO11 aplica em ações de empresas que eu não aplicaria.
Comparem com o gráfico do IBRx-50 abaixo:
| Composição do IBRx-50 (% por ação) |
Então, a meu ver, o DIVO11 possui esta vantagem em relação ao PIBB11.
Pelo menos a carteira dele é mais equilibrada, e não está com um peso muito alto em uma só empresa.
Por outro lado, o PIBB11 possui uma taxa de administração bem menor (0,059% a.a - quase 10 vezes menor que a do DIVO11)
Mas, o mais importante: você mesmo pode investir diretamente nas ações que compõe a carteira do DIVO11 (ou do PIBB11), sem pagar taxa de administração e selecionando somente as ações que você quiser, descartando aquelas empresas que considerar ruins.
Por isso acho melhor investir diretamente em ações, diversificando bastante e nunca colocando um % muito alto do patrimônio em uma empresa só ou em poucas. Quanto mais eu diversificar entre empresas boas, maior a chance do meu patrimônio aumentar no longo prazo. Quanto mais empresas boas eu tiver em minha carteira, maior a chance de ter uma "ten bagger" que fará meu patrimônio crescer ainda mais.
O mesmo vale para os FIIs. Escolha os que achar melhores e diversifique, sem concentrar demais em um só ou em poucos.
O que acham, confrades? Algum de vocês investe no DIVO11? No PIBB11? Ou também desencanaram de ETFs?
Fiquem com Deus!