domingo, 15 de fevereiro de 2026

Os Conflitos entre gerações

Quem é "cronicamente online" sabe que já há alguns anos vem sendo fomentada uma animosidade entre os mais jovens, principalmente os da "geração Z" e "Millenials", contra os "baby boomers". 

Não sei se isso é algo "orgânico" ou se é realmente algo que está sendo fomentado por interesses escusos. 

De qualquer maneira, acho algo bastante interessante de ser observado.

Comentarei a respeito neste post.



Primeiramente: "baby boomer" é  o nome que recebeu a geração que nasceu nos anos 40 e 50, época em que os soldados que lutaram na segunda guerra mundial voltaram para casa e fizeram um monte de filhos - daí o nome "baby boom", que significa literalmente "explosão de bebês". 

O estereótipo da geração "baby boomer"  obviamente são os EUA e a grande questão é que eles, os "boomers", deram sorte de pegar uma época de imensa prosperidade econômica no pós-guerra. 

Uma explicação simplificada para isso é que - acredito eu - na época havia menos  homens (pois muitos haviam morrido na segunda guerra mundial) e com isso "sobravam" mais empregos e os salários tendiam a ser maiores (mas por outro lado, foi também a época em que muito mais mulheres entraram no mercado de trabalho, então não sei se isso "equilibrou" a tendência de subida dos salários, do ponto de vista da quantidade de mão de obra disponível na época)

Além disso, por causa dos esforços de guerra, foi criada uma imensa capacidade industrial para produzir combustível, tanques, carros, aviões, munição, etc. fora toda a infraestrutura logística criada e ampliada para abastecer as tropas nos fronts. Depois da guerra, toda essa capacidade ficou "ociosa" e foi redirecionada para reconstruir a Europa e também para produzir eletrodomésticos, carros civis, remédios, alimentos, etc.  Com isso, a produção aumentou, e com as tecnologias geradas para a guerra aplicadas à indústria e ao comércio a produtividade dos trabalhadores também aumentou. Com isso o preço das coisas ficou bem mais barato e os salários tenderam a subir. Assim, as pessoas podiam consumir mais. Acredito que na Europa tenha ocorrido um efeito semelhante, só que tendo ocorrido muito mais mortes de homens do que nos EUA. 

Então especialmente nos EUA foi período de imensa prosperidade econômica. 

Dizem até mesmo que foi um período de prosperidade sem igual na história, de modo que acredita-se que esta foi a geração mais rica que existiu.

Quais são as outras gerações que foram "nomeadas" pelos acadêmicos? Vejamos as principais:



1) Lost Generation ("geração perdida") - nascidos entre 1880 e 1900. Lutaram na primeira guerra mundial e imagino que muitos tenham se tornado niilistas, sombrios, pessimistas, etc. com o ocorrido. Foi a geração que testemunhou o surgimento dos aviões. Não deve ter mais ninguém vivo dessa geração.  Eu imagino que a primeira guerra deve ter sido algo chocante, mas acho estranho que os historiadores digam tanto dos impactos psicológicos da primeira guerra nessa geração (ao ponto de chamarem-na de geração perdida), tendo em vista que houve guerras horrorosas no mundo moderno antes da primeira guerra (Considerando só a Europa, eu penso muito na Guerra dos 30 anos [ok, ela aconteceu uns 300 anos antes da IGM, então não devia haver muita memória dela] e nas Guerras Napoleônicas [estas mais próximas, tendo ocorrido no início do século XIX, então na época da 1ª GM ainda havia pessoas que conviveram com os veteranos das guerras napoleônicas])



2) Greatest Generation ("a ''melhor'' geração de todas") - os nascidos entre 1900 e 1927, viveram as duas guerras mundiais, muitos lutaram na segunda, e acredito que uns poucos chegaram a lutar nas duas, ainda que como civis (pois os mais velhos dessa geração teriam 14 anos no início da primeira guerra). Viveram a vida adulta durante a Grande Depressão, o que deve ter sido bem difícil principalmente nos EUA, e os Europeus, em massa, ainda tiveram que lutar na segunda guerra mundial e depois viver nas ruínas da Europa durante a reconstrução. Muito sangue inocente derramado nessa época. Fico imaginando por onde eles andam hoje em dia, se já se recuperaram de seus traumas.

(Eu não duvidaria se tivesse sido um representante dessa suposta "melhor geração de todas" quem deu a idéia de colocar esse nome). 

Os poucos representantes dessa geração que ainda estão vivos têm 100 anos ou quase.



3) Silent Generation ("geração silenciosa") - nasceram entre 1928 e 1945, o que significa que eram crianças e cresceram durante a grande depressão e a segunda guerra e não tiveram que lutar (exceto, talvez, como civis, principalmente no caso dos países europeus que foram invadidos, e também chineses e japoneses, fora outros países asiáticos que também sofreram na segunda guerra). Devem ter sofrido o trauma de ver suas  famílias e casas destruídas quando eram crianças e adolescentes (principalmente os europeus) e o trauma do "pai soldado que nunca voltou da guerra". Receberam a alcunha de "silenciosa" porque cresceram com esse trauma e buscaram evitar conflitos e só manter as coisas e ficarem seguros, ou ao menos é o que os historiadores/sociólogos dizem. Ainda há muitos deles entre os vivos, e estão na casa dos 80~90 anos. Novamente, esse é um rótulo que se aplica muito mais aos EUA-Europa e nem tanto ao Brasil, por conta de nossa distância dos teatros de operações e de nossa relativamente baixa participação na 2ªGM.

(Foram tão silenciosos que não encontrei um meme decente sobre eles para ilustrar o post)

4) Baby boomer - os nascidos entre 1946 e 1964, segundo a minha fonte para este artigo. Já explicado acima. Como foram mais numerosos do que as anteriores, eventualmente ganharam maior representação na política, nas empresas, associações e comunidades em geral. Hoje em dia estão na faixa entre 60 e 80 anos.



5) Geração X - Aqui os historiadores/sociólogos/demagogos perderam a criatividade e ao invés de darem um nome, deram uma letra. A geração X é a dos nascidos entre 1965 e 1980, segundo a minha fonte. Também pegaram um bom período de prosperidade econômica, impulsionado por avanços nas áreas de eletrônica, informática e o comecinho da internet. Hoje estão na faixa entre 40 e 60 anos. Foram a primeira geração a serem criados, em sua maioria, com o pai e a mãe trabalhando fora, então se acostumaram a "ficarem sozinhos" desde cedo e também foram a primeira geração a testemunhar muitos divórcios, o que certamente afetou sua psique. Além disso, viveram boa parte da vida com os temores da Guerra Fria (a constante ameaça de que, a qualquer momento, os russos ou os EUA iriam começar uma guerra nuclear que escalaria de tal maneira que destruiria o mundo - esse era o terror, a "black pill" daquela época - notem que embora [teoricamente] ainda haja tantas ou mais armas nucleares do que naquela época, quase não se fala mais nisso. Acho no mínimo curioso). Essa me parece ser uma geração meio sem característica própria, quase como uma geração Baby Boomer só que sem tanta prosperidade econômica. Supervalorizam os anos 80.



6) Geração Y ou "Millenials" - são nascidos entre 1981 e 1996. Pegaram o uso da informática e da internet crescendo exponencialmente, mas ainda tiveram uma infância sem internet (e muitos sem computador, principalmente os mais pobres no Brasil). Hoje em dia estão com entre 30 e 40 anos. Receberam a alcunha de millenials porque cresceram "na virada do milênio", eu acho. Foi uma geração que cresceu com computadores, tinham aula de "informática" na escola. Cresceram nos anos 90, uma época de relativa paz e prosperidade no mundo, e por isso supervalorizam aquela década. 



7) Geração Z ou "Zoomers" - nascidos entre 1997 e 2012. Nasceram num mundo onde a internet já era amplamente usada, mas a maioria não usou smartphone quando criança. Ainda estão entre 20 e 30 anos, muitos ainda na faculdade, e outros começando a trabalhar. Já têm fama de não gostarem de trabalho, não quererem se sujeitarem a abusos em empresas e, no Brasil, têm fama de serem a geração que despreza a CLT. Acredito que sejam conhecidos como "Zoomers" somente na internet. São amplamente criticados por Boomers e pela geração X (que são os grupos que representam hoje a maioria dos cargos de chefia nas empresas) por não quererem trabalhar.



9) Geração Alfa - os nascidos depois de 2012 e até 2024. Ainda são  bebês, crianças ou adolescentes. Pegaram um mundo dominado por smartphones e internet de fácil acesso, e vão crescer em um mundo com "inteligência artificial. Muitos estão usando smartphone desde criança, mas tiveram pelo menos uma parte da vida escolar sem IA, especialmente os que nasceram mais próximos de 2012. Os mais para o final da Geração Alfa provavelmente usarão IA em toda a sua vida escolar, e brincaram com tablets e smartphones desde bebês. Ainda têm o agravante de terem tido parte da infância durante a pandemia e terem passado os anos iniciais de suas vidas vendo os adultos usando máscaras. Será que isso gerará desvios psicológicos? O tempo dirá. Só escaparam disso os nascidos a partir de 2022.

10) Geração Beta - aqui eu acho que os "estudiosos" se apressaram e já deram um nome para uma geração que mal começou. São os nascidos a partir de 2025. Ainda são todos bebês, e (teoricamente) vão crescer já com "inteligência artificial" acoplada nos smartphones e computadores, e com as tecnologias que virão depois (se houver).  Provavelmente passarão a vida escolar inteira usando IA, com todas as consequências positivas e negativas disso. Prevejo que no futuro haverá "tiozões" millenials e zoomers fazendo piadas com a geração Beta, por causa do nome. Pelo menos estes não viveram a pandemia.


Agora, falando sobre o conflito inter-geracional, vou escrever em vários tópicos, porque o assunto é grande demais para escrever um só texto contínuo e coeso. Relembro que todos os tópicos que eu escreverei são decorrentes das minhas observações e da minha experiência pessoal:

- O conflito ocorre (ou é fomentado) principalmente entre Boomers e Zoomers e entre Boomers e Millenials na internet.

- Raramente vejo brigas Millenials versus Zoomers, mas também existe. 

- A "Geração X", pelo que vi, só observa e não se manifesta muito como geração. Veremos como é que vai ser quando os X'ers ocuparem o lugar dos boomers.


- Óbvio que estes rótulos não se aplicam 100% ao Brasil, especialmente o rótulo da "geração baby boomer", pois o pessoal que cresceu no Brasil dos anos 50, 60 e 70 pegou um país muito ferrado economicamente, nem de longe se comparando aos EUA, e desconheço se foi um período de explosão populacional no Brasil à semelhança dos EUA. Talvez a geração brasileira que mais se aproxime da baby-boomer americana seja o pessoal que começou a trabalhar no início do Plano Real, que foi o nosso período de prosperidade econômica (por causa da estabilização da inflação, época em que 1 dólar = 1 real, etc.) que seriam mais a geração X, cronologicamente, mas também muitos da geração Boomer. 

- Outra geração que se deu bem no Brasil, a meu ver, foi a que estava se formando na universidade lá por volta de 2000, 2001 e 2002, que foi uma época em que houve muitos concursos públicos bons e naquela época os concursos eram mais fáceis (baseio minha opinião no nível de dificuldade das questões e também pelo fato de ser uma época em que havia uma certa descrença generalizada na lisura dos concursos, o que reduzia a concorrência - isso era fruto de épocas mais patrimonialistas: nos anos 80 muitos cargos públicos que hoje exigiriam concurso eram de livre nomeação, e conheço pessoas que conseguiram cargos permanentes por terem entrado por indicação de parentes e amigos nos anos 80 e isso ainda era possível até o começo dos anos 90)

- Com base no que escrevi acima, uma outra geração que se deu bem era a que estava em idade para trabalhar nos 80 e conhecia ou era parente de funcionários públicos em cargos de chefia e com isso puderam entrar por indicação em órgãos públicos, em cargos que hoje em dia exigiriam concurso e seriam disputados a tapa por milhares de concurseiros.

- O estereótipo que ronda a internet, para os Boomers, é o seguinte: uma geração egoísta, que surfou a maior prosperidade econômica da história, gerou muitos políticos ruins, está se recusando a "largar o osso" na política e nas empresas (muitos políticos da alta cúpula, praticamente todos, são boomers, e o mesmo vale para muitos CEOs, CFOs, etc. das maiores empresas) e têm a má-fama de estarem queimando a riqueza que acumularam ao invés de passarem para seus filhos. 

- Um exemplo disso: recentemente houve uma polêmica envolvendo um discurso do Trump, no qual o mesmo disse que poderia criar mecanismos legais para reduzir o preço das casas, mas que não faria isso para não prejudicar a riqueza dos donos de imóveis. Esta fala incomodou muito os Millenials e os Zoomers, que estão se sentindo excluídos do mercado imobiliário americano por conta dos altos preços dos imóveis.

- No Brasil, essa crise imobiliária também está afetando as esperanças do pessoal millenial e zoomer. É fato que está cada vez mais difícil comprar um imóvel no Brasil. Pela minha experiência pessoal, os preços quadruplicaram lá por volta de 2010, 2011 - algum ano desses (sei disso porque na certidão de RGI do meu imóvel eu vi que o proprietário anterior o comprou em 2008 por um preço 4 ou 5 vezes menor do que eu paguei em 2015, e ainda reclamou do atraso da liberação do valor da entrada, dizendo na minha cara que eu "ainda fiquei com os juros da entrada" só porque a transferência atrasou uns 2 ou 3 dias por conta de burocracias do banco)

- Eu me lembro de um colega de trabalho comentando uma vez (lá por volta de 2016, eu acho - eu lembro do ano por causa do emprego em que eu estava na  época) que "imóveis caros são sinal de prosperidade econômica", mas discordo totalmente dele. Acho que um país realmente próspero é aquele em que as famílias não precisam se preocupar com isso, pois ter um imóvel seria algo trivial. Infelizmente, parece que muita gente acha que imóvel caro é uma coisa necessariamente boa, mesmo que haja milhões de pessoas incapazes de terem o seu.

- Além da crise imobiliária, outra coisa que instiga discussões na internet é a aposentadoria. Lá fora, os millenials e zoomers também estão chateados com a expectativa de trabalharem para bancar a previdência dos boomers ao mesmo tempo que têm um prognóstico de não poderem se aposentar, ou se aposentarem sem benefícios ou só com benefícios ruins.

- Essa discussão da previdência também chegou no Brasil. Imagino que no nosso caso, se ainda existir um INSS, ou nós nos aposentaremos só com 80 ou 90 anos, ou então vão manter a idade mais  ou menos parecida com a que é hoje, mas o pagamento vai ser 1 salário mínimo para todo mundo, mesmo que você tenha contribuído para ganhar o teto. Ou então quem ganhar mais que 1 salário mínimo vai ter um desconto para compensar o rombo e com isso vai ganhar 1 salário mínimo líquido.

- Outra discussão que está pegando fogo lá fora já há alguns anos é a questão dos empregos que foram exportados (principalmente para a China) por conta da globalização. Os EUA e a Europa deixaram de ter muitos empregos industriais e os exportaram para o terceiro mundo, com as empresas deslocando fábricas para outros países e se transformando em uma "economia de serviços" e inventaram a "agenda verde" para justificar isso. Sob esse ponto de vista, eu enxergo a globalização como um erro, pois além do desemprego, da precariedade da "economia de serviços" (e agora da "gig economy"), isso cria uma dependência grande demais desses países para com aqueles onde as fábricas foram instaladas. Estrategicamente, acho que todo país precisa ter uma capacidade industrial e energética para não ficar na mão de outros países. Pelo menos o essencial deve ser produzido em casa. Essa é a minha opinião.

- Acho que aqui essa discussão não chegou tanto porque, primeiro, nunca tivemos tantas indústrias e nem tantos empregos bons como nos EUA dos anos 50 até os anos 80. As poucas empresas boas daqui exportaram fábricas e seus melhores empregos antes mesmo dos brasileiros perceberem que foram passados para trás.

- A Geração X parece que está de fora de todas estas discussões, mas o meme acima é bastante real pelo que pude observar em minhas leituras e pesquisas para este post: o pecado dessa geração é o orgulho.

- Vejo que a "mentalidade boomer" é algo bastante real: faz uns 2 ou 3 anos, lembro de  um pessoal mais velho no trabalho  discutindo os planos para quando se aposentarem, e todos da conversa disseram que iriam gastar 100% do valor acumulado na previdência e não deixariam nada para seus filhos, e até falavam isso de uma maneira um tanto esnobe. Claro que cada um faz o que quer com seu dinheiro, mas eu penso em deixar alguma coisa para os meus, e pretendo ensinar coisas e dar o máximo de vantagens possível para os meus filhos, se Deus quiser. Acho inconcebível essa história de "eles que se virem". Óbvio que eles precisam aprender a se virar, mas daí para gastar o patrimônio e não deixar nada, aí já acho demais. 


- Lembro-me também de uma professora na faculdade que volta e meia criticava a minha turma, dizendo que nós só pensávamos em dinheiro e "em ficar milionários rápido". Havia outras reclamações dela que eram parecidas com esta, mas não lembro agora.

- Não sei se é uma "marca geracional", mas eu tenho um pensamento um tanto "mercenário" quanto ao trabalho: eu me desiludi quanto a coisas como "me realizar" ou "fazer o que gosto" e busco somente um trabalho com o maior pagamento possível e que não me submeta a um estresse maior do que eu posso aguentar, sem idealismos, sem "missão de vida", sem "meu chamado", sem nada disso. 

- Óbvio que tudo o que se escreve como "características" das gerações são meramente "estereótipos", meras "generalizações", e não representam a totalidade dos membros de suas respectivas gerações. Então, por exemplo, há boomers que vão sim deixar heranças para os filhos, há X'ers que não são orgulhosos nem autocentrados e nem apáticos, há millenials que não são "snow flakes" e que sabem que não serão diretores no primeiro ano na empresa, e há zoomers que gostam de trabalhar mesmo na CLT.


É isso, confraria. Se eu me lembrar de outra experiência minha, ou de outro aspecto interessante desse conflito intergeracional, vou atualizar o post.

Vocês têm alguma história para contar sobre isso? Algum leitor meu é boomer? Algum é da geração Z? 


Forte Abraço!
Fiquem com Deus!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Aportes e atualização patrimonial - janeiro de 2026

 Saudações, confraria da Finansfera!

O Anno de 2026 da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, filho de Deus e verdadeiro Messias da humanidade, já está mostrando que vai passar rápido tal qual o Anno de 2025. O mês de janeiro já findou, e já adentramos o segundo mês de mais um ano, com a Graça de Deus.






Aumento acumulado de 545,7% desde junho de 2021, início da minha série histórica de atualizações patrimoniais. Esse percentual inclui tudo: aportes, dividendos, valorizações, desvalorizações e também a inflação (o aumento é nominal).


Como sempre, relembro que NENHUM ATIVO MENCIONADO NO BLOG E/OU NOS COMENTÁRIOS É RECOMENDAÇÃO DE COMPRA E NEM RECOMANDAÇÃO DE VENDA! Estudem sozinhos, por conta própria, aprendam a investir, ou serão enganados por influencers mal intencionados!


Ações - sem aportes em janeiro, conforme venho fazendo. A prioridade agora ou é aumentar a RE para dar a maior entrada possível em um imóvel e ainda manter alguma coisa na RE, ou aportar em FIIs para engordar a renda passiva mensal e assim contribuir para a minha carteira previdenciária.



FIIs - o aporte de janeiro foi em HGRU11 e KNRI11, para variar um pouco do que venho fazendo (eu tenho dado prioridade a aportar nos FIIs que pagam os aluguéis no final do mês, mas em janeiro fiz uma exceção. Pode ser que em fevereiro também. Em março volto a priorizar os que pagam no fim do mês)





Exterior - sem aportes em janeiro. Continuo acumulando os dividendos na corretora. Daqui a pouco deve dar para comprar alguma coisa. Talvez eu aproveite o dólar "baixo" de R$ 5,24 (no momento em que escrevo) para transferir algum dinheiro para o exterior. Veremos.



Renda passiva - depois do recorde de dezembro, janeiro parece pequeno com 21 Coroas. Mas, ainda assim:

1) é superior ao primeiro "recorde" da carteira, de 18,5 Coroas em maio/23 (o qual demorou 21 meses para ser superado)

2) é quase igual ao segundo "recorde" da carteira, de 23,3 Coroas, em março de 2022

3) é superior à média mensal de 2023, quase o dobro (que foi de 11 Coroas)

4) é muito maior do que todo o valor recebido em 2021 (8,8 Coroas)




Por enquanto é só, confraria.

Este mês devo conseguir postar pelo menos mais uma vez.

Forte abraço! 

Fiquem com Deus!

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Aportes e Atualização Patrimonial - dezembro de 2025

Saudações, confraria da Finansfera!

O Anno de 2025 da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, filho de Deus e verdadeiro Messias da humanidade, chegou ao fim e adentramos o Anno de 2026 de Nosso Senhor. E, como estou escrevendo este post com bastante atraso, janeiro já está findando. Tudo indica que 2026 será mais um daqueles anos que passam deveras depressa, tal qual foi 2025. O mês de dezembro, particularmente, passou voando!

Um dia chegarei lá

Sem mais delongas, vamos ao post de atualização patrimonial, como sempre com todos os valores expressos em Coroas, minha moeda fictícia que funciona como número-índice:



Aumento acumulado de 521,8% desde junho de 2021, início da minha série histórica de atualizações patrimoniais. Esse percentual inclui tudo: aportes, dividendos, valorizações, desvalorizações e também a inflação (o aumento é nominal: em valores reais seria menor, algo entre 460% e 500%)


Como sempre, relembro que NENHUM ATIVO MENCIONADO NO BLOG E/OU NOS COMENTÁRIOS É RECOMENDAÇÃO DE COMPRA E NEM RECOMANDAÇÃO DE VENDA! Estudem sozinhos, por conta própria, aprendam a investir, ou serão enganados por influencers mal intencionados!


Ações - sem aportes em dezembro. Continuo no plano de aumentar  a RE para dar entrada em um imóvel o mais brevemente possível, e o restante do aporte vai para os FIIs, para aumentar a renda passiva mensal.



FIIs - o aporte de dezembro/25, quase simbólico, foi em  XPIN11, fundo do tipo "Industrial". O objetivo continua sendo aportar preferencialmente nos FIIs que pagam aluguéis no final do mês, com o intuito de evitar (ou pelo menos reduzir) eventuais saques a RE caso eu fique com o dinheiro apertado no final do mês.



RE - também deixei alguma grana da RE em dezembro, fora os juros, que acumularam na conta. Consegui não sacar nada da RE este mês e já faz algum tempo que venho conseguindo fazer isso. Aos poucos vou juntando o valor da entrada de um imóvel. Eu não tenho uma meta definida além de "juntar o máximo que eu puder". Quando chegar a hora, vou dar a entrada que for possível e financiar o resto, e então recomeçar a minha velha rotina de todo mês amortizar um pouco, jogando todo o dinheiro extra que entrar ou no abatimento do prazo do financiamento, ou na RE, ou em FII para aumentar a renda passiva e retroalimentar esse ciclo de aportes.


Exterior - sem aportes em dezembro: apenas deixei os dividendos acumularem na corretora. Não sei se em janeiro irei aportar ou pelo usar os dividendos acumulados para comprar alguma coisa. Veremos... Provavelmente aportarei em algum REIT, seguindo minha estratégia de aumentar a renda passiva até que a carteira no exterior se torne "autônoma". Usei o dólar a R$ 5,38 nesta atualização. A carteira permanece a mesma:




Renda Passiva - dezembro costuma ser um bom mês, de modo que recebi a quantia recorde de 44 Coroas! Os Destaques do mês foram Itaú, com R$ 1,86 por ação, Eletrobrás com R$ 1,88 por ação e Arezzo com R$ 1,58/ação, fora outras que pagaram mais de R$ 1,00 por ação. Do Exterior recebi 4 Coroas, a maior quantia recebida do exterior até o momento. Se Deus quiser, este recorde logo será superado. Se Deus permitir, ainda em 2026 superarei este recorde de renda passiva!

(OBS: vi no blog do Beto Fiscal que esses dividendos extraordinários tiveram a ver com as empresas dando o último gás antes da entrada do imposto sobre quem ganha acima de R$ 50 K. Mais um imposto nas nossas costas... e mais um caso flagrante de bi-tributação. Eu infelizmente não ganho isso tudo, estou bem longe disso, mas encaro isso como mais um atraso na vida do povo brasileiro, pois certamente essa conta será repassada para a classe média e para os pobres, como acontece com todo imposto que supostamente atinge "só os ricos". E quem acha que nunca vai ser atingido por conta do valor "alto", saiba que basta nunca atualizarem o valor para que eventualmente a inflação faça com que os R$ 50K atinja até os pequenos investidores iniciantes. Se na lei tiver um dispositivo prevendo a atualização desse valor pelo menos anualmente, menos mal, mas ainda assim imoral.)


A renda passiva acumulada em 2025 foi de 250 Coroas, valor superior ao de 2024 (167) conforme o esperado. Segue o gráfico:

A minha estratégia permanece a mesma desde 2021: 


1) em ações a estratégia é aportar em empresas que apresentam vários anos seguidos de lucros, sempre em ações ON, com bom free-float das ON (preferencialmente acima de 80% ou 90%, mas também aceito se for acima de 40%), boa liquidez diária (pelo menos centenas de negócios por dia, mas preferencialmente milhares) e preferencialmente que tenham dívidas controladas (depende do setor) e de empresas que eu pense que o negócio faz sentido. O mesmo vale para a compra de ações no exterior.

2) em FIIs a estratégia é comprar somente Fundos de tijolo, multi-imóvel, multi-inquilino, com percentual baixo de vacância, sem cobrança de taxa de performance, e dou mais valor ao setor de logística (mas me esforço para manter a carteira mais ou menos equilibrada entre os setores, e evito os que são exclusivamente do setor bancário e os de hospital) e o mesmo vale para REITs (mas no caso dos REITs eu compro os hospitalares e evito os do sistema prisional)


Segue o gráfico do patrimônio total:

 


Generalidades

- Esse caso do Banco Master é uma boa lição que "o sistema" nos deu a respeito do canto da sereia. É de certa forma semelhante ao que o Pobretão sofreu com a Eletropaulo lá nos idos de 2014: não se pode investir em alguma coisa só por conta do rendimento "prometido". Se o rendimento é alto demais em relação ao valor do ativo, muito provavelmente algo está errado.

- O mundo segue em guerra. Uma tristeza ver essas guerras fatricidas, com homens jovens inocentes morrendo enquanto os verdadeiros perpetradores e "senhores da guerra" estão confortáveis em seus escritórios. Quem dera resolvessem suas desavenças via duelos, ao invés de criar guerras entre os povos...

- Nos últimos meses estive bem afastado por ter me dedicado mais a outros hobbies, à minha família e aos estudos.

- Pelo menos nos últimos 4 ou 5 meses, também estive bem "bastteriano", nem pensando em quais empresas e FIIs iria aportar em cada mês. Cheguei ao ponto de praticamente esquecer a maioria dos ativos que possuo em carteira (hoje são 93 ativos, fora a RE). 

- Por outro lado, uma coisa que eu não pretendo seguir completamente o Bastter é na questão da compra do imóvel: eu não pretendo vender tudo o que eu tenho de investimentos para comprá-lo. Em novembro ou outubro, eu vendi cerca de 1/3 do valor que eu tinha em algumas das ações e incorporei à RE, esperando o momento para dar a entrada. Pode ser que eu faça isso de novo em janeiro para reforçar ainda mais a RE. Os FIIs eu estou tratando como a minha carteira previdenciária, e não quero vender. O mesmo vale para as empresas em que eu não vendi 1/3 da minha participação. Eu só vou vender estes ativos em caso de emergência mesmo. Por enquanto a minha estratégia vai ser amortizar o financiamento com a "sobra" do salário mensal (que normalmente vai para os aportes), os dividendos recebidos e, se possível, todo os 13ºs e férias que receber enquanto durar o financiamento. 


É isso, confraria da melhor blogosfera do Brasil. Espero conseguir postar mais cedo em fevereiro a atualização de janeiro e espero conseguir postar alguma coisa que não seja atualização patrimonial.


Forte abraço, companheiros de trincheira e soldados do milhão!

Fiquem com Deus!