segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Analisando criptomoedas - Bitcoin Cash

Saudações, confrades, para mais um pequeno post de minha série sobre criptomoedas. 

Analisarei por alto, bem por alto, o bitcoin cash (BCH).

Em minhas pesquisas, verifiquei que o mundo das criptos é ainda mais tomado por emoções do que o mercado de ações,  com direito a entusiastas da criptomoeda "A" invadirem o fórum dos entusiastas da criptomoeda "B" para xingarem, falarem que a moeda B não presta, está fadada ao fracasso  etc. E os entusiastas de muitas moedas fazem análises muito baseadas em "wishful thinking". 

Enfim,  é bem difícil encontrar informações confiáveis a respeito de muitas criptos por aí.  Com tantos especialistas em criptomoedas escrevendo nos fóruns de internet que existem por aí,  fica até difícil acompanhar o ritmo do fluxo de informações...

Assim, o foco da análise deve se restringir ao white paper de cada projeto. 

E no caso do BCH, pelo que vi ele não tem um white paper próprio, em todo lugar que procurei apontavam o  whitepaper do BTC como sendo sinônimo do whitepaper do BCH... caso eu esteja errado, peço que algum leitor mais entendido me corrija. Nem na página oficial do BCH encontrei isso.

 Pelo visto a única diferença entre as duas moedas é o tamanho do bloco.

- Lançado em agosto de 2017, o Bitcoin Cash (BCH) foi um Hardfork do Bitcoin feito com o intuito de acelerar as transações (aumentar o número de transações por segundo possíveis de serem feitas usando blockchain).

- o BCH tem um tamanho de 32 MB de bloco — em oposição ao 1 MB do Bitcoin. quanto maior o tamanho do bloco, mais rápida é a rede, pelo que entendi, então o BCH faria transações mais rápidas que o BTC.

- Uma frase que vi muito ser repetida por aí é  a seguinte: "Se compararmos o BTC com o ouro, o BCH seria como o PayPal, ou seja, está mais para um sistema de pagamentos do que para uma moeda,  ou então ele combina moeda + sistema de pagamentos" - não entendi muito bem a comparação. O BCH  é como se fosse o paypal por que é mais rápido? É isso?

- Assim como o BTC, o BCH possui um limite de emissão de 21 milhões de unidades, o que é uma boa medida de proteção contra inflação, na opinião deste que vos escreve. Mas óbvio que  só isso não determina o valor da moeda.

- Uma coisa que me chama atenção é que (ao menos no momento em que estou escrevendo este post) nem toda Exchange brasileira  disponibiliza BCH em sua lista de moedas disponíveis para compra e venda, e ao mesmo tempo disponibiliza outras moedas, tokens e fan tokens não tão conhecidos assim.  Não sei se isso é um indicativo de que tais exchanges não vejam o BCH com bons olhos, mas acho no mínimo estranho.

- se a diferença entre BTC e BCH é só o tamanho do bloco  então porque dizem que uma vai dar certo e a outra não? A diferença já não é mais só essa? O problema é a equipe que está por trás do BCH? São perguntas sinceras... 


Alguns dos sites que consultei (Não guardei todos):

https://www.moneytimes.com.br/bitcoin-cash-bch-esta-a-altura-do-bitcoin-btc/

https://www.sfox.com/blog/is-bigger-better-how-to-evaluate-bitcoin-cash-based-on-block-size/

O que acham dessa cripto? Já vi muitas opiniões negativas por aí. Mas, opinião negativa por opinião negativa, até sobre ouro as pessoas têm.

Forte abraço,  amigos de jornada rumo à TF! 

Fiquem com Deus!


quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Aportes e atualização patrimonial - agosto/2021

 

Salve, confraria!

Vamos para o terceiro post de atualização patrimonial do blog, referente ao mês de agosto de 2021.

Como sempre, segue o quadro com os valores expressos em Coroas, a moeda oficial do Mago Economista.



Aumento acumulado de 29,5% desde o começo da série histórica.

No começo é normal ter aumentos altos (em percentuais) por conta dos aportes. Mas acredito que conforme o patrimônio vai aumentando, vai se tornando mais difícil ter aumentos percentuais significativos, pois cada novo aporte representará cada vez menos do patrimônio total.

Agosto também foi um mês financeiramente bom por conta do dinheiro das férias,  que foi integralmente aportado, graças a Deus. 

Sendo assim, setembro vai ser o meu primeiro mês "normal" desde o início desta série histórica.


Ações  - Aportei em FRAS3 e PSSA3. Fras-le é uma empresa  que fabrica peças para freios, com histórico de lucro nos últimos 20 anos mas que não é lá muito comentada por aí, pelo menos não vejo ninguém falar nela. Talvez isso seja até bom.  A Porto Seguro todo mundo que investe na bolsa sabe que empresa é. Vamos torcer para dar tudo certo. Mas eu não recomendo que ninguém invista nestas empresas e nem em nenhuma empresa da bolsa. Estudem sozinhos e tirem suas próprias conclusões, sempre lembrando que ninguém é obrigado a investir em ações

Relembro que o valor do quadro de ações abaixo está expresso em Coroas (não é o número de ações)


clique para ampliar o quadro de ações. Diferença de 1 Coroa em relação ao quadro acima, porque eu sempre arredondo os valores, para cima ou para baixo.


FII - aportei em ALZR11, um fundo híbrido que possui escritórios, galpões e até mesmo data center (será que surgirão mais FIIs com esse tipo de ativo no patrimônio? Parece interessante), atendendo ao meu critério tijolo-multi-multi. Também NÃO recomendo este e nenhum outro FII. Estudem sozinhos e tirem suas próprias conclusões, e relembro que ninguém é obrigado a ter FIIs na carteira. 

Segue o quadro atualizado de FIIs, com os valores expressos em Coroas:

clique para ampliar o quadro de FIIs. Idem em relação ao quadro de ações para a diferença de 1 Coroa.

Optei por não aproveitar a subscrição de cotas do HGLG11. Julguei que já tinha aportado o suficiente para o mês de agosto. Quando completar o "álbum de figurinhas" de FII, aportarei novamente neste fundo, reiniciando o ciclo.

Na Reserva de Valor ainda não aportei nada. Ainda estudando as alternativas.

Provavelmente no mês de setembro vou ter uns gastos extras, então a próxima atualização patrimonial não deve ter um aumento expressivo - só torço para que não diminua!

A renda passiva em agosto, considerando dividendos e aluguéis recebidos, foi de pouco mais de 1 Coroa. Talvez na próxima atualização (ou na outra) já valha a pena incluir a Renda Passiva em um quadro. Por enquanto estou reaplicando na caderneta de poupança mesmo. Quando aumentar um pouco mais, vou passar a usá-la para aportar em FIIs e ações. 

No trabalho, passei uns estresses sinistros na última semana de agosto que me fizeram relembrar de como é importante aportar para buscar a TF (ou a IF) e da importância de buscar fontes extras de renda. 

No mais, vida que segue. Saúde e família tudo bem, graças a Deus. Isso é o que mais importa. 


Forte abraço, companheiros de jornada!

Fiquem com Deus!

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

O que está acontecendo com as empresas de jogos?

Saudações, confrades!


Um assunto que vejo às vezes sendo debatido pela internet é a situação triste em que se encontra o mercado de jogos atualmente. Nos 80, 90 e até a primeira década dos anos 2000 era um mercado vibrante e que produziu muito valor. Alguns jogos  daquela época são jogados até hoje e muitos são sempre lembrados mesmo que quase ninguém os jogue mais.

Eu joguei muito Age of Empires (jogo até hoje, mas bem menos), Rollercoaster Tycoon (idem), Age of Mythology, Mario, Zelda, Sonic, etc. Todos estes que citei foram feitos naquela época e se tornaram franquias de sucesso, lançando jogos até hoje.

Mas de uns tempos para cá alguma coisa mudou e as empresas de jogos parecem ter perdido a maior parte de sua genialidade e criatividade. 



Está certo que o principal esporte praticado por nós, seres humanos, é reclamar de qualquer coisa. Mas é fato que muitas coisas mudaram para pior no mercado de jogos, comparando com aquela "época de ouro". 



Algumas empresas estão se tornando infames e parecem ter dado uma guinada de 180º em relação ao que eram antes. Creio que o maior exemplo disso seja a Blizzard, dona da franquia Warcraft. Recentemente houve o fiasco de Warcraft III - Reforged: um lançamento cheio de promessas, mas com uma entrega muito ruim (e que até onde sei não foi consertado até hoje, parece que foi abandonado). Outro fiasco desta empresa foi o controverso lançamento de Diablo Mobile (que decepcionou muitos fãs, que não queriam um jogo para celular, mas a Blizzard agora está focando no mercado chinês, onde os jogos de celular são mais populares). 

(ironicamente, mesmo com esses recentes fiascos e com o progressivo abandono de World of Warcraft, as ações da Blizzard vem subindo)

clique para ampliar. Créditos na própria imagem.


Uma coisa que me chama a atenção é que antes os jogos eram sempre vendidos completos. Você pagava o preço e comprava o jogo pronto (no máximo com alguns erros que eram corrigidos com patches que você baixava de graça no site da fabricante). Dependendo do jogo, as empresas lançavam pacotes de expansão, mas ainda assim o jogo original sempre vinha completo. As coisas eram assim e as empresas tinham lucro e prosperavam. O negócio dava certo. 

Será que hoje não dá mais certo agir assim?

Hoje em dia,  muitos jogos parecem ser vendidos nem na versão beta, mas na versão alfa, porque logo depois do lançamento já existem DLCs (pagos) para completar o jogo. Em alguns casos, o jogo vem incompleto mesmo, na cara de pau, como foi o caso de No Man's Sky e Cyberpunk 2077, provavelmente porque as empresas prometeram que lançariam o jogo em um prazo impossível de ser cumprido pela equipe de desenvolvimento (clássico caso do conflito entre o departamento de Relações Públicas e o de Operações - um promete o impossível e o outro é que tem que executar) e provavelmente têm vergonha de voltar atrás em suas palavras. 


Esse meme já ronda a internet faz alguns anos... 


Muitas das empresas adotaram também as infames mecânicas de Lootbox (que você paga para ter acesso a determinadas coisas no jogo, geralmente meramente cosméticas, mas às vezes coisas importantes) e Pay-to-Win (em que você paga para ter acesso às melhores coisas de um jogo, que fazem a diferença entre ganhar e perder). Com essas mecânicas de microtransações é como se você, além de pagar para comprar o jogo, ainda tivesse que ficar pagando um "aluguel" para continuar jogando. 

Será que o mercado de jogos mudou a ponto de hoje em dia se as empresas de jogos não fizerem isso elas simplesmente não lucram? 

Ou será isto mais um movimento explicável pela teoria dos jogos - "se a minha empresa não fizer isso, a concorrente vai fazer, e vai lucrar mais do que a minha, e vai poder investir mais e se tornar ainda maior, roubar minha fatia do mercado, etc.,etc."?

Acho que hoje em dia as empresas como um todo (não só as de jogos), mesmo as que são gigantescos monopólios ou que fazem parte de oligopólios, estão mais covardes e centralizadoras. Parece que mais nenhuma quer se arriscar com um produto novo (por mais que tenham bilhões em caixa para bancar fracassos), então acabam apostando em formas de ganhar dinheiro rápido e tirar o time de campo logo em seguida.

No caso das empresas de jogos, uma estratégia comum tem sido anunciar algum jogo novo prometendo um monte de coisas para gerar muita hype, fazer uma pré-venda para aumentar a empolgação do mercado, lançar o jogo (mesmo inacabado e cheio de bugs) , arrecadar a grana da venda, e então abandonar o jogo, praticamente ignorando a repercussão negativa. E partir para o próximo lançamento (e os trouxas continuam comprando...). Antes o negócio era focar em fazer um jogo muito bom e colher os frutos no longo prazo, caso o jogo fizesse sucesso e tivesse o potencial de se tornar uma franquia.

Não deixa de ser uma estratégia semelhante a de muitos IPO de empresas que ocorreram nos últimos anos.

Outra coisa em que eu acho que as empresas de jogos pisam muito na bola é que elas desperdiçam o potencial criativo dos fãs

Há dezenas de mods e hacks muito bem feitos de diversos jogos clássicos. Para alguns deles já existem até softwares dedicados para mods (como é o caso do Lunar Magic, para fazer mods de Super Mario World, e Banjo's Backpack, para fazer mods de Banjo-Kazooie) o que facilita muito o trabalho. 

Os criadores destes mods e hacks, na minha opinião, merecem ganhar dinheiro por seu trabalho, mas infelizmente é perigoso até mesmo montar um site para divulgar uma carteira de BTC ou uma conta no pay pal para receber doações dos jogadores das mods, pois as empresas donas dos jogos podem processá-los. Alguns projetos muito bons, como esta bela versão em 2D de Zelda Ocarina of Time, são forçados a fechar por ameaças de processos, mesmo que não sejam monetizados e os criadores não estejam ganhando nada com isso. 

Na minha opinião, as empresas de jogos estão perdendo uma excelente oportunidade de lucrarem com a criatividade de seus fãs. Porque não montam um market place onde os mods e as hacks possam ser vendidos legalmente, ficando a empresa com uma parte dos royalties? Que custo isso teria? A meu ver, seria "dinheiro de graça" para elas, e uma oportunidade de desenvolvedores independentes ganharem um dinheiro e divulgarem seus talentos.


Será que é por vaidade que a Nintendo não cria um market place para os fãs venderem suas próprias mods?


Com tantos vacilos que as grandes desenvolvedoras têm dado, será que o futuro dos jogos está nos "indie games"? Aliás, aí está uma boa ideia para trabalhar como autônomo... Quem sabe?

O que acham do assunto, confrades? 

Jogam algum jogo? Têm birra com alguma empresa desenvolvedora?

Forte abraço! 

Fiquem com Deus!