domingo, 5 de dezembro de 2021

Aportes e Atualização Patrimonial - novembro de 2021

 Saudações, confrades!


Vamos a mais um post de atualização patrimonial:



Queda em relação ao mês anterior, motivada por mais saques da RE e por uma pequena queda geral das ações e dos FIIs, mas continuo com o patrimônio 34% maior do que no começo dos aportes, e agora ele está um pouco mais diversificado. 


Novamente saquei dinheiro da poupança para cobrir gastos domésticos que estou tendo. Como ainda estou com o patrimônio bastante concentrado na caderneta, não vejo isso exatamente como um problema, mas pretendo reforçar a RE.


Seguem os aportes do mês, lembrando como sempre que nenhum ativo mencionado neste blog, seja nos posts, seja nos comentários, é uma recomendação de compra, pois a minha estratégia só funciona para mim, para os meus objetivos pessoais, e ninguém é obrigado a ter ações e nem FIIs, e muita gente no Brasil já ficou rica só com caderneta + imóveis

Estudem sozinhos e tracem suas próprias estratégias e suas próprias idéias para alcançarem seus próprios objetivos!

Ações - este mês aportei em LREN3 (Lojas Renner), uma imensa rede de lojas de roupas (e também de perfumaria, bijuterias, etc.) que creio que todos vocês conheçam, com filiais em todo o Brasil, e também em FLRY3 (Grupo Fleury), empresa da área de saúde.

(Assim, confrades, ajudem este pobre e velho mago, e façam mais compras na Renner e prefiram fazer seus exames de sangue nos laboratórios do Grupo Fleury. E quando forem comprar sapatos, dêem preferência aos fabricados pela Grendene ou então comprem nas lojas da Arezzo, etc. etc. etc. - vocês entenderam a piada!)



Uma coisa que só percebi depois do último post de atualização patrimonial foi a bonificação realizada pela Porto Seguro SA, aumentando meu número de ações daquela empresa. Uma surpresa bastante agradável!

FIIs - aportei este mês em RBVA11, um fundo que originalmente era focado somente em agências bancárias e agora está aos poucos mudando de perfil, tendo em vista a crescente digitalização dos bancos, e adquirindo lojas de rua, para eventualmente se tornar um fundo mais focado no comércio varejista.  


Pelo que li por aí em vários blogs de finanças, RBVA11 é um fundo meio "ame-o ou odeie-o", principalmente por conta de sua administradora, a Rio Bravo, que já vi que muitos investidores amam odiar. Considerei o fundo interessante e gostei da reação que está tendo em relação à tendência de diminuição do número de agências bancárias. Além disso, ele se enquadra no meu critério (tijolo, multi-imóvel, multi-inquilino) e vem entregando resultado já há alguns anos. Por isso resolvi aportar nele. Se ele ficar ruim, simplesmente não comprarei mais cotas dele quando o ciclo se completar.

Em novembro (e agora no começo de dezembro também) já li vários blogueiros reclamando das performances dos FIIs e da queda da bolsa. Eu nem estou sabendo de nada, graças a Deus. Só percebi alguma queda nas minhas ações e FIIs quando parei para escrever este post. Nos investimentos, só me importa que o número de ações e de cotas de FIIs que eu possuo aumente todo mês, e que minha renda de aluguéis dos FIIs aumente todo mês também. Espero que eu continue com esta mentalidade quando meu patrimônio estiver maior. Mas é bem por aí, eu nem olho os preços, não acompanho ibovespa, dow jones, nada. Nem sei em quantos "pontos" está o ibovespa, e nem quero saber. Esse índice (e praticamente todos os outros, senão todos) não significa nada. 

Renda Passiva - como tenho comprado FIIs todo mês, a renda passiva aumenta todo mês, mas ainda estou longe de realmente ter uma "renda" de verdade. Por enquanto continuo recebendo "pingados". Mas, com persistência, eventualmente receberei uma "mesada" de renda passiva, e depois um "salário" e aí sim considerarei que é de fato uma renda passiva. Enfim, em novembro recebi 2,7 coroas, entre dividendos de ações e aluguéis de FIIs. Uma parte considerável disso foram os dividendos recebidos da ENGIE.

Ainda não recebo renda passiva o suficiente para usá-la para comprar ações ou cotas de FIIS (quer dizer, até recebo, mas acho que ainda não valeria a pena - talvez em meados do ano que vem eu comece a fazer isso), então deixo na conta mesmo. Como estou passando por uma época da vida em que tenho diversos gastos que em outras épocas eu classificaria como "não recorrentes", ao menos essa pequena renda passiva me ajuda a resgatar um pouco menos do que eu resgataria da caderneta de poupança, caso não a recebesse. 

No post referente a dezembro, que sairá no começo de janeiro, eu vou colocar o total que eu recebi de renda passiva no ano, fazer a média mensal, etc. 


Trabalho - estresse e ansiedade total. Nem vou comentar mais. Como alguém pode ter alguma coisa contra quem quer aportar, alcançar a IF e largar o emprego?


Família e Saúde - Tudo bem por aqui, graças a Deus.


Livros - ainda lendo "O nome da Rosa", de Umberto Eco. A leitura é um pouco pesada, e por conta dos estresses do trabalho, não tenho tido muito ânimo para ler. Mas não vou desistir. 


Forte abraço, companheiros de jornada! 

Fiquem com Deus!


(este blog é escrito com total desprezo pelo "novo" acordo ortográfico)

domingo, 21 de novembro de 2021

Mais uma vez ETFs - Análise do DIVO11

Embora eu não esteja mais considerando colocar quaisquer ETFs em minha carteira, fiquei curioso e resolvi pesquisar o DIVO11, um ETF focado em ações componentes do IDIV, índice das ações que pagaram mais dividendos na bolsa nos últimos 24 meses (dentre outros critérios - vejam na metodologia do índice no site da B3). 

Talvez esta seja a última vez que eu analise um ETF. Foi só por curiosidade mesmo.

Farei aqui uma breve análise do fundo e sua composição. Todas as informações estão disponíveis no link abaixo.


página do fundo no site do Itaú


Patrimônio Líquido (PL) = R$ 344,9 milhões

Patrimônio em ações = R$ 339,49 milhões (98% do PL - acima da meta de 95% definida no regulamento do fundo)

Taxa de Administração = 0,5%a.a  incidentes sobre o valor do PL (grosso modo, a cada R$ 10.000,00 aplicados no fundo, pagaremos R$ 50,00 - mas ainda assim, julgo alto, pois poderíamos investir por conta própria nas empresas do fundo sem pagar taxa de administração)

Todos os dividendos e JCP são automaticamente reinvestidos no próprio fundo. Bom e ruim ao mesmo tempo.

O fundo possui 46 ações, mas umas 40 empresas, pois há ações ON e PN de algumas empresas repetidas (por exemplo, ELET3 e ELET6, BBDC3 e BBDC4)

Observando a carteira deste fundo, notem que a ação com maior participação é de cerca de 6,5% da carteira (no momento, VIVT3) e a de menor participação possui 0,1% da carteira (GETT11) - achei estranho ter essa GETT, pois o IPO foi há pouco tempo e não encontrei notícias dela distribuindo dividendos... Pelo menos está com um % pequeno.


A participação de cada empresa no IDIV pode ser vista no gráfico abaixo:

composição do IDIV (% por ação)

Como escrevi, a ação de maior participação é VVR3, com 6,5% da carteira. Em segundo lugar, BBSE3 (6,28%), e, em terceiro lugar, VBBR3 (5,8%). 

Como eu ordenei os dados do maior para o menor, o gráfico ficou parece uma escada em caracol, descendo para o fundo de um poço, ou subindo para o alto de uma torre, dependendo do ponto de vista. Mas o que quero realçar aqui é que, pelo menos, o IDIV (e em consequência, o DIVO11) possui uma diversificação mais equilibrada do que a do IBRx-50 (e em consequência, a do PIBB11). Mas, ainda assim, notem que não é tão equilibrado assim: as 12 maiores empresas em participação representam cerca de 50% da carteira do fundo. E há também o outro problema relativo a todo ETF: o DIVO11 aplica em ações de empresas que eu não aplicaria.


Comparem com o gráfico do IBRx-50 abaixo:


Composição do IBRx-50 (% por ação)

O IBRx-50 atualmente está muito concentrado em VALE3 - quase 20% da carteira teórica! Em segundo lugar, bem distante, vem PETR4 (6,9%). Em terceiro, ITUB4 (6,1%). Vejam a diferença. Notem também que as 7 maiores empresas em participação representam cerca de 50% da carteira teórica do índice.


Então, a meu ver, o DIVO11 possui esta vantagem em relação ao PIBB11. 

Pelo menos a carteira dele é mais equilibrada, e não está com um peso muito alto em uma só empresa.

Por outro lado, o PIBB11 possui uma taxa de administração bem menor (0,059% a.a - quase 10 vezes menor que a do DIVO11)

Mas, o mais importante: você mesmo pode investir diretamente nas ações que compõe a carteira do DIVO11 (ou do PIBB11), sem pagar taxa de administração e selecionando somente as ações que você quiser, descartando aquelas empresas que considerar ruins. 

Por isso acho melhor investir diretamente em ações, diversificando bastante e nunca colocando um % muito alto do patrimônio em uma empresa só ou em poucas.  Quanto mais eu diversificar entre empresas boas, maior a chance do meu patrimônio aumentar no longo prazo. Quanto mais empresas boas eu tiver em minha carteira, maior a chance de ter uma "ten bagger" que fará meu patrimônio crescer ainda mais.

O mesmo vale para os FIIs. Escolha os que achar melhores e diversifique, sem concentrar demais em um só ou em poucos.


O que acham, confrades? Algum de vocês investe no DIVO11? No PIBB11? Ou também desencanaram de ETFs?


Fiquem com Deus!


quinta-feira, 18 de novembro de 2021

No Brasil não é normal darem descontos


Percebam que  aqui no Brasil, por alguma razão (impostos? Inflação? Margem de lucro mais alta? Não sei, mas provavelmente uma mistura destes e de outros fatores que não identifiquei) as empresas raramente dão descontos e, quando isso acontece, nunca é que nem nos EUA, em que se pode pegar cupons de desconto em jornais, revistas e até na internet e se consegue comprar coisas até de graça, por conta de vários descontos acumulados.

O desconto mais comum de se achar, e mesmo assim não é em todo lugar, são aqueles 10% para pagamentos à vista (e tem lojas que só dão 5% quando o pagamento é  no débito e só dão  os 10% se for no dinheiro e, hoje em dia, no pix). Geralmente se consegue este tipo de desconto em lojas menores ou de atendimento mais personalizado que dependa de um vendedor. Lojas grandes, como as Americanas, Casa e Vídeo, etc. nunca dão esse desconto, pois o atendimento é impessoal, então não tem como.

Outra característica do comércio brasileiro: quando dão descontos,  eles nunca ou quase nunca acumulam. Por exemplo, se você chegar na loja com um (raro) cupom promocional, provavelmente não conseguirá os 10% que teria se pagasse a vista, e se negociar os 10% a vista, provavelmente o cupom não será utilizado. E geralmente os cupons têm prazos bem curtos, e às vezes vem nas letras miúdas  que eles não são aceitos em todas as filiais da empresa. Pelo menos na minha experiência, sempre foi assim. Não sei como é em outros lugares do Brasil, mas onde moro é assim.

Vou relatar aqui algumas promoções esdrúxulas que vi por aí ou recebi, para ilustrar meu argumento:

 - vi o Shopee (aquela loja das propagandas horrorosas - aliás, quase todas as propagandas são horríveis hoje em dia) oferecendo  50% de desconto em compras, só que limitados a 10 reais (vi num anúncio no youtube)... ou seja, estão dando no máximo 10 reais de desconto e a propaganda diz 50% só pra chamar atenção.

- em uma loja de móveis  onde comprei um armário, veio de brinde um cartão de desconto de 20 reais, mas que só valia por 7 dias e não podia ser usado para abater o valor do frete, só no preço do móvel mesmo, e ainda vinha com uma cartinha da empresa falando de como a empresa era boa e quase uma família. Aham...

- o pseudo desconto da Cacau Show - aquelas barrinhas de chocolate de 20g custavam 2,90 ou 2,70 dependendo do recheio (ou seja, já eram caras). Agora o preço aumentou para R$ 3,30, mas se você for cadastrado na loja, você  ganha um desconto e elas passam a custar R$2,90 ou R$2,70, dependendo do recheio... o mesmo preço de antes. Eles aumentaram o preço para incentivar as pessoas a se cadastrarem. Não gosto de me cadastrar em empresas  então simplesmente parei de comprar. 

Iinfelizmente, acredito que a tendência seja eventualmente todas as empresas passarem a ter cadastro de clientes, mas sinceramente acho que os descontos que dão são muito baixos para que eu aceite prostituir vender meus dados. Vejo que as lojas americanas estão indo pelo mesmo caminho, oferecendo alguns descontos só para clientes cadastrados no "Ame". Pode ser que no futuro só haja descontos se você for cadastrado em alguma plataforma ou use algum serviço desses. E mesmo assim, como no caso da Cacau Show, não são descontos de verdade: eles simplesmente aumentam o preço e cobram o preço antigo para quem tem cadastro. Mais uma tática suja.

- Há muitos restaurantes com cartão fidelidade que tem prazo de validade - perto de onde trabalho tem vários assim, com a validade do cartão bem pequena. Não sei se isso é negociável e se é possível ganhar o desconto se você passar 1 dia ou 2 da validade, mas mesmo assim acho que poderiam não ter prazo.

Acredito que essas coisas aconteçam porque o Brasil é um país muito inflacionário, de modo que a diferença de poder de compra de um ano para o outro já é notável. 

No fundo é uma estratégia de sobrevivência (se boa ou não, aí já é outra história):  maximizar a receita cobrando preços altos, ao invés de tentar vender barato e ganhar no volume de vendas. Pelo menos aqui no Brasil me parece que o padrão é esse. O problema é que os clientes em geral aceitam.

O que acham, confrades?


Fiquem com Deus!