sábado, 3 de abril de 2021

O drama de ter que fazer um TCC

 

Um dos grandes erros de nossa academia é o excesso de preocupação com a forma dos trabalhos que são feitos e a quase absoluta falta de preocupação com o conteúdo e com os efeitos práticos que as conclusões de tais trabalhos alcançam.

Basta observar que em qualquer TCC o que mais se cobra são as regrinhas da ABNT e não o conteúdo e a qualidade do texto em si. O irônico é que praticamente toda faculdade, não importa se de humanas ou de exatas, tem uma matéria só para ensinar essas regras ("metodologia da pesquisa"), mas esta matéria geralmente é tão árida (e muitas vezes mal ensinada) que quase todo mundo tem que ficar pesquisando na internet como fazer citações do jeito certo e outras regrinhas bobas (ou pagar alguém por fora para formatar o trabalho - aliás, está aí uma boa ideia de pequeno negócio para um universitário ganhar uma renda extra, caso tenha paciência, desde fique só na formatação e não envolva fazer o trabalho inteiro para os outros.)

Conforme disse em outro post sobre educação, descreverei aqui algumas das minhas experiências ruins com este tipo de trabalho. Provavelmente alguns de vocês irão se identificar:

1) No TCC da faculdade, acabei escolhendo um tema que infelizmente era meio complicado de encontrar bibliografia - acho que só tinha uns 3 ou 4 livros em português, e eu comprei todos para fazer o trabalho. O problema é que eles não são atualizados há muito tempo (o mais recente era uma edição de 2005) e o professor ficou cobrando que eu colocasse citações de mais livros e de livros mais recentes, sem entender que a bibliografia era escassa. Para sossegá-lo, procurei dissertações de mestrado sobre o tema (também raras) e coloquei citações delas só para encher linguiça. 

Na verdade, nenhuma das citações que eu coloquei contribuía de fato para o trabalho, mas infelizmente nossa academia entende que somos obrigados a citar autores só porque sim, como se nenhum de nós fosse inteligente o bastante para ter raciocínios próprios. 

Para os meus leitores que porventura ainda estão na faculdade e não chegaram ao TCC, coloco um exemplo bem hipotético para ilustrar o que os aguarda:

-Você entrega o primeiro rascunho do trabalho assim: 

"O céu é azul, o sol está brilhando, e os passarinhos cantam... a primavera chegou."

-Então o professor te devolve o rascunho com a seguinte correção:

"O céu é azul [quem disse que o céu é azul? colocar citação], o sol está brilhando [novamente, você está fazendo uma afirmação não embasada. Sugiro colocar uma citação de autor consagrado para dar força ao seu argumento] , e os passarinhos cantam... [faltou citação, e não use reticências em trabalhos científicos. Recomendo usar ponto e vírgula para este tipo de separação] a primavera chegou." [a conclusão está partindo de premissas não embasadas em autores confiáveis. Sugiro verificar isso e mudar o tipo de verbo usado na conclusão. Também deixo como sugestão usar mais de um tipo de citação para enriquecer o trabalho]

-Então, você, que não quer perder pontos e nem perder tempo, devolve o trabalho assim:

"Segundo Ramos (2018) "o céu possui tonalidade azul cerúlea que fica mais intensa nos meses mais quentes do ano". Para Almeida e Gonçalves (apud Pedroso, 2015):

o sol brilha forte no alto do céu nas 

estações da primavera e do verão.                                                       

É comum que as aves saiam de seu                                                   

 período relativamente silencioso                                                          

observado nos meses mais frios.

(Pedroso, 2015, p. 394)

Partindo dos pontos de vista apresentados acima, é bastante seguro afirmar que, através da observação do céu quando este apresenta tonalidade azul mais intensa, assim como da observação do aumento da intensidade da luz solar, que o local observado encontra-se na primavera. Para reforçar a conclusão, há também a evidência do aumento na frequência do cantar das aves, conforme definido acima por Almeida e Gonçalves.

-E provavelmente depois de entregar esta versão, ainda corre-se o risco do professor dizer que a referência a Almeida e Gonçalves está datada, porque é de 6 anos atrás, ou que não são autores consagrados, e então exigir uma citação do professor doutor Lindomar. 

O exemplo que dei acima foi bastante esdrúxulo, mas acredito que ilustra muito bem a estrutura de um típico TCC nas universidades brasileiras: gastamos linhas e linhas com citações para chegarmos a conclusões óbvias ou semi-óbvias. Gastamos muito tempo e energia fazendo textos que talvez nem o orientador irá ler direito, e que depois será arquivado e esquecido para sempre.


2) Outro causo do TCC da faculdade: o primeiro feedback do professor orientador foi de "isso que você apontou como problema para propor uma solução eu realmente não enxergo como um problema, então sugiro que você mude o tema do seu trabalho" - sendo que faltava dois meses para entregar. Como eu sempre tive dificuldade em escolher o tema de qualquer trabalho em que o tema era livre, ignorei o conselho dele e continuei mandando os rascunhos com o mesmo tema, na cara de pau. Eu acho meio exagerada essa coisa de que o TCC de uma faculdade tem que propor uma "solução" para um "problema" - até porque o limite costuma ser de 20 páginas, com espaçamento 1,5 e sendo obrigatório encher o texto de citações só porque sim. Como realisticamente propor uma "solução" para um "problema" em 20 páginas?

E o pior: muitas vezes somos forçados a inventar um "problema" que não existe e a propor uma "solução" imaginária.

Infelizmente, temos essa mania de "brincar de pesquisador" em todas as nossas faculdades. Esse modelo obviamente não deveria ser aplicado a todos os cursos. Na minha opinião, os TCC de nível de graduação nem deveriam existir, mas já que o MEC faz questão, então eles deveriam ser somente resenhas de livros consagrados de cada área ou simplesmente estudos de caso, e com limite maior de páginas. Tem vários assuntos em que 20 páginas é muito, e vários assuntos em que 20 páginas é muito pouco, ainda mais em se tratando de "problemas" que muitas vezes nem existem

Acho que soluções de verdade para problemas de verdade estão mais no nível do doutorado e do pós-doutorado, com muito mais tempo para pesquisar e muito mais páginas para escrever.


3) Na pós-graduação que fiz, havia algumas matérias com  trabalhinhos de 1 ou 2 páginas que valiam 1 ponto cada. Geralmente eram 3 ou 4 perguntas e era só enviar um arquivo de Word com as repostas para o e-mail do professor. Como era fácil, cada resposta tendo no máximo 1 ou 2 parágrafos, eu simplesmente respondia e mandava sem grandes preocupações. Acontece que na primeira vez um dos professores me devolveu o trabalho corrigido dizendo que eu não havia deixado as respostas no formato padrão da ABNT. Ele estava cobrando que eu colocasse citações de autores e colocasse tudo com as margens, fontes e espaçamentos corretos para responder àquelas perguntinhas simples. Fiquei pasmo com isso.

A minha vontade era dizer que para um trabalhinho de 1 ponto simplesmente não valia a pena perder tempo cumprindo as regras da ABNT, afinal eu gastaria mais tempo formatando o texto e procurando citações para encher linguiça do que de fato respondendo as perguntas, mas como eu tinha mais a perder do que a ganhar fazendo essa reclamação, deixei para lá. Continuei mandando os trabalhinhos sem me preocupar com a formatação e dane-se. Na terceira vez eles pararam de me recomendar que colocasse no padrão da ABNT e ao invés de eu tirar 1 eu tirava 0,8 ou 0,7 na nota. Que lástima, não é?

4) Ainda sobre a minha pós-graduação, uma reclamação memorável  que recebi de um dos professores daquelas matérias com trabalhinhos de 1 ponto era que eu não estava colocando citações nas respostas e, palavras dele: "no nível de pós-graduação, é esperado que as respostas sejam bastante embasadas, afinal não estamos mais no ensino médio, precisamos pesquisar para responder bem cada pergunta que é feita, então é esperado que cada aluno use o máximo de recursos acadêmicos para orientar seus estudos".

Por um lado eu entendo que o uso de citações é uma ferramenta para evitar que os trabalhos sejam feitos com base em "achismo", mas por outro lado, vejo que há um grande exagero em nossa academia em relação à exigência de citações, como podemos observar neste exemplo, em que o professor cobrava citações em respostas que teriam no máximo 2 parágrafos. Até parece que os alunos da pós-graduação não podem pensar por conta própria... Nesse quesito o ensino médio está melhor servido, pois o aluno é livre para escrever usando seu próprio raciocínio sem ter a cobrança por citações, enquanto que o pós-graduando está amarrado a esta obrigação que a meu ver é muito mais estética do que legítima. 


Dito isto, atualmente tenho sentimentos mistos em relação a fazer um mestrado em minha área de interesse. A principal razão para me deixar com um pé para trás são estas cobranças fúteis de nosso academicismo. Porém, não nego que ter um mestrado me ajudaria a alcançar uma carreira de professor, o que me permitiria eventualmente deixar meu atual emprego. Confesso que já estive mais empolgado com esta ideia, mas ainda acho que vale a pena ao menos ter esta carta na manga, como um plano "B" da vida. Vou continuar pensando com carinho nesta ideia.

É uma pena que nossas universidades e escolas (inclusive as particulares) já há muitos anos tenham sido tomadas por ideologias nefastas e inimigas da humanidade, embora posem de defensoras dos pobrezinhos. O trabalho para reverter este quadro será árduo e demorado, mas precisa começar, de algum jeito, ainda que de fora da academia. Já há alguns professores bem intencionados lutando o bom combate, discretamente, tijolinho por tijolinho.


Enfim, cavalheiros da blogosfera, mesmo que eu algum dia consiga ter uma carreira acadêmica, sempre escreverei com muito mais sinceridade e autenticidade aqui do que em artigos acadêmicos, pois aqui - ou em qualquer outra plataforma onde eu eventualmente vá escrever alguma coisa sob este ou outro pseudônimo - este relativo anonimato e total informalidade me deixam mais livre e confortável para expressar minhas ideias.

Embora isso seja só um meme, tem um fundo de verdade

Feliz Páscoa a todos!

Fiquem com Deus!

sábado, 20 de março de 2021

Ideias de negócios - soldagem e serralheria

 Saudações confrades e companheiros de jornada!

Um mês sem postar... as coisas têm estado meio pesadas em meu trabalho, o que me deixa cansado e sem muita inspiração para escrever... 

Depois devo fazer um post sobre algumas das coisas que aconteceram no trabalho, pois há certos aspectos psicológicos e sociais interessantes e que creio que valham um post... veremos. É prudente deixar algum tempo passar para que os eventos se distanciem e as ideias amadureçam.

Continuando, trago aqui mais uma postagem com uma ideia para um pequeno negócio. 

Relembrando, meus critérios para "pequeno negócio" são:

- Investimento inicial relativamente baixo;

- Poder trabalhar sozinho e/ou com poucos empregados (mas de preferência sozinho);

- ser dono de meu horário. 

Para quem não leu, aqui vão os links para as postagens anteriores desta série:

1- Loja de penhores 

2- Jornaleiro

3- Barraca de pizza / mini pizzaria

Agora vamos à ideia de hoje:

Uma profissão que eu próprio realmente considero como plano B ou plano C na minha vida é ser soldador e serralheiro e trabalhar com reparo de portões, chapas, portas, etc. e talvez até mesmo fabricando móveis simples de metal (bancos, mesas, etc. - móveis que dá para fazer a baixo custo usando vergalhões, por exemplo).

fonte: um dos sites que eu indiquei no fim da postagem. Visitem todos eles! Vale a pena!

Aliás, está na minha lista pessoal de planejamento profissional um dia fazer um curso de corte e solda no SENAI ou em algum curso privado que ofereça tais conhecimentos. Além do curso, tenho certeza de que existem inúmeros tutoriais no YouTube e em blogs especializados que me ajudariam a complementar e a lapidar meus conhecimentos e habilidades. Se eu encontrar esse curso à noite na minha cidade, certamente reservarei um tempo. Se não tiver à noite, então reservarei alguma época de férias para isso. E se eu fosse demitido do nada, acho que eu começaria imediatamente.

Considero que esta é uma profissão que, sabendo fazer direito e sendo trabalhador, dê para tirar uma boa grana por mês,  ainda mais se você for pontual e organizado,  coisa que, pela minha experiência, muitos destes profissionais que trabalham nessas áreas relativas à construção civil (pedreiros, marceneiros, encanadores, etc.) infelizmente não são, talvez por uma questão de "cultura da brasileira da malandragem". Portanto, está aí uma oportunidade para angariar clientes.

Além disso, ao contrário dos trabalhos "comuns" de escritório  CLT mensalistas em geral, quanto mais você  trabalhar, mais dinheiro irá entrar em seu bolso, então aqui ser workaholic (por um tempo) pode sim compensar.  

Investimento inicial: 

- Curso de corte e solda e de serralheria (eu não me arriscaria nessa profissão só com tutoriais de YouTube e de blogs- pode ser muito perigoso, e não recomendo que ninguém se aventure a mexer com maçaricos e ferramentas elétricas de corte em geral sem preparo e conhecimentos prévios) 

- Maçarico e máquina inversora 

- estoque inicial de eletrodos ("varetas de solda")

- estoque inicial de insumos (tubos, conexões, vergalhões, chapas, etc. - o material exato depende do tipo de trabalho que você deseja fazer)

-Ferramentas básicas (martelo, alicate universal, esmerilhadeira, discos de corte e de polimento)

- EPI (máscara para solda, luvas, avental, botas, óculos de proteção)

- Mala de rodinhas para carregar as ferramentas 

- cartões de visita (para distribuir no seu bairro e em bairros próximos, deixar em lojas de materiais de construção, etc. para ir fazendo seu nome e angariando clientes)

Todas estas coisas acima você encontra facilmente em qualquer loja de ferramentas, é só pesquisar onde for mais barato. Claro que como eu não tenho 100% dos conhecimentos necessários para ser soldador e serralheiro, eu posso estar me esquecendo de alguma coisa, mas o investimento inicial é bem por aí. 

A Loja do Mecânico vende este kit para serralheiro que, a meu ver, é relativamente barato (R$645,00 + frete), o que comprova minha tese do investimento inicial baixo para começar nesta nobre profissão.

Sinceramente, não sei se um soldador autônomo consegue tirar uma boa grana por mês,  mas eu estaria disposto a tentar construir meu nome e ir angariando clientes. (Se algum leitor meu trabalha com solda  por favor comente aí e compartilhe suas experiências profissionais e de vida). 

Uma coisa que eu faria, pelo menos no começo, seria literalmente ir caçar clientes na rua: percorreria as ruas de meu bairro à procura de portões quebrados, tortos, enferrujados, etc. e ofereceria meus serviços, de porta em porta. Eu começaria mesmo estando ainda em meu atual emprego, trabalhando nos fins de semana e feriados e nas férias. Em cada cliente eu deixaria meu cartão de visitas, e assim iria construindo meu nome e eventualmente talvez seria capaz de largar o emprego e viver de serralheria. 

Será que daria certo? Acho que o resultado seria diferente para cada um, e só descobriremos tentando.  

Além disso, por ter várias aplicações na construção civil, creio que sempre haverá trabalho para um serralheiro, basta ter boa vontade e procurar um canteiro de obras, uma empresa de construção, etc. Ou seja, caso o negócio próprio vá mal, ainda dá para se virar como empregado celetista em uma oficina ou trabalhando sob contrato em empreitadas. Óbvio que meu principal objetivo seria ser autônomo, mas sempre precisamos de um plano B (além, claro, da boa e velha reserva de emergência) para evitar ao máximo passar apertos e necessidades.

Outra coisa que eu considero importante seria ter conhecimentos além dos de solda e serralheria: creio que um bom profissional desta área, caso deseje trabalhar como autônomo, deveria ter também uma alguma noção de instalações hidráulicas, instalações elétricas, desenho técnico-industrial, usinagem e tornearia mecânica, de modo a ser alguém bem capacitado para desempenhar várias tarefas para os clientes.

Quem sabe, com o tempo, eu não conseguisse alugar (ou talvez comprar) uma pequena oficina e com isso me tornasse ainda mais confiável e profissional aos olhos do mercado consumidor? Talvez um pequeno terreno baldio sirva, e com pouco dinheiro eu construiria um pequeno galpão que me serviria de oficina. Talvez o que sairia mais caro seriam as instalações elétricas que eu teria de fazer. Um risco neste caso é que geralmente os terrenos baldios estão cheios de pendências jurídicas (disputa entre herdeiros, disputas entre proprietários e seguradoras, etc.), o que dificulta sua compra e a torna muito arriscada. Talvez o ideal seja mesmo comprar ou alugar uma pequena loja ou sala comercial térrea e transformá-la numa oficina. Outra maneira possível seria usar a garagem de casa como oficina, especialmente se ela for ao ar livre (eu não tenho carro e nem pretendo ter, então seria uma maneira de útil de aproveitar o espaço) - mas sempre tomando cuidado e levando em conta o risco de incêndio.

Em minha pesquisa, encontrei estes sites que parecem ser bons e podem ajudar aqueles que quiserem seguir a profissão, contendo dicas de ferramentas, de segurança, de gestão de estoque, e até da parte empresarial da coisa. Recomendo a leitura.

https://casaserralheiro.com.br/blog/

https://blog.oximaq.com.br/

https://www.ferpam.com.br/blog/

https://www.meuserralheiro.com.br/

https://www.profissionaldoaco.com.br/


O que os confrades da blogosfera das finanças acham desta ideia? Se arriscariam nesta profissão? Eu a considero bem interessante porque une criatividade, habilidades manuais e alguns conhecimentos de química, física e matemática. 

Forte abraço! Fiquem com Deus!


sábado, 20 de fevereiro de 2021

2 anos de blog!

 Saudações, Confrades!


Hoje meu blog completa 2 anos!

É muito bom estar aqui interagindo com a blogosfera das finanças, talvez a mais unida e participativa das blogosferas. Leio muitos posts bacanas dos colegas, leio algumas histórias inspiradoras e aprendo um pouco mais sobre finanças.

É muito gratificante fazer parte deste feliz "cantinho "da internet e interagir com todas estas pessoas focadas na superação pessoal.

Agora vamos à reflexão. O que aconteceu por aqui  nos últimos 365 dias? 

1) Patrimônio 

Ao longo de 2020 eu abati mais uns 4 anos do prazo do meu financiamento. Atualmente, o prazo está irrelevante, pois o valor remanescente da dívida já está inferior ao de um carro popular. Se eu parar de adiantar valores, o financiamento terminará em dezembro deste ano, mas não pretendo fazer isso. Vou continuar adiantando alguma coisa todo mês, e calculo que por volta de junho eu termine de pagar. Mais ou menos um ano antes do prazo que previ no meu post de aniversário de 1 ano de blog! Consequências do ciclo virtuoso, pois quanto mais o prazo do financiamento diminui, maior se torna a parte de principal contida em cada prestação, de modo que o financiamento é quitado cada vez mais rápido. 
Sendo assim, por volta de junho escreverei um post aqui contando que quitei o financiamento.

O meu patrimônio líquido ficou positivo pela primeira vez desde o início do financiamento por volta de outubro do ano passado. O valor da minha reserva supera o valor de minha dívida, e eu poderia, se quisesse, sacar o valor necessário e quitar a dívida hoje, mas prefiro não fazer isso, prefiro manter minha reserva de emergência do jeito que está.
Ela ainda está abaixo do que considero ideal: para mim o ideal é que ela tenha um valor equivalente a uns 6 meses do meu salário líquido, mas minha expectativa é bater esta meta ainda este ano. E então, a partir do ano que vem, aumentar a RE para 1 ano de salário líquido.
 Outra coisa boa após quitar o financiamento vai ser poder voltar a investir em ações e FII (por enquanto não invisto em nada porque todo o meu dinheiro está indo para a quitação do financiamento ou para a RE).

2) Este blog

- Foram 65 posts publicados até hoje (contando com este), e 562 comentários (por volta de metade são meus, pois sempre procuro responder a todos os leitores que comentam). Praticamente todos os comentários agregam valor ao blog, e sou grato a todos os meus leitores fiéis. 

- Em 2020 iniciei a minha série sobre ideias para pequenos negócios, e estou gostando muito de escrever sobre o assunto, porque faço minhas pesquisas e vou descobrindo coisas que podem ser úteis para mim e para meus leitores. Tenho uns 2 posts desta série no rascunho, e pretendo escrever mais. Vamos ver no que dá.

- o post da "black pill da inteligência artificial" desbancou o da "cultura do filho doutor" e atualmente é o mais visitado do blog. O da cultura do filho doutor ainda está no top 5, e ele foi o que ficou mais tempo em primeiro lugar. Novamente, agradeço aos leitores!

-Confesso que quando resolvi iniciar o blog, eu pretendia ser mais técnico (conforme escrevi nos primeiros posts) - por exemplo, pretendia escrever sobre o modelo de Fama e French, o modelo de Black Scholes, etc. Isso é porque na época eu estava bastante afim de fazer um mestrado na área de economia/finanças,  e usaria o blog também como um repositório de meus resumos das matérias para a prova da ANPEC (essa prova serve como um pré processo seletivo para programas de mestrado, e pode ser usada também para pedir bolsas de estudos, dependendo da nota). Sinceramente, dei uma desanimada deste objetivo. Até o final do primeiro semestre de 2019, eu estava estudando forte para a prova da ANPEC,  mas então por problemas pessoais parei e desde então não consegui mais voltar. Isso fora o desânimo de fazer um mestrado, coisa que agora só penso em fazer caso consiga me tornar professor. Meu blog então tomou um viés de "reflexões sobre a sociedade". Deve ser melhor assim.

- Em 2020 postei menos que em 2019, e acho isso natural, pois desde muito tempo antes eu tinha muitas ideias "represadas"  que viraram vários dos posts do primeiro ano do blog, e em 2020 foram praticamente só as ideias novas. A tendência deve ser essa mesma. Vamos ver se este ano eu tenho um surto de inspiração.


Dito isto, que venham mais anos de blog! Vida longa à blogosfera das finanças! Somos uma pequena ilha de bom conteúdo em meio ao oceano de escuridão que se tornou a internet.

Tem algum assunto que vocês gostariam que eu escrevesse? Sugiram um tema para um post! Vou ver se consigo escrever.


Forte abraço, meus companheiros de jornada! Fiquem com Deus!