segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Aportes e Atualização Patrimonial - julho de 2022

Salve, salve, confraria da gloriosa blogosfera das finanças, para mais um post de atualização patrimonial!


Este mês deve ter sido o meu recorde em número de ativos aportados. Conforme veremos a seguir, foram 9 ativos diferentes. Claro que isto só foi possível por causa da parcela do 13° e da restituição do IR.


Créditos dos sprites: 3D Realms e Moonlit Software (Sprites pertencentes ao jogo Hocus Pocus, produzido em 1994 pela antiga Apogee, atual 3D Realms. O jogo encontra-se à venda por 8 reais na Steam)

Patrimônio no fim de julho equivalente a 2.426 Coroas. Aumento acumulado de 142,6% desde o começo da série histórica em junho de 2021. 

Devo terminar o ano quase nas 3.000 Coroas (se a bolsa e o dólar forem bonzinhos comigo, é claro). 

O aumento acumulado foi fácil porque o patrimônio inicial era quase nada, e é muito fácil dobrar o nada. 

Notem que o valor aportado em FIIs está se distanciando do valor aportado em ações, como eu havia planejado. Por mais que eu goste e valorize a renda passiva dos FIIs, entendo que eles precisam ter uma participação na carteira inferior à das ações. 

(Mas por outro lado, a cada dia cresce mais a tentação de socar o maior dinheiro possível em FIIs para aumentar a renda passiva mais rápido e ficar menos dependente do salário. Até agora tenho resistido a esta tentação...mas, até quando?)

Confiram abaixo o gráfico da evolução patrimonial desde o começo da série histórica (patrimônio inicial de 1.000 Coroas, em junho de 2021)


Como sempre, nenhum ativo mencionado neste blog ou em seus comentários é uma recomendação de compra! Eu não recomendo investimento nenhum para ninguém, pois não sou um profissional qualificado de investimentos. 

Sou apenas um investidor amador que seleciona em quais empresas irá investir com base no resultado de uma jogada de dados (desses de 6 faces mesmo, que vendem em tabacarias, geralmente em conjunto com baralhos)!!!!


 Ações - este mês as empresas escolhidas foram: 

Localiza - empresa de aluguel de carros e gestão de frotas (a maior desse ramo na América do Sul). Acho que este é um tipo de negocio com tendência de crescimento para o longo prazo, à medida que se torna cada vez mais caro possuir um carro próprio (triste realidade)...

Klabin SA - empresa de fabricação de papel e outros produtos a base de celulose. Por ser bastante cíclica, a classifiquei como sendo da 2ª divisão.

Tupy SA - empresa de fabricação de peças em ferro fundido para caminhões e  motores em geral, com atuação multinacional.

Além disso, aportei um pouco mais em Grendene e Odontoprev, que estavam mais defasadas em relação às outras empresas do portfolio da Mago S/A. Com isto, a carteira agora possui 26 ações, sendo 23 na carteira All Stars e 3 na 2ª Divisão. Confiram no quadro abaixo (valores em Coroas):



A busca pelo equilíbrio destas barrinhas... Próximas compras provavelmente priorizarão B3SA3 e WIZS3. A Embraer... ainda não sei, mas vou deixar de lado por enquanto.

FIIs- Ainda não encontrei outro FII para compor minha carteira (mentira, nem procurei esse mês) então reforcei meu aporte no FIIB11, fundo da área industrial e de gestão passiva, mono imóvel porém multi-inquilino. Fora isso, participei da subscrição de cotas do ALZR11 (tijolo, multi-imóvel, multi-inquilino).

Com estes aportes, o FIIB11 e o ALZR11 acabaram ocupando a 2ª e 3ª posições na minha carteira de FIIs. Os próximos aportes manterão o padrão e se concentrarão nos que estiverem mais defasados (a não ser que eu encontre outro FII para aportar). 

Pretendo escrever um post para refletir sobre minha carteira de FIIs.

Confiram no quadro abaixo (valores em Coroas):


Aos poucos as barrinhas vão ficando mais equilibradas!


Exterior - Não lembro a quanto peguei o dólar para fazer esse aporte, mas foi na casa dos R$ 5,40. 

A stock do mês foi a Paychex Inc., empresa especializada em fazer sistemas de processamento de folha de pagamentos de empresas, gestão de RH, entre outros serviços para clientes institucionais, e o REIT do mês foi o Weyerhaeuser Co, do ramo florestal (ele planta árvores para produção de celulose). É um setor bastante cíclico, mas acho interessante. Não li isso nos relatórios,  mas acredito que ele possa diversificar com licenças para caça e também explorando turisticamente suas florestas (há outros REITs deste setor que fazem isso). 

Confira os ativos da minha carteira no quadro abaixo (valores em Coroas):


Embora eu goste muito de receber renda passiva, até o momento dei prioridade às stocks em detrimento dos REITs. Pode ser que uma hora isso se reverta, mas por enquanto é isso.

Renda Fixa - mais uma vez empurrei com a barriga, pois não me sinto à vontade aportando em tesouro selic, tesouro IPCA, etc. Somente foram reinvestidos os juros da caderneta. Contabilmente, o dinheiro separado assim:

RE = 900 coroas

Reserva para comprar imóvel ou terreno em cidadezinha de interior e viver que nem um redneck = 219 coroas


Maybe one day...

Eu no futuro, vendo meus filhos trabalhando na nossa fazendinha (as roupas esfarrapadas e remendadas demonstram o desapego para com as coisas mundanas e a renúncia à vaidade, defendida aqui no blog)

Reserva de valor - sem aportes este mês. BTC abaixo de 120K bolsonaros no momento em que escrevo. Talvez compre um pouco em agosto, mantendo a regra de não ultrapassar 5% do patrimônio.

Renda Passiva - Este mês recebi 5,8 coroas. Ainda não bati o recorde de 7,8 coroas (que recebi em maio), mas este foi o 2º melhor mês até agora. Como não saquei dinheiro nenhum da RE, posso dizer que o valor foi totalmente reinvestido (uso a corretora do meu bancão, então os dividendos e aluguéis caem na conta-corrente). 

Parte deste valor é explicada pela distribuição de resultados acumulados do HGLG, o qual pagou incríveis R$ 3,30 por cota. As ações que me pagaram dividendos e JCP no mês foram Arezzo, Engie, Renner, B3, OdontoPrev, Itaú e Bradesco. 

Como eu sempre digo por aqui, este é outro lado bom da diversificação: a tendência é que sempre haja algumas empresas te pagando algum dividendo praticamente todo mês (óbvio que não é garantido, mas vocês entenderam), e mesmo que o DY de algumas seja "baixo", acho que isso acaba sendo compensado pela quantidade de empresas pagando.

(não que o DY seja um bom indicador para analisar empresas) 


A renda passiva que recebi do exterior, até o momento, é bem baixinha, tanto que nem me incomodo em calculá-la e somá-la com a renda passiva no país para compor o gráfico acima. Além disso, ela é 100% reinvestida, pois fica na corretora nos EUA. 

Os juros nos EUA são tão baixos que os aluguéis pagos por REITS e os dividendos das stocks costumam ser bem baixos também, e o preço de cada ação e cada quota de REIT é bem alto em comparação com os dividendos pagos. Com isso, a renda passiva no exterior cresce bem mais devagar que a renda passiva no Brasil.

E com isso o patrimônio da holding Mago S/A fica assim distribuído:

Top 5 posições: HGLG, FIIB, ALZR, EGIE, Colgate

Trabalho - mês de estresse e sofrimento intensos, pois cobri as férias de um colega. Sem mais comentários. 

Família e Saúde  - tudo bem, graças a Deus.


Generalidades

- O clima está se acirrando para as eleições, mas não estou sentindo tanto porque tenho conseguido me manter afastado das redes sociais. Vamos ver como que vai ser nos próximos meses. Em 2018 havia um clima de otimismo, e agora está um clima de guerra, na minha opinião.

- Este ano também tem eleições estaduais, as quais são, a meu ver, mais importantes que a de presidente, pois o governador do seu estado acaba tendo mais influência no seu dia a dia do que o presidente. E as eleições de prefeito, que ocorrerão daqui a 2 anos, são ainda mais importantes. E acho que mais importante ainda são as eleições do legislativo. No entanto, o que gera mais torcida e discussões acaloradas é a eleição pra presidente. 

- Alguém ainda fala na guerra na Ucrânia? Já acabou? Não vejo mais ninguém comentando nada a respeito. Não leio notícias de nada há muito tempo!

- Criptos continuam em baixa. Ainda dá para reduzir bastante meu preço médio, mas em julho não tive saco. Quem sabe em agosto?

- Selic a 13,25% atraindo a galera para a renda fixa...

 - Estou pensando em criar um blog paralelo para publicar textos mais voltados à área de teologia. É uma ideia que estou amadurecendo.


Forte Abraço, companheiros de trincheira!

Fiquem com Deus! Que o Senhor os abençoe e agosto seja muito melhor do que julho!

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Sobre dar esmolas

Esse é um questionamento que eu me faço todos os dias, principalmente no caminho de ida e de volta do trabalho. 

Há uma multidão de mendigos em todos os lugares. 

Inúmeras senhoras com bebês no colo pedindo esmolas em portas de bancos, na saída de igrejas, na saída de restaurantes,  e por aí vai.

Velhinhos com roupas esfarrapadas vendendo bilhetes de loterias, doces, ou até mesmo estendendo toalhas na calçada para vender sucata que conseguiram catar no lixo de alguém (já vi venderem de tudo: relógios, sapatos, cabos USB, carregadores de celular, livros velhos, quadros, bugigangas em geral, etc.)

Além disso, nunca vi tantas crianças vendendo doces na rua... às vezes elas são tão novas que nem falam direito, ainda.

Vejo quase todo os dias pais de família contando historias tristes sobre como ficaram desempregados na pandemia, perderam tudo e agora precisam se humilhar para ganhar o pão de cada dia.

Eu tento ajudar o máximo que eu posso. 

Nem eu nem ninguém tem condições de ajudar todos. 

E, mesmo ajudando somente com algumas moedas, o número dos que posso ajudar ainda é pouco. 

E tem vezes que eu opto por não ajudar. 

Isso às vezes me deixa triste. 

Devemos tentar ajudar a todos os que aparecem em nosso caminho? Ou realmente é justo avaliar de alguma maneira e selecionar os que serão ajudados? 

Por exemplo, tem vezes que eu penso "ah, esse cara poderia trabalhar ao invés de pedir esmola, então não vou dar dinheiro" - mas a questão é: ele realmente deveria estar trabalhando, mas será que ele tentou e não  conseguiu? Será que simplesmente ninguém dá emprego para ele? Dependendo da pessoa, de seu nível de escolaridade, etc, é bem difícil conseguir um emprego. E mesmo que o sujeito vire um "autônomo" nas ruas  (catador de sucata, vendedor de paçoca, etc) será que ele não precisa complementar a renda pedindo esmolas?

Quanto será que dá pra tirar por mês vendendo paçocas na rua? Vendendo sucata?

Dizem que existem pessoas que estão na rua porque querem, e que realmente "trabalham" pedindo esmolas (e dizem que, dependendo do local, dá pra tirar mais que R$1.500,00/mês). Não posso afirmar se é verdade, mas acredito que no mínimo é plausível que haja pessoas vivendo assim. 

Imagino que haja também aqueles que se acomodaram e desistiram de correr atrás de melhorar suas vidas (o ser humano é capaz de encontrar zonas de conforto em quase todas as situações...) e aceitaram suas condições de miséria.

Mas em suma, independente do que dizem sobre alguns moradores de rua... será que este pensamento de não dar esmola porque o pedinte poderia estar trabalhando é um pensamento justo? Será que devemos de algum modo filtrar os que realmente necessitam e evitar os espertalhões?

Eu não tenho a resposta. Será que alguém tem?

Eu tento ajudar sempre que posso, nem que seja com uma moeda, ou até comprando um lanche numa padaria. 

Enfim, apenas uma reflexão que tive após passar por um caminho repleto de mendigos. É muito triste a situação do Brasil, como um todo.

sábado, 16 de julho de 2022

O dinheiro precisa ser um meio, e não um fim

 Saudações,  confraria da melhor blogosfera do Brasil!

Post reflexivo, para me ajudar a manter o foco no que é importante!



Nós da finansfera brasileira falamos (escrevemos) bastante sobre finanças,  aportes, trabalho, e por aí vai. Temos um conhecimento acima da média brasileira no que tange a finanças pessoais (não que isso seja muita coisa) e a assuntos correlatos.

Eu iniciei este blog inspirado no Viver de Renda, como já disse em outras oportunidades aqui, e comecei com a intenção de escrever posts técnicos de finanças,  falar sobre modelos de precificação de ativos, modelos econômicos, econométricos, etc., do jeito que o VdR costumava escrever no começo do blog dele.

Em parte isso também foi porque quando iniciei o meu blog eu tinha acabado de fazer uma pós graduação (MBA), por ordem da empresa onde trabalho, e meu TCC foi um estudo de caso de derivativos - ou seja, na época eu estava com a matéria fresquinha na cabeça e bastante motivado com o assunto (eu acreditava que iria trabalhar com isso na firma, mas acabei não indo para esta área... um assunto para um post futuro, talvez).

Enfim, feita esta introdução,  eu vos digo que observo muito este comportamento internet afora (não apenas na finansfera) e quando o assunto "finanças" surge numa conversa na vida real: em geral, as pessoas que investem parecem que vivem em função de otimizarem seus investimentos .

Eu já li diversas discussões em seções de comentários de blogs e em fóruns de finanças sobre rebalanceamentos minuciosos de carteiras pessoais, controles "milimétricos" do risco, buscas quase obsessivas por "alfa", um forista tentando provar que está mais certo que o outro,... enfim, acho que quando estudamos demais esses assuntos perdemos o foco do que é mais importante (e "o mais importante" é diferente para cada um).

Como o título do post sugere, o que quero dizer é que é importante não perdermos o foco das coisas reais e que realmente têm significado além do mundo material, e não podemos tratar o dinheiro mais do que como uma ferramenta, senão ele nos domina.

E domina tanto no lado "pequeno" (economias obssessivas de moedinhas de cinquenta centavos), quanto no lado "grande" (aquela eterna busca - que geralmente leva à frustração- por aquele 1% a mais de retorno que, a não ser que você seja multi milionário, não vai fazer muita diferença na vida).

E quando paramos pra pensar, percebemos que muitas coisas que buscamos, fazemos e estudamos são para ganhar mais dinheiro, como se não houvesse outro propósito além disso.

Até  esses papos de "desenvolvimento pessoal" geralmente acabam caindo nesse lugar comum. 

 vi pessoas desistindo de aprender determinadas habilidades e conhecimentos "porque não dão dinheiro", ou deixando de fazer coisas "para não gastar dinheiro". 

Se colocarmos as coisas na perspectiva do tempo, que é o recurso mais escasso de nossas vidas, isso fica um tanto frustrante. 

Não vou ser hipócrita: várias vezes me enquadrei (e ainda me enquadro) no que escrevi acima. 

Claro que todo homem deve buscar seu sustento, e quando não temos nada creio que devemos dar prioridade a conseguir ao menos o básico, mas a partir de um certo ponto podemos enfim buscar coisas além das necessidades materiais básicas (na verdade sempre podemos fazer essas coisas concomitantemente, mas no começo, óbvio que é mais difícil)

E óbvio que não estou dizendo que devemos negligenciar a busca pelo sustento e nem abandonar a busca pela Tranquilidade Financeira (TF) ou nem mesmo a IF (para aqueles que a buscam). O que quero dizer é que devemos tratá-las como devem ser tratadas: meios para fins muito mais importantes e significativos do que o mero acúmulo de patrimônio. Devemos buscar nos elevar em diversas "áreas da vida".

Somos todos diamantes brutos que precisam ser lapidados. Estamos sendo constantemente lapidados, e esta lapidação não é feita somente pela busca por dinheiro.

Forte abraço, meus  companheiros de trincheira!

Fiquem com Deus!