domingo, 5 de dezembro de 2021

Aportes e Atualização Patrimonial - novembro de 2021

 Saudações, confrades!


Vamos a mais um post de atualização patrimonial:



Queda em relação ao mês anterior, motivada por mais saques da RE e por uma pequena queda geral das ações e dos FIIs, mas continuo com o patrimônio 34% maior do que no começo dos aportes, e agora ele está um pouco mais diversificado. 


Novamente saquei dinheiro da poupança para cobrir gastos domésticos que estou tendo. Como ainda estou com o patrimônio bastante concentrado na caderneta, não vejo isso exatamente como um problema, mas pretendo reforçar a RE.


Seguem os aportes do mês, lembrando como sempre que nenhum ativo mencionado neste blog, seja nos posts, seja nos comentários, é uma recomendação de compra, pois a minha estratégia só funciona para mim, para os meus objetivos pessoais, e ninguém é obrigado a ter ações e nem FIIs, e muita gente no Brasil já ficou rica só com caderneta + imóveis

Estudem sozinhos e tracem suas próprias estratégias e suas próprias idéias para alcançarem seus próprios objetivos!

Ações - este mês aportei em LREN3 (Lojas Renner), uma imensa rede de lojas de roupas (e também de perfumaria, bijuterias, etc.) que creio que todos vocês conheçam, com filiais em todo o Brasil, e também em FLRY3 (Grupo Fleury), empresa da área de saúde.

(Assim, confrades, ajudem este pobre e velho mago, e façam mais compras na Renner e prefiram fazer seus exames de sangue nos laboratórios do Grupo Fleury. E quando forem comprar sapatos, dêem preferência aos fabricados pela Grendene ou então comprem nas lojas da Arezzo, etc. etc. etc. - vocês entenderam a piada!)



Uma coisa que só percebi depois do último post de atualização patrimonial foi a bonificação realizada pela Porto Seguro SA, aumentando meu número de ações daquela empresa. Uma surpresa bastante agradável!

FIIs - aportei este mês em RBVA11, um fundo que originalmente era focado somente em agências bancárias e agora está aos poucos mudando de perfil, tendo em vista a crescente digitalização dos bancos, e adquirindo lojas de rua, para eventualmente se tornar um fundo mais focado no comércio varejista.  


Pelo que li por aí em vários blogs de finanças, RBVA11 é um fundo meio "ame-o ou odeie-o", principalmente por conta de sua administradora, a Rio Bravo, que já vi que muitos investidores amam odiar. Considerei o fundo interessante e gostei da reação que está tendo em relação à tendência de diminuição do número de agências bancárias. Além disso, ele se enquadra no meu critério (tijolo, multi-imóvel, multi-inquilino) e vem entregando resultado já há alguns anos. Por isso resolvi aportar nele. Se ele ficar ruim, simplesmente não comprarei mais cotas dele quando o ciclo se completar.

Em novembro (e agora no começo de dezembro também) já li vários blogueiros reclamando das performances dos FIIs e da queda da bolsa. Eu nem estou sabendo de nada, graças a Deus. Só percebi alguma queda nas minhas ações e FIIs quando parei para escrever este post. Nos investimentos, só me importa que o número de ações e de cotas de FIIs que eu possuo aumente todo mês, e que minha renda de aluguéis dos FIIs aumente todo mês também. Espero que eu continue com esta mentalidade quando meu patrimônio estiver maior. Mas é bem por aí, eu nem olho os preços, não acompanho ibovespa, dow jones, nada. Nem sei em quantos "pontos" está o ibovespa, e nem quero saber. Esse índice (e praticamente todos os outros, senão todos) não significa nada. 

Renda Passiva - como tenho comprado FIIs todo mês, a renda passiva aumenta todo mês, mas ainda estou longe de realmente ter uma "renda" de verdade. Por enquanto continuo recebendo "pingados". Mas, com persistência, eventualmente receberei uma "mesada" de renda passiva, e depois um "salário" e aí sim considerarei que é de fato uma renda passiva. Enfim, em novembro recebi 2,7 coroas, entre dividendos de ações e aluguéis de FIIs. Uma parte considerável disso foram os dividendos recebidos da ENGIE.

Ainda não recebo renda passiva o suficiente para usá-la para comprar ações ou cotas de FIIS (quer dizer, até recebo, mas acho que ainda não valeria a pena - talvez em meados do ano que vem eu comece a fazer isso), então deixo na conta mesmo. Como estou passando por uma época da vida em que tenho diversos gastos que em outras épocas eu classificaria como "não recorrentes", ao menos essa pequena renda passiva me ajuda a resgatar um pouco menos do que eu resgataria da caderneta de poupança, caso não a recebesse. 

No post referente a dezembro, que sairá no começo de janeiro, eu vou colocar o total que eu recebi de renda passiva no ano, fazer a média mensal, etc. 


Trabalho - estresse e ansiedade total. Nem vou comentar mais. Como alguém pode ter alguma coisa contra quem quer aportar, alcançar a IF e largar o emprego?


Família e Saúde - Tudo bem por aqui, graças a Deus.


Livros - ainda lendo "O nome da Rosa", de Umberto Eco. A leitura é um pouco pesada, e por conta dos estresses do trabalho, não tenho tido muito ânimo para ler. Mas não vou desistir. 


Forte abraço, companheiros de jornada! 

Fiquem com Deus!


(este blog é escrito com total desprezo pelo "novo" acordo ortográfico)

domingo, 21 de novembro de 2021

Mais uma vez ETFs - Análise do DIVO11

Embora eu não esteja mais considerando colocar quaisquer ETFs em minha carteira, fiquei curioso e resolvi pesquisar o DIVO11, um ETF focado em ações componentes do IDIV, índice das ações que pagaram mais dividendos na bolsa nos últimos 24 meses (dentre outros critérios - vejam na metodologia do índice no site da B3). 

Talvez esta seja a última vez que eu analise um ETF. Foi só por curiosidade mesmo.

Farei aqui uma breve análise do fundo e sua composição. Todas as informações estão disponíveis no link abaixo.


página do fundo no site do Itaú


Patrimônio Líquido (PL) = R$ 344,9 milhões

Patrimônio em ações = R$ 339,49 milhões (98% do PL - acima da meta de 95% definida no regulamento do fundo)

Taxa de Administração = 0,5%a.a  incidentes sobre o valor do PL (grosso modo, a cada R$ 10.000,00 aplicados no fundo, pagaremos R$ 50,00 - mas ainda assim, julgo alto, pois poderíamos investir por conta própria nas empresas do fundo sem pagar taxa de administração)

Todos os dividendos e JCP são automaticamente reinvestidos no próprio fundo. Bom e ruim ao mesmo tempo.

O fundo possui 46 ações, mas umas 40 empresas, pois há ações ON e PN de algumas empresas repetidas (por exemplo, ELET3 e ELET6, BBDC3 e BBDC4)

Observando a carteira deste fundo, notem que a ação com maior participação é de cerca de 6,5% da carteira (no momento, VIVT3) e a de menor participação possui 0,1% da carteira (GETT11) - achei estranho ter essa GETT, pois o IPO foi há pouco tempo e não encontrei notícias dela distribuindo dividendos... Pelo menos está com um % pequeno.


A participação de cada empresa no IDIV pode ser vista no gráfico abaixo:

composição do IDIV (% por ação)

Como escrevi, a ação de maior participação é VVR3, com 6,5% da carteira. Em segundo lugar, BBSE3 (6,28%), e, em terceiro lugar, VBBR3 (5,8%). 

Como eu ordenei os dados do maior para o menor, o gráfico ficou parece uma escada em caracol, descendo para o fundo de um poço, ou subindo para o alto de uma torre, dependendo do ponto de vista. Mas o que quero realçar aqui é que, pelo menos, o IDIV (e em consequência, o DIVO11) possui uma diversificação mais equilibrada do que a do IBRx-50 (e em consequência, a do PIBB11). Mas, ainda assim, notem que não é tão equilibrado assim: as 12 maiores empresas em participação representam cerca de 50% da carteira do fundo. E há também o outro problema relativo a todo ETF: o DIVO11 aplica em ações de empresas que eu não aplicaria.


Comparem com o gráfico do IBRx-50 abaixo:


Composição do IBRx-50 (% por ação)

O IBRx-50 atualmente está muito concentrado em VALE3 - quase 20% da carteira teórica! Em segundo lugar, bem distante, vem PETR4 (6,9%). Em terceiro, ITUB4 (6,1%). Vejam a diferença. Notem também que as 7 maiores empresas em participação representam cerca de 50% da carteira teórica do índice.


Então, a meu ver, o DIVO11 possui esta vantagem em relação ao PIBB11. 

Pelo menos a carteira dele é mais equilibrada, e não está com um peso muito alto em uma só empresa.

Por outro lado, o PIBB11 possui uma taxa de administração bem menor (0,059% a.a - quase 10 vezes menor que a do DIVO11)

Mas, o mais importante: você mesmo pode investir diretamente nas ações que compõe a carteira do DIVO11 (ou do PIBB11), sem pagar taxa de administração e selecionando somente as ações que você quiser, descartando aquelas empresas que considerar ruins. 

Por isso acho melhor investir diretamente em ações, diversificando bastante e nunca colocando um % muito alto do patrimônio em uma empresa só ou em poucas.  Quanto mais eu diversificar entre empresas boas, maior a chance do meu patrimônio aumentar no longo prazo. Quanto mais empresas boas eu tiver em minha carteira, maior a chance de ter uma "ten bagger" que fará meu patrimônio crescer ainda mais.

O mesmo vale para os FIIs. Escolha os que achar melhores e diversifique, sem concentrar demais em um só ou em poucos.


O que acham, confrades? Algum de vocês investe no DIVO11? No PIBB11? Ou também desencanaram de ETFs?


Fiquem com Deus!


quinta-feira, 18 de novembro de 2021

No Brasil não é normal darem descontos


Percebam que  aqui no Brasil, por alguma razão (impostos? Inflação? Margem de lucro mais alta? Não sei, mas provavelmente uma mistura destes e de outros fatores que não identifiquei) as empresas raramente dão descontos e, quando isso acontece, nunca é que nem nos EUA, em que se pode pegar cupons de desconto em jornais, revistas e até na internet e se consegue comprar coisas até de graça, por conta de vários descontos acumulados.

O desconto mais comum de se achar, e mesmo assim não é em todo lugar, são aqueles 10% para pagamentos à vista (e tem lojas que só dão 5% quando o pagamento é  no débito e só dão  os 10% se for no dinheiro e, hoje em dia, no pix). Geralmente se consegue este tipo de desconto em lojas menores ou de atendimento mais personalizado que dependa de um vendedor. Lojas grandes, como as Americanas, Casa e Vídeo, etc. nunca dão esse desconto, pois o atendimento é impessoal, então não tem como.

Outra característica do comércio brasileiro: quando dão descontos,  eles nunca ou quase nunca acumulam. Por exemplo, se você chegar na loja com um (raro) cupom promocional, provavelmente não conseguirá os 10% que teria se pagasse a vista, e se negociar os 10% a vista, provavelmente o cupom não será utilizado. E geralmente os cupons têm prazos bem curtos, e às vezes vem nas letras miúdas  que eles não são aceitos em todas as filiais da empresa. Pelo menos na minha experiência, sempre foi assim. Não sei como é em outros lugares do Brasil, mas onde moro é assim.

Vou relatar aqui algumas promoções esdrúxulas que vi por aí ou recebi, para ilustrar meu argumento:

 - vi o Shopee (aquela loja das propagandas horrorosas - aliás, quase todas as propagandas são horríveis hoje em dia) oferecendo  50% de desconto em compras, só que limitados a 10 reais (vi num anúncio no youtube)... ou seja, estão dando no máximo 10 reais de desconto e a propaganda diz 50% só pra chamar atenção.

- em uma loja de móveis  onde comprei um armário, veio de brinde um cartão de desconto de 20 reais, mas que só valia por 7 dias e não podia ser usado para abater o valor do frete, só no preço do móvel mesmo, e ainda vinha com uma cartinha da empresa falando de como a empresa era boa e quase uma família. Aham...

- o pseudo desconto da Cacau Show - aquelas barrinhas de chocolate de 20g custavam 2,90 ou 2,70 dependendo do recheio (ou seja, já eram caras). Agora o preço aumentou para R$ 3,30, mas se você for cadastrado na loja, você  ganha um desconto e elas passam a custar R$2,90 ou R$2,70, dependendo do recheio... o mesmo preço de antes. Eles aumentaram o preço para incentivar as pessoas a se cadastrarem. Não gosto de me cadastrar em empresas  então simplesmente parei de comprar. 

Iinfelizmente, acredito que a tendência seja eventualmente todas as empresas passarem a ter cadastro de clientes, mas sinceramente acho que os descontos que dão são muito baixos para que eu aceite prostituir vender meus dados. Vejo que as lojas americanas estão indo pelo mesmo caminho, oferecendo alguns descontos só para clientes cadastrados no "Ame". Pode ser que no futuro só haja descontos se você for cadastrado em alguma plataforma ou use algum serviço desses. E mesmo assim, como no caso da Cacau Show, não são descontos de verdade: eles simplesmente aumentam o preço e cobram o preço antigo para quem tem cadastro. Mais uma tática suja.

- Há muitos restaurantes com cartão fidelidade que tem prazo de validade - perto de onde trabalho tem vários assim, com a validade do cartão bem pequena. Não sei se isso é negociável e se é possível ganhar o desconto se você passar 1 dia ou 2 da validade, mas mesmo assim acho que poderiam não ter prazo.

Acredito que essas coisas aconteçam porque o Brasil é um país muito inflacionário, de modo que a diferença de poder de compra de um ano para o outro já é notável. 

No fundo é uma estratégia de sobrevivência (se boa ou não, aí já é outra história):  maximizar a receita cobrando preços altos, ao invés de tentar vender barato e ganhar no volume de vendas. Pelo menos aqui no Brasil me parece que o padrão é esse. O problema é que os clientes em geral aceitam.

O que acham, confrades?


Fiquem com Deus!

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

E se fosse fácil ganhar 1 salário mínimo com os FIIs?

 

Post só como exercício de imaginação, inspirado pelas reclamações que tenho lido sobre os FIIs (inclusive a minha do último post)

Como as coisas seriam?

Acho que não tem como isso ser possível pois muita coisa teria que ser diferente na estrutura da economia para tal coisa poder acontecer. Principalmente na questão dos incentivos e na questão  risco×retorno (para pagarem tão bem assim, os FIIs teriam que ser investimentos bem mais arriscados)

Eu imagino que haveria pelo menos duas grandes forças econômicas atuando:

1) Por um lado, talvez houvesse mais empregos, porque ficar em casa à toa já renderia um salário mínimo através dos FIIs, fora qualquer seguro desemprego que as pessoas pudessem pleitear, fora eventuais bicos. Então talvez muita gente optaria por ficar em casa "à toa" depois de garantir uma renda mensal de aluguéis (se fosse facil ganhar 1 salário minimo de aluguéis de FII  então também seria relativamente fácil ganhar 2 ou 3, de modo que varias pessoas provavelmente trabalhariam só até aportarem o suficiente para conseguir a renda desejada e talvez só fizessem bicos para tirar uma renda extra) - e hoje em dia já tem muita gente que fica "à toa" por menos que 1 s.m.

2) Haveria uma pressão nos preços, de modo que tudo tenderia a ser um pouco mais caro, afinal seria simples aumentar a renda mensal em 1.000 reais graças aos aluguéis pagos pelos FIIs. Por outro lado, essa "inflação provocada pela renda" talvez fosse atenuada pela quantidade de pessoas que pararia de trabalhar para viver de aluguéis (e que teria renda de 1 s.m. + auxílios governamentais + bicos), então não seria como se todo mundo passasse a ganhar 1 s.m. a mais em complemento aos salários.

E, além destas duas forças:

3) Talvez os empregos em geral tendessem a pagar mais de 1 salário mínimo,  pois seria simples nesta situação hipotética ganhar 1 salário mínimo sem precisar trabalhar, de modo que seria necessário dar uma motivação financeira a mais para que as pessoas se dispusessem a sair de casa e trabalhar para terceiros. Ou então empregos de 1 s.m. teriam vantagens como menos horas de trabalho por semana, ou benefícios como planos de saúde melhores que os de hoje em dia (seria preciso convencer as pessoas a trabalhar para ganhar 1 s.m.)

4) mas ainda haveria alguma dificuldade, pois seria necessário acumular algum  patrimônio para auferir a renda desejada. Talvez empregos que não exigissem experiência fossem disputados a tapa por pessoas que ainda não construíram essa renda passiva maravilhosa.


Parece absurdo o que eu escrevi? Mas não é mais ou menos a realidade, só que ajustando os valores nas devidas proporções?


terça-feira, 2 de novembro de 2021

Aportes e Atualização patrimonial - outubro de 2021

Salve, salve, confraria!


Vamos a mais um post de atualização patrimonial, expresso em Coroas, a moeda oficial do Mago Economista.


Aumento acumulado de 35,1% desde o início da série histórica.

O castelo ao fundo representa meu apartamento quitado. Espero um dia acrescentar outro castelo à imagem.

Este mês, mais uma vez tive que sacar dinheiro da poupança para cobrir gastos extras (uns móveis e outras coisas que estou comprando aqui para casa). Pelo menos o valor sacado foi menor que no mês passado e no total o patrimônio aumentou, o que é ótimo (como ainda estou no começo da jornada, o valor dos aportes ainda é muito mais importante para o resultado do que a oscilação dos preços de cada ativo). 

Em relação às ações, o aporte deste mês foi em Bradesco (BBDC3), banco com lucros bilionários recorrentes e bom histórico de gestão. Que continue assim! Como sempre, não recomendo que ninguém compre esta ação. Ela é boa para mim, mas pode não ser para você.

A meta da carteira All Stars é ter entre 15 e 20 ações e no momento estou com 9 (sem contar com a Embraer). Ainda falta um pouco para completar esse álbum de figurinhas. Posteriormente a carteira Small terá umas 5 empresas. E penso em criar uma carteira chamada "Segunda Divisão",  onde ficará a EMBR3 e outras empresas que não considero tão boas assim mas que julgo interessante ser sócio. Esta também terá umas 5 ações. Desta forma, terei umas 30 ações brasileiras, quando completar a coleção. Quando começar a aportar no exterior, pretendo ter no máximo umas 10 ações estrangeiras. 

Daqui a pouco vou precisar de um quadro maior! (clique para ampliar)

Vi alguns blogueiros reclamando nos últimos meses do desempenho da bolsa. Sinceramente, eu nem sei se as minhas ações desvalorizaram ou valorizaram em relação ao mês passado, e isso na minha opinião é muito bom, pois sou cada vez mais adepto do buy and never sell. Só me importa comprar e acumular ações de empresas que eu considero boas. 

Abrindo o jogo: dando tudo certo, só vou vender algumas das ações quando tiver o bastante para comprar uma casa ou um terreno em alguma cidade onde eu queira morar, e ainda falta muito para isso acontecer. 

Desta forma, só olho a cotação duas vezes por mês: no momento em que vou comprar ações novas e quando faço este post de atualização mensal, e a única coisa que comparo com o mês anterior é o patrimônio total e os totais de cada tipo de ativo, e nunca dos ativos individuais. O mesmo vale para os FIIs.

Em relação aos FIIs os aportes do mês foram: 

- HGRE11, o primeiro fundo de escritórios da minha carteira (e talvez o único, pois ainda estou vendo como estes fundos de escritório vão se comportar por conta do aumento do home office no Brasil - a tendência é que os fundos se adaptem e se adequem à nova realidade, afinal gestor nenhum vai ficar parado se quiser sobreviver neste emprego, mas vamos ver os próximos capítulos desta eterna novela que é a futurologia...) - dono de vários prédios comerciais nas regiões sul e sudeste do nosso Brasilzão de Deus; e 

- SDIL11, um fundo de galpões logísticos (na minha humilde opinião, o melhor segmento de FII). No momento está com um passivo um pouco alto (20%), mas isto foi para bancar a aquisição de imóveis, então creio que a tendência seja de redução da dívida.

Obviamente, não recomendo a compra de nenhum destes fundos. O critério que funciona para mim pode não funcionar para vocês, pois cada um tem objetivos e necessidades diferentes e situações de vida diferentes.

Vi vários blogueiros reclamando do desempenho dos FIIs e confesso que também me sinto um pouco desanimado com a renda passiva. Porém estou apenas no começo dos aportes, e sinto um pouco de alegria vendo os aluguéis caindo na conta. O que importa é aportar em bons FIIs. 

Clique para ampliar

Pretendo ter no máximo 15 FIIs na carteira, e no momento tenho 7. 

A renda passiva recebida em outubro (99% aluguéis dos FII e 1% dividendos de ações) foi de 1,2 coroa. Se fizermos a divisão da renda passiva de aluguéis pelo total acumulado em FIIs (1,2/235) o resultado é de 0,51% no mês, ou seja, um pouquinho a mais que a regra antiga da poupança (que era 0,5%+TR, sendo que a TR está zerada desde 2017). 

Porém, se considerarmos o quanto já aportei em FIIs desde o começo (250 coroas) o rendimento foi de 0,48% e, excluindo os FIIs comprados no mês (para os quais não recebi aluguéis por ter comprado depois da data-ex), o rendimento foi de 0,59%. Em ambos os casos, o rendimento ajustado dos FIIs este mês foi inferior ao da poupança pela regra nova, o qual atualmente está em 0,62% a.m.conforme esta postagem deste blog. 


Ou seja, em termos de rendimentos, os FIIs estão perdendo para a poupança! Pouca coisa, mas estão perdendo, e isto não deveria acontecer! (se algum leitor perceber algum erro no meu raciocínio, por favor comente aí e me corrija!

EDIT (06 de novembro): conforme observado pelo colega Poupador do Interior, o blog linkado acima se equivocou quanto ao rendimento atual da poupança. O valor atual correto do rendimento mensal da nova regra está em 0,4412% a.m., conforme a página do Banco Central (link).

Desta forma, os FIIs estão ao menos cumprindo a obrigação de renderem mais que a poupança (é obrigação sim, pois seu risco é superior ao da poupança - logo, a remuneração precisa ser maior.)

De qualquer maneira, a taxa SELIC está mais alta: atualmente em 7,75% a.a. ou 0,624% a.m. - ainda um tanto "baixa" para padrões brasileiros, quando comparamos com 2016, por exemplo, em que havia quem acreditasse ser possível viver dos juros da poupança com "apenas" 1 milhão na conta (por exemplo, o sumido Pobretão de Vida Ruim). 

Mas, estando a SELIC a 0,624% a.m., e minha carteira de FIIs tendo rendido 0,59% a.m. neste mês, será que eu "perdi dinheiro"? Será que eu deveria me preocupar?? 

Eu acho que não, a diferença de rentabilidade foi mínima, e no meu patamar de patrimônio quase não faz diferença em valores absolutos (olha aqui os "13 reais"). 

Mas, ainda assim, considerando a questão risco X retorno, não deveriam os FIIs ter rendido mais do que 0,624% a.m.? Será que o problema foi a minha carteira? Ou será com todos os FIIs? 

Vamos ver se este quadro vai se reverter, mas para isto os aluguéis dos imóveis deverão ser reajustados de modo que o rendimento por cota ultrapasse os 0,624% a.m. ou o valor de cada cota deverá diminuir proporcionalmente de modo a aumentar o rendimento por cota, ou uma combinação destas duas coisas. 

Mas com a economia em frangalhos, não sei se é uma boa ideia para os fundos aumentarem os aluguéis neste momento, então provavelmente o que vai acontecer é o reajuste do preço das cotas. Este deve ser um dos motivos para o IFIX estar caindo, ao menos no último ano. Óbvio que há exceções, e que há fundos com as cotas valorizando. Mas na média acho que o caminho, por enquanto, é a queda. 

Independente do rendimento (que não é uma boa medida por si só, diga-se de passagem), os FII têm como vantagem perante a poupança o fato de serem lastreados em imóveis (ativo de valor real e que produz valor) e o fato de os aluguéis ao menos terem a possibilidade de serem ajustados conforme índices inflacionários. 

A poupança é "só dinheiro" (ativo de valor fiduciário e que não gera valor por si só). 

Então julgo que, mesmo que o rendimento de FIIs permaneça inferior ao da poupança SELIC, ainda é uma classe de ativos válida para aportar e diversificar (Até porque é a única maneira de pessoas comuns como nós termos alguma participação no riquíssimo mercado imobiliário). 

De qualquer maneira, ainda tenho um longo caminho a percorrer rumo à TF, confrades! Os aluguéis recebidos aumentam bem devagarinho... É necessário ter muita persistência!

No trabalho, tenho me estressado mais que o normal. Estou tentando mudar de setor (ou mudar de emprego) mas é difícil - vejam se vocês também não passam por isso: nenhum setor quer perder alguém que já sabe fazer o trabalho e ao mesmo tempo nenhum setor quer aceitar alguém que ainda precise aprender  - ninguém gosta de ensinar ninguém nas empresas, todo mundo só quer profissionais já prontos. 

Sinceramente, as pessoas que conseguem ser felizes no trabalho e são ultra-motivadas (ou pelo menos fingem bem), "vestem a camisa" e "têm brilho no olho", entre outras frases bestas pseudo-motivacionais destes tempos sojados que vivemos, têm é muita sorte. Eu  não consigo ser assim, ou pelo menos até hoje nunca encontrei um emprego em que me sentisse assim. 

Às vezes fico muito para baixo e só não largo tudo e me arrisco em um pequeno negócio (informal mesmo) e fazendo bicos por aí porque tenho uma família para cuidar (e seria MUITA irresponsabilidade minha largar o emprego, do nada) e porque sou medroso. 

Não me sinto feliz e nem realizado onde trabalho (acho que poucos são, e acho que ser "feliz" e "realizado" trabalhando é um luxo, é algo para poucos). Meu trabalho é apenas um lugar onde passo a maior parte do dia e recebo um dinheiro todo mês em troca do meu tempo, e só.  Eu tento não deixar que as coisas ruins de lá me afetem na vida particular, mas todos sabemos o quanto isto é difícil na prática. É muito difícil não trazer preocupações para casa e não me sentir mal por coisas que acontecem ou que são ditas no escritório (ou no whatsapp depois do expediente...). Eu tento, mas é difícil.

Assim, não sei porque alguns criticam tanto o movimento FIRE. O pessoal FIRE está certíssimo em seu objetivo, e eu espero algum dia alcançar pelo menos uma semi-IF (que eu chamo aqui de TF - tranquilidade financeira). Concordo que ficar 100% ocioso pro resto da vida faz até mal para a saúde, mas também acho que o mundo do trabalho hoje em dia faz mais mal ainda, especialmente quando se é empregado de alguém. No fundo, o movimento FIRE é só mais um sintoma da doença que nossa sociedade está vivendo - é uma reação do hospedeiro.


Perdoem-me pelo desabafo, confrades. Para que ninguém diga que só sei reclamar, mês passado iniciei uma pós-graduação que talvez me ajude a ser professor (de faculdade particular, porque de pública só com doutorado) e que me dará mais moral para cobrar um pouco mais em aulas particulares, além de dar uma enfeitada no currículo, o que nunca é demais. E talvez eu escreva um livro sobre o assunto da pós e ganhe uns royalties (acho que consigo juntar as aulas particulares que dei e transformar em um livro)

     - falando em livros, vocês sabem se, por exemplo, para escrever livros de finanças é necessário ter certificação anbima ou algo do tipo?(não que eu queira escrever sobre isso, mas é bom saber) 

E para escrever livros de determinada área de conhecimento é "exigido" ter registro no conselho profissional pertinente? Exemplo hipotético: eu corro o risco de ser processado pela OAB caso escreva um livro de direito sem ser advogado, mesmo tendo experiência profissional e amplo conhecimento no assunto e não escreva nenhuma besteira? Alguém tem idéia se isso acontece?

É uma dúvida sincera, porque seria uma maneira de monetizar alguns conhecimentos que tenho.


Ainda assim, é bom eu garantir alguma renda passiva, se for largar meu atual emprego para dar aula em alguma faculdade particular (tenho a impressão de que não pagam bem, mas se tiver algum leitor que seja professor de faculdade particular e puder me dizer alguma coisa a respeito, comente aí). Ainda tenho um longo caminho a percorrer... 


O mundo do trabalho não é nada fácil. 

Tenho que ser perseverante.


Assuntos gerais: não tenho lido nenhuma notícia, graças a Deus! Isso é muito bom. Quando visito meus pais e eles me contam os acontecimentos da semana, eu nunca estou sabendo de nada, chega a ser engraçado. Com certeza isso me poupa de muito estresse e chateação. 


Livros: comecei a ler O Nome da Rosa, livro escrito por Umberto Eco, sobre a investigação de um assassinato ocorrido em um mosteiro na idade média. Livro bom para aprender algumas coisas sobre a vida em mosteiros, um pouco de história da idade média, um pouco de história da Igreja Católica e também um pouco de latim (há várias passagens escritas em latim, e dá para aprender um vocabulário bacana se eu me esforçar e traduzir todas elas). Recomendo a leitura! Comprei num sebo por 10 reais. Costumo ler no caminho de ida e de volta do trabalho (sempre vou de transporte público) e durante o almoço. Já li vários livros assim.


Saúde: fiz um checkup recentemente e está tudo bem, graças a Deus.


Família: tudo bem, graças a Deus!


Forte abraço, companheiros de jornada rumo à TF! 

Fiquem com Deus! 

Que novembro seja um mês ainda melhor do que foi outubro!

domingo, 10 de outubro de 2021

Sobre os míticos "13 reais" e o mindset da miséria

Saudações, confraria da blogosfera das finanças!


Um assunto que volta e meia vem a tona é a questão de economizar com as pequenas coisas do dia a dia e se isso faz diferença ou não no patrimônio e na capacidade de aporte de uma pessoa. Uma postagem recente foi esta, do blog Viver sem Pressa. Eu concordo com a postagem. 

Hoje em dia está mesmo "na moda" criticar as pequenas economias que as pessoas fazem (não à toa é comum vermos a expressão "sem cortar o cafezinho" em vídeos da "finansfera do youtube" e em outras blogosferas voltadas a outros assuntos).


Na comunidade do Bastter, por exemplo, há uma crítica muito forte ao que chamam de "mindset da miséria" e usam muito o exemplo dos  "13 reais" para ilustrar pequenas economias que não valem o esforço necessário para obtê-las.

Eu gosto muito do Bastter, sou assinante do site dele, e acho que ele distribui muitas redpills financeiras. A principal, na minha opinião, é a de quitar as dívidas antes de investir - eu não teria quitado o financiamento do meu apartamento se não tivesse conhecido o site e lido os materiais dele na época que li, e sou grato por ter tido contato com estas ideias, que já contribuíram para me tornar um pouco mais livre do que eu era antes.  

Mas não concordo com tudo o que o Bastter diz em seu site, e uma das minhas discordâncias é que, na minha opinião, eles criticam demais as pequenas economias. A impressão que eu tenho é que praticamente qualquer pequena economia que se faça será taxada como "mindset da miséria" e dirão que "ah, isso é esforço demais para economizar 13 reais". 

Eu particularmente acho que tudo é uma questão de como está a situação financeira de cada pessoa, suas condições de trabalho, se tem suporte da família, se sustenta uma família sozinho, e por aí vai. 

Há uma época para tudo. 

Sendo assim, existem épocas na vida da pessoa em que ela pode ter que se preocupar, sim, com os pequenos gastos e em formas de economizar um pouquinho aqui, um pouquinho ali, uns poucos reais ou centavos em pequenas coisas que acabam, no conjunto da obra, fazendo a diferença no fim do mês. Isso geralmente é necessário quando a pessoa ganha pouco ou está passando por dificuldades financeiras por um motivo qualquer.

Por outro lado, quando a pessoa está de certa forma estabelecida financeiramente (tem uma reserva, ganha um salário ou rendimentos de negócio que permitam viver sem se preocupar com entrar no cheque especial ou pedir empréstimos, etc.) em que realmente pode ser bobagem ficar controlando pequenos detalhes dos gastos (por conta do tempo perdido e da energia gasta fazendo estas coisas).


De qualquer maneira, acredito que independente da situação de cada um, sempre é válido fazer economias inteligentes - economias que fazem alguma diferença e que não exijam grandes sacrifícios da pessoa. Como foi escrito no Viver sem Pressa, "de moeda em moeda o dinheiro se multiplica".

Uma coisa é o mindset da miséria, que eu interpreto como sendo:

- excesso de avareza (deixar que o dinheiro controle tudo na sua vida, deixar de fazer coisas boas por não querer gastar dinheiro, mesmo podendo gastar sem passar por apertos); 

- brigar por centavos ou poucos reais em compras (armar confusão no caixa do mercado porque um produto passou com um preço diferente do da etiqueta, por exemplo); e

- "economia burra" como, por exemplo, dirigir 20km para ir em um atacadão e comprar determinado produto por R$ 18,00 ao invés de ir no mercadinho do lado de casa e pagar R$ 23,00 (sendo que você provavelmente gastou mais do que a diferença em gasolina).

Agora, outra coisa é a Economia Inteligente. Se você economizar de forma inteligente em várias pequenas coisas,  você não vai se sacrificar e isso acaba fazendo a diferença depois (e aqui vou usar como exemplo os famigerados 13 reais, sempre que possível) :

- uma pessoa que tem o hábito de todo dia passar em uma dessas cafeterias gourmet (starbucks, california coffee, etc), se simplesmente deixar de ir vai economizar R$ 13,00 por dia (preço de um café mocha médio qualquer) o que em um ano representa uma economia de R$ 3.276,00 (considerando 252 dias úteis), praticamente 3 salários mínimos, o que é considerável e não deveria ser desprezado.



- no supermercado, deixar de comprar alguns produtos supérfluos (digamos, não comprar biscoitos recheados) ou escolher marcas mais baratas em produtos em que a marca não faz tanta diferença assim (eu, por exemplo, sempre compro a água sanitária mais barata que tiver porque não vejo diferença nenhuma entre as marcas) ou comprar embalagens econômicas de produtos não perecíveis ou de validade longa (por exemplo, comprar pacotes de 2kg ou 5kg de sabão em pó ao invés de pacotinhos de 400g ou 500g).

- Se você almoça fora todos os dias por conta do trabalho, se der um jeito de economizar 13 reais (gastando 13 reais a menos do que gastaria, caso não prestasse atenção nisso), você economizaria R$3.146,00 por ano, considerando 22 dias úteis e um ano de 11 meses (1 mês de férias). Também não é algo a ser desprezado. Claro que este exemplo só é válido para quem gasta rotineiramente R$ 30 ou mais no almoço, e também só é válido se você ainda conseguir comer saudavelmente, pois não adianta economizar no almoço e passar fome ou só comer porcarias baratas, pois o preço será pago com sua saúde, que vale muito mais que qualquer dinheiro do mundo. Mas, creio que só de não tomar refrigerante e não comer sobremesa já dá uma boa economia na hora do almoço e, mais importante, uma economia saudável.


Estes foram somente alguns exemplos. Certamente há mais formas de economias inteligentes que podemos fazer, sem sacrifícios e que nos ajudam a aumentar o patrimônio, e que não se enquadram no "mindset da miséria". Eu já tinha escrito estas e algumas outras neste meu post de 2019.

Eu entendo que há um limite para o quanto se pode economizar  no dia a dia (afinal, sempre existe um "custo mínimo de vida") e sei também que o ideal é sempre procurar formas de aumentar a renda (a melhor defesa é o ataque), mas nem sempre é possível aumentar a renda consistentemente, e também há um limite de bicos que uma pessoa pode fazer, e nem todo mundo tem capacidade ou talento ou energia para dar um jeito de aumentar a renda, então geralmente o que dá para fazer mesmo é tentar economizar nas pequenas e nas grandes coisas, conforme for possível. 

Um pouquinho aqui, um trocado ali, no longo prazo faz diferença, sim, quando somamos o resultado, tanto financeiro quanto psicológico (pelo menos eu me sinto bem em fazer alguma coisa para contribuir com minha jornada rumo à Tranquilidade Financeira)

Mas é importante ressaltar que isso só vai funcionar se você realmente guardar o dinheiro economizado e não gastá-lo com coisas supérfluas ou fúteis. Finja que gastou o dinheiro, e guarde-o na poupança mesmo, ou some-o ao aporte do mês.

E vocês, caros leitores e seguidores do blog, o que fazem para economizar no dia-a-dia? Acham que eu exagerei em alguma das minhas afirmações? Acham besteira cortar alguns gastos supérfluos do dia a dia?  Têm alguma outra dica de economia? Comentem aí!


Forte abraço!


Fiquem com Deus!


quarta-feira, 6 de outubro de 2021

O aporte precisa fazer parte do orçamento doméstico

Saudações, confrades.


Uma questão bastante importante e fundamental principalmente para os que estão começando a vida profissional e a "carreira" na busca pela IF ou pela TF é o Aporte (e sua frequência). 

O que mais importa no acúmulo de patrimônio é o aporte e sua consistência ao longo dos anos. Como geralmente ganhamos por mês, o ideal é que os aportes sejam mensais também. Mas, para que isso seja possível, é necessário que o aporte seja levado em conta na hora de montar o orçamento doméstico. Sem um bom planejamento dos gastos, uma família não sai do lugar. E na hora de planejar seus gastos, uma família precisa planejar também o aporte. 

O que eu vou escrever pode parecer óbvio, mas por incrível que pareça muitas pessoas com boas condições financeiras (bons salários ou boas rendas de negócios próprios) não seguem isso. Então não é tão óbvio assim.

O que quero dizer é que o aporte precisa fazer parte do orçamento doméstico. 

Muitas pessoas não planejam seus gastos mensais considerando o aporte (umas por ignorância e outras, infelizmente, por ganharem valores que não tornam possível investir, como é o caso de muitos que ganham 1 (hum) salário mínimo) e por conta disso não conseguem economizar nada, ou então só economizam mesmo as migalhas que sobram no fim do mês (embora sejam melhor do que nada, tendo em vista que há muitas pessoas que nem conseguem economizar, essas migalhinhas não nos levam a lugar nenhum). 

Se uma pessoa com condições de economizar algum dinheiro todo mês não consegue fazer isso, então há algo de errado no orçamento e é necessário tomar alguma atitude, pelo bem de sua família. Afinal, mesmo que não invista no mercado financeiro (ninguém é obrigado a ter ações e nem FIIs), é ao menos necessário aportar na Reserva de Emergência (RE), para evitar cair no cheque especial ou ter que recorrer a um empréstimo para resolver algum problema, e problemas acontecem, às vezes aleatoriamente.

Uma coisa que atrapalha a vida de muita gente é o "deslumbramento" sentido quando se começa a ganhar dinheiro, o que acomete principalmente os mais jovens e de classe média, que geralmente não passaram por necessidades e por conta disso muitas vezes acabam não aprendendo a respeitar o dinheiro.

Vejam só o roteiro "padrão" de uma pessoa de classe média no começo de sua vida profissional:


Imaginem um jovem solteiro de uns 26-27 anos. O rapaz sai da faculdade e arruma um emprego "normal" em São Paulo (por normal quero dizer "de escritório", numa empresa "comum", que é o que geralmente se consegue numa cidade grande). Vamos supor que ele se dê muito bem e ingresse num programa de trainee executivo e ganhe um salário inicial de R$ 6.000,00 líquidos. Como ele está louco para ser independente e ter sua própria vida, ele vai morar sozinho e aluga um apartamento a uma distância razoável de onde trabalha, de modo que não gaste muito tempo com o deslocamento - só aí já vão no mínimo  R$800,00 (conforme minha pesquisa por apartamentos de 1 quarto com pelo menos 20m² e valor do condomínio incluído, em São Paulo, no site Viva Real - 800 reais foi o menor valor que encontrei no dia que fiz esta pesquisa, e provavelmente é em uma localização ruim de São Paulo, mas não sei, eu realmente não conheço bem a cidade). 

Como o jovem hipotético está ganhando bem, ele aproveita e compra um carro (de 40K), financiando sem entrada em 60 prestações - aí já vão mais R$ 1.000,00 do orçamento. Sobraram R$ 4.200,00 e deste valor ele ainda precisa tirar as compras em supermercado, gasolina, manutenções eventuais no carro, de vez em quando comprar roupas, e provavelmente gastará uma boa grana almoçando ou jantando em restaurantes (ou pedindo delivery) e saindo para bares, baladas, etc. (a noite em SP é cara, já dizia o sumido Pobretão). 

Vamos estimar os gastos mensais de nosso herói e pôr numa tabela (tudo estimado mesmo - se eu escrever algum absurdo comentem aí):

Gasto                                Valor      

Aluguel                       R$ 800,00                               
Prestação carro         R$ 1.000,00                              
Luz, água, gás, etc.     R$  600,00                                 
Gasolina                       R$ 800,00                                
Supermercado              R$ 800,00                                
Restaurante                  R$ 800,00                               
Saídas, lazer              R$ 1.200,00                               
Total                          R$ 6.000,00

E assim nosso jovem herói gasta todo mês todo o seu salário, e qualquer gasto que fuja desta programação (ex: uma multa de trânsito que ele leve no mesmo mês em que tiver que levar o carro na oficina) o fará entrar no cheque especial, um dos maiores destruidores de patrimônio que se conhece. 

Se nada de ruim lhe acontecer, ele provavelmente terminará seu primeiro ano de trabalho apenas com seu carro, nenhum patrimônio acumulado, e estará bastante acostumado com seu padrão de vida. 

Como não tem reservas financeiras, pode ser que ele viva preocupado com a possibilidade de não sobreviver ao programa de trainee e ser demitido. Felizmente para ele, seria relativamente fácil vender o carro para quitar pelo menos a maior parte da dívida do financiamento. E, caso seja demitido, ainda é fácil se recolocar no mercado por conta de sua tenra idade.

Vocês podem achar que algumas das estimativas acima não são razoáveis, que algumas estão muito caras ou muito baratas, e realmente é difícil estimar o orçamento doméstico de uma pessoa, ainda mais hipoteticamente, mas o que eu quis ilustrar com isso é que há muitas pessoas que, mesmo ganhando bem, estão financeiramente enrascadas, andando na corda bamba, no fio da navalha, etc. 

Esta é a realidade de muitos, ganhando bem ou ganhando mal. Não basta ganhar muito dinheiro: você pode acabar pobre e falido se não souber administrar bem a sua renda e se não considerar o aporte na hora de definir seu orçamento. 


Em nosso exemplo, o que o jovem trainee poderia fazer? Conforme já recomendei, ele poderia economizar pelo menos 25% de seu salário, o que daria R$ 1.250,00 por mês, para que em 3 ou 4 anos (dependendo do rendimento) tivesse aportado 1 ano de salário, o que lhe daria alguma segurança e maior tranquilidade, tranquilidade esta que poderia até mesmo melhorar seu rendimento no trabalho. 

Em um ano de trabalho ele conseguiria economizar 4 meses de salário, o que já é alguma coisa. Como se trata de um jovem solteiro, ele poderia poupar este dinheiro economizando no restaurante, em suas saídas,  usando menos o carro, maneirando nas compras do mercado, contratando um plano mais barato de celular e internet, etc. 

Para que isto fosse possível, ele deveria, desde o começo, ter considerado este aporte de 25% do salário em seu orçamento doméstico. Poderia fazer melhor ainda: tentar economizar um terço do salário (R$ 1.666,66), aportar os R$ 1.250,00 e usar os R$ 416,66 restantes para adiantar parcelas do financiamento de seu carro, para se livrar mais rapidamente da dívida e eventualmente liberar R$ 1.000,00 de seu orçamento. Neste caso, pode ser mais interessante aportar menos e adiantar mais parcelas. 

Ou melhor ainda: trocar o carro de R$ 40.000 por outro mais barato (mas infelizmente ainda existe uma exigência implícita de "status" em muitos locais de trabalho, principalmente empresas grandes, de modo que um trainee provavelmente seria mal visto se não tivesse carro ou se andasse em um carro muito barato - a não ser, claro, que tivesse uma boa desculpa, como morar perto do metrô e o trabalho ser próximo de uma estação do metrô - ou usar a carta da "ecologia" para justificar não ter um carro, se ele for bom de lábia).


Em suma: tem muita gente com bom potencial e que passa num programa de trainee de uma empresa grande e depois é efetivada ou passa em um concurso top e começa a ganhar R$ 10K ou mais por mês, mas aí acaba estruturando uma vida que custa R$ 9.999,00/mês, sem aportar, e por isso acaba nunca saindo do lugar e vive de mês em mês.


Forte abraço, companheiros de jornada!

Fiquem com Deus!



(O salário médio de trainee eu estimei com base neste site > https://sejatrainee.com.br/salario-dos-trainees/.)


sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Aportes e Atualização Patrimonial - setembro de 2021

 Salve, salve, confraria, vamos a mais uma atualização patrimonial!

Como sempre, expressa em Coroas, a moeda oficial do blog!


Aumento acumulado de 28,2% desde o início da série histórica. Pequena queda em relação a agosto, mas faz parte do jogo! Este mês eu recupero!

Conforme disse, este foi o primeiro mês "normal" (em julho e agosto recebi férias e 13º, então setembro foi o primeiro mês com o salário "puro")

Tive uns gastos extras (não recorrentes) que me fizeram sacar da poupança, diminuindo assim a minha RE. Mesmo assim, não deixei de aportar em Ações e em FIIs. Só voltarei a aportar na RE quando julgar necessário ou se de alguma forma ganhar um dinheiro extra - os aportes provenientes do salário estou deixando para ações e FIIs. Por enquanto, ainda me sinto confortável com ela, mesmo tendo diminuído este mês.

A soma destes valores dá 197 e não 202 conforme quadro acima. Isso ocorre porque eu ignoro a parte decimal dos valores quando converto o valor em reais para coroas, e neste quadro faço isso ação por ação, de modo que o "erro acumulado" fica grande. O valor total verdadeiro em ações é o do quadro geral. Aqui, considerem somente os valores individuais.
 

Nas ações, a compra do mês foi a empresa Arezzo, uma empresa de roupas, dona de diversas marcas e representante no Brasil de algumas marcas estrangeiras famosas. Roupas são coisas que as pessoas sempre irão comprar, e o setor de moda é um ramo de negócios que está sempre se atualizando, inovando, então julgo que empresas deste tipo tendam a sobreviver no longo prazo. A Arezzo me parece que é gerida desta maneira e muito bem gerida. Vamos torcer para dar certo e que esta ação me renda bons frutos.

Se vocês olharem a cotação, o preço de compra de ARZZ3 pode parecer meio salgado (pelo menos no dia em que comprei parecia), mas, sinceramente, ninguém sabe realmente se está barato ou se está caro. Eu vejo que no mercado brasileiro, quando uma empresa ultrapassa um patamar de preço, a tendência de que ela faça um split é bem alta (lembro de ter visto isso com Ambev e com a Weg, mas certamente houve outras). Pode ser que da próxima vez ela esteja "mais barata" por conta de um split, quem sabe? De qualquer maneira, o importante é ter ações de empresas boas, não importa a quantidade.

Como sempre, não recomendo a compra desta empresa, eu só recomendo que vocês estudem e tirem suas próprias conclusões. 

Abrindo um pouco o jogo em relação a carteira de ações: eu pretendo ter algo entre 15 e 20 empresas. Isso faz sentido? Porque não 21 empresas? Por que não 100 empresas?  Por que não apenas 10? Não sei, por mais racionalmente que tentemos agir, sempre há um espacinho para arbitrariedades, superstições, manias, etc. Eu, por exemplo, por alguma razão gosto muito de números primos (bizarro, né?), então pode ser que eu fique com 17 ou 19 ações. Isso até que faz um pouco de sentido segundo aquela velha Teoria das Carteiras, de Markovitz, que recomenda uma diversificação entre, no mínimo, 15 empresas, para aproveitar este "almoço grátis" que ocorre neste nível de diversificação (menos risco e mais retorno, conforme demonstrado na curva que ilustra esta teoria).

Tem momentos em que eu fico pensando: eu poderia aportar somente em umas 5 empresas, para concentrar bastante o capital e com isso ganhar dividendos maiores destas empresas e ganhar uma bolada maior caso seus preços subam muito... Mas, tem o outro lado da moeda: se elas caírem, perderei uma bolada também, e se as poucas empresas desta carteira hipotética deixarem de pagar dividendos, também me darei mal. 

Uma outra vantagem de ter uma carteira bem diversificada é que aumentam as chances de eu selecionar alguma empresa que vá ter retornos estratosféricos nos próximos anos (hoje em dia está na moda chamar de "ten bagger")



Nos FIIs, as compras do mês foram de VISC11, do ramo de shopping centers, e de HGRU11, um fundo híbrido que possui prédios comerciais e tem como inquilinos, dentre outros, a Ibmec e a Estácio e algumas lojas das redes WalMart e Sam's Club. Também não recomendo a compra de nenhum destes fundos. Estudem sozinhos e tirem suas próprias conclusões. 

Ambos atendem ao meu critério tijolo-multi-multi. 

Estou "quase" completando o "álbum de figurinhas" de FIIs: planejo ter, a princípio, algo entre 10 e 15 FIIs diferentes na carteira, todos conforme o critério acima (embora haja a possibilidade de incluir o FIIB11, que só tem 1 imóvel). Por quê essa quantidade? Não sei... Sinceramente, não sei. Só acho um bom número. Se encontrar outros interessantes, posso aumentar essa quantidade. 


Em relação à Reserva de Valor: ainda não aportei nada, e vou excluir esta parte do quadro geral. Acho que nunca me sentirei confortável em divulgar por aqui esse tipo de investimento. De qualquer maneira, não pretendo ter mais do que uns 5% do patrimônio alocado nesta reserva, então para fins de acompanhamento não vai fazer diferença. 

(Pode ser que eu aproveite o sprite da RV no quadro geral- a taça dourada - para divulgar os investimentos no exterior, quando começarem)


Em relação à renda passiva: este mês ainda recebi cerca de 1 coroa. Comprei os novos FIIs fora da data para receber aluguéis no mesmo mês, mas agora em outubro os aluguéis deles provavelmente vão compor minha renda passiva. Não estou considerando os juros da poupança nessa conta (e nem quero, é melhor que fiquem quietos lá mesmo, é melhor eu nem saber deles para nunca ficar tentado em gastar, não que sejam muita coisa). Desta vez esta 1 coroa foi gasta. Fazer o quê... pelo menos é melhor do que pegar empréstimos ou entrar no cheque especial. Este mês isso será compensado.

Em relação ao trabalho, passei uns estresses sinistros de novo. Minha relação com meu emprego é bem complicada. Estou na busca pelo meu próprio caminho na vida, mas é realmente difícil. Por mais que reclamemos da CLT, a verdade é que ela é confortável, e é muito mais difícil ser autônomo ou ter um pequeno negócio, por mais que tais atividades nos deem um pouco mais de liberdade em relação a horários (mas por outro lado nos tornamos um tanto "prisioneiros" de nossos negócios). Eu tento ver meu trabalho atual somente como um lugar onde ganho meu dinheiro e nada mais, mas confesso que às vezes é muito difícil não levar o estresse e as preocupações para casa. A luta é difícil mesmo, confrades. Ainda estou na busca por uma saída. 

Até concursos estão mais escassos hoje em dia e, mesmo assim, a meu ver não oferecem a mesma segurança de antes. Tenho os dois pés trás em relação a concursos municipais e estaduais (exceto, talvez, para os municípios grandes, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, etc.). Eu teria medo de assumir um cargo destes e ter meu salário atrasado pela prefeitura ou governo de estado, por exemplo, como já aconteceu em alguns estados (sei que já aconteceu no RJ e no RS). Os concursos federais têm a desvantagem de te sujeitar a ir morar em lugares em que eu não gostaria de morar, além da concorrência ser bem maior. De qualquer forma, acho que hoje em dia eu só faria concurso para professor, mesmo. Não sinto atração pelos cargos burocráticos e nem de fiscal - alguns pagam muito bem, mas imagino que seja um dia a dia de atividades bastante ingratas.

Caso algum leitor do meu blog seja concurseiro ou concursado e tiver alguma sugestão de concurso para um cargo que não seja muito burocrata e que dê para sair no horário todos os dias, por favor, comente aí. Certamente existem cargos e órgãos públicos que eu nunca ouvi falar.


Em relação à família: tudo certo, graças a Deus. Isso é o mais importante.

Em relação à saúde: tudo certo, graças a Deus. Isto é muito importante.


Forte abraço, companheiros de jornada! Fiquem com Deus!

sábado, 25 de setembro de 2021

Os maus hábitos do comércio parte 4 - Restaurantes "a la carte"

 Saudações,  confrades!

Inspirado por esta postagem do Pobre Sofredor, escrevi a parte 4 desta série. Desta vez o foco são restaurantes a la carte, especialmente o Outback.

Pela minha experiência pessoal, salvo poucas exceções, ultimamente os restaurantes só têm sabido fazer duas coisas: diminuir o tamanho das porções e aumentar o preço dos pratos. 

Um dos maiores exemplos disso é o Outback, que começou muito bem, com porções imensas em praticamente todos os seus pratos, mas hoje em dia há pratos custando o dobro do que custavam em 2007 (primeira vez que fui nesse restaurante) e com praticamente metade da porção que vinha antes. 


Claro que parte disso é culpa da inflação, mas não acho que justifique dobrar o preço e cortar as porções pela metade.

Como sempre fui um pão duro, eu me lembro de alguns dos preços: o filé mais caro (o Porterhouse) custava R$ 54,00 e era um bife de respeito. Hoje em dia custa mais de R$ 80,00 e dá até pena, de tão magro. 

O filé de tilápia era R$ 24 e era até condizente com o preço (nunca foi um filezão, mas era gostoso e o preço era justo, na minha opinião). Hoje custa mais de 50 reais (mais que dobrou) e na última vez que comi (acho que quando ainda custava uns 30 e poucos reais) estava muito menor, praticamente a metade do tamanho de antes e sem gosto (aliás, muitos restaurantes a la carte que servem filés de peixe usam esta tática suja de servir meio filé e cobrar o preço de um filé inteiro ou mais - fiquem de olho!). 

Sendo assim, no Outback, o filé de tilápia não  vale mais a pena, e na maioria dos restaurantes os filés de peixe em geral não valem a pena. Hoje em dia só como peixe em casa, mesmo.

A costela suína, o carro chefe do Outback, é gostosa, mas tem muito mais osso que carne, enche mais os olhos do que a barriga, e com o preço atual não vale mais a pena, na minha opinião. Até valia antes, mas hoje não dá mais, pelo menos para mim. Hoje custa uns 100 reais, pelo que fiquei sabendo. E imagino que em breve as batatas que acompanham a costela deverão ser pedidas à parte, ou então virão em quantidade bem pequena (muito provavelmente elas já diminuíram).

O que talvez ainda valha a pena são os hambúrgueres, mas mesmo assim eles devem estar custando os olhos da cara, e a porção de fritas que sempre vem acompanhando está cada vez menor, e imagino que não vá demorar muito para elas terem que ser pedidas à parte (notem que antes as fritas vinham no prato, em volta do hambúrguer, e depois passaram a vir em uma caneca de metal, onde cabe muito menos batatas...). Conforme o Pobre Sofredor escreveu em sua postagem, o Outback é no fundo um fast-food gourmetizado

Enfim, não é implicância minha com o Outback. Ainda acho um lugar bacana para ir com os amigos (mas hoje em dia bem raramente, por conta do preço). Na remotíssima possibilidade de que algum executivo do Outback leia meu blog, peço que leve isso como uma crítica construtiva. Peço que pense em outra estratégia de negócio que não envolva diminuir o tamanho dos pratos. 

O que quis ilustrar com este post é que os restaurantes em geral seguem esse padrão: mais ou menos a cada semestre aumentam os preços, diminuem os pratos, e é isso aí. Uma hora a corda arrebenta, mas os que têm mais fama conseguem segurar as pontas por mais tempo, enquanto os pequenos vão à falência mais rápido. Muitos restaurantes hoje em dia vivem de fama.

Conforme escrevi no início da postagem, creio que esta estratégia de negócio dos restaurantes em geral seja motivada principalmente pela corrosão do valor de nosso dinheiro através da inflação, em parte por conta dos impostos e em parte por conta dos custos trabalhistas. Também acho que uma parte disso seja motivada pela mentalidade do empresário brasileiro médio de preferir lucrar vendendo pouco, mas vendendo caro, ao invés de lucrar vendendo muito e barato, conforme descrevi em outros posts desta minha série.

E vocês, caros leitores do blog ? O que acham do Outback? O que pensam a respeito deste triste fenômeno que atinge os restaurantes em geral? 


Forte abraço! Fiquem com Deus!

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Links para os outros posts desta série:

Os maus hábitos do comércio

Os maus hábitos do comércio - parte 2

Os maus hábitos do comércio - parte 3

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Analisando criptomoedas - Bitcoin Cash

Saudações, confrades, para mais um pequeno post de minha série sobre criptomoedas. 

Analisarei por alto, bem por alto, o bitcoin cash (BCH).

Em minhas pesquisas, verifiquei que o mundo das criptos é ainda mais tomado por emoções do que o mercado de ações,  com direito a entusiastas da criptomoeda "A" invadirem o fórum dos entusiastas da criptomoeda "B" para xingarem, falarem que a moeda B não presta, está fadada ao fracasso  etc. E os entusiastas de muitas moedas fazem análises muito baseadas em "wishful thinking". 

Enfim,  é bem difícil encontrar informações confiáveis a respeito de muitas criptos por aí.  Com tantos especialistas em criptomoedas escrevendo nos fóruns de internet que existem por aí,  fica até difícil acompanhar o ritmo do fluxo de informações...

Assim, o foco da análise deve se restringir ao white paper de cada projeto. 

E no caso do BCH, pelo que vi ele não tem um white paper próprio, em todo lugar que procurei apontavam o  whitepaper do BTC como sendo sinônimo do whitepaper do BCH... caso eu esteja errado, peço que algum leitor mais entendido me corrija. Nem na página oficial do BCH encontrei isso.

 Pelo visto a única diferença entre as duas moedas é o tamanho do bloco.

- Lançado em agosto de 2017, o Bitcoin Cash (BCH) foi um Hardfork do Bitcoin feito com o intuito de acelerar as transações (aumentar o número de transações por segundo possíveis de serem feitas usando blockchain).

- o BCH tem um tamanho de 32 MB de bloco — em oposição ao 1 MB do Bitcoin. quanto maior o tamanho do bloco, mais rápida é a rede, pelo que entendi, então o BCH faria transações mais rápidas que o BTC.

- Uma frase que vi muito ser repetida por aí é  a seguinte: "Se compararmos o BTC com o ouro, o BCH seria como o PayPal, ou seja, está mais para um sistema de pagamentos do que para uma moeda,  ou então ele combina moeda + sistema de pagamentos" - não entendi muito bem a comparação. O BCH  é como se fosse o paypal por que é mais rápido? É isso?

- Assim como o BTC, o BCH possui um limite de emissão de 21 milhões de unidades, o que é uma boa medida de proteção contra inflação, na opinião deste que vos escreve. Mas óbvio que  só isso não determina o valor da moeda.

- Uma coisa que me chama atenção é que (ao menos no momento em que estou escrevendo este post) nem toda Exchange brasileira  disponibiliza BCH em sua lista de moedas disponíveis para compra e venda, e ao mesmo tempo disponibiliza outras moedas, tokens e fan tokens não tão conhecidos assim.  Não sei se isso é um indicativo de que tais exchanges não vejam o BCH com bons olhos, mas acho no mínimo estranho.

- se a diferença entre BTC e BCH é só o tamanho do bloco  então porque dizem que uma vai dar certo e a outra não? A diferença já não é mais só essa? O problema é a equipe que está por trás do BCH? São perguntas sinceras... 


Alguns dos sites que consultei (Não guardei todos):

https://www.moneytimes.com.br/bitcoin-cash-bch-esta-a-altura-do-bitcoin-btc/

https://www.sfox.com/blog/is-bigger-better-how-to-evaluate-bitcoin-cash-based-on-block-size/

O que acham dessa cripto? Já vi muitas opiniões negativas por aí. Mas, opinião negativa por opinião negativa, até sobre ouro as pessoas têm.

Forte abraço,  amigos de jornada rumo à TF! 

Fiquem com Deus!