sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Aportes e Atualização patrimonial - setembro de 2022

Salve, salve confraria, vamos a mais um post de atualização patrimonial, na disciplina.

Chegamos ao fim do mês de setembro do ano de 2022 de Nosso Senhor. Setembro foi um mês especial, pois o país celebrou o bicentenário de sua independência!

Segue o quadro com o resumo do patrimônio, com os valores expressos em Coroas, a moeda oficial do Mago Economista:


Aumento acumulado de 175,6% desde o começo da série histórica, em junho de 2021. O que importa é aportar todo mês, em ativos diversificados, e de valor (empresas que dão lucro e com pouca ou nenhuma dívida, FIIs e REITs com bons imóveis, etc.)

Tive gastos extras este mês, e por isso o aporte foi menor do que o normal, mas mesmo assim Deus foi muito bom comigo e permitiu que meu patrimônio ainda crescesse em relação ao mês anterior.

Segue o gráfico comparando o patrimônio total mês a mês, desde junho de 2021. Se Deus quiser, na atualização de dezembro, que será postada em janeiro, direi que alcancei a marca das 3.000 coroas:



Agora, destrinchemos os aportes do mês. Vocês irão notar que, embora eu tenha postado aquela reflexão sobre a dicotomia (?) busca por renda X busca por valor, eu aportei em 2 FIIs e em apenas 1 ação em setembro, e tal ação é "de dividendos". Cheguei à conclusão de que, para mim, a busca por renda só será ruim se eu aportar em ativos fundamentalmente ruins unicamente pelo fato de estes estarem com um dividend yield (DY) alto.

Como sempre, relembro que nenhum ativo mencionado neste blog e/ou em seus comentários é uma recomendação de compra! Os meus métodos  de escolha de ativos são bem pouco ortodoxos (borra do chá, dardos, jogada de dados, tarô, etc.) e só funcionam para mim. Estudem sozinhos e escolham por conta própria aonde irão investir! Não confiem em dicas de anônimos da internet, senão irão perder seu suado dinheiro!

Ações - este mês aportei na Taesa S/A (TAEE3), empresa "privada" do ramo de energia elétrica (o sócio majoritário (37%) é a CEMIG, a qual por sua vez é controlada (51%) pelo governo estadual de Minas Gerais, o que faz com que a Taesa seja de certa forma controlada pelo estado de Minas Gerais, a terra do pão de queijo). Mesmo assim, gosto do setor, que considero tranquilo por conta da relativa estabilidade das receitas. Com isso agora tenho 28 ações na carteira.






FII - o aporte do mês foi em JSRE11, fundo de escritórios focado em imóveis corporativos de alto padrão, e em VILG11, fundo de logística. O critério foi que ambos eram os que estavam mais defasados em minha carteira antes do aporte. Os próximos aportes seguirão esta lógica que já venho seguindo há um tempo,  de aportar nos fundos mais defasados da carteira. Por enquanto, permaneço com 15 FIIs no portfolio, e nenhuma vontade de vender nenhum deles:





Renda Fixa - fiz um pequeno aporte na Reserva de Emergência. Por mais que a literatura financeira seja "unânime" em dizer  que o ideal na renda fixa são os títulos públicos de maior prazo possível, eu continuo desconfiado de nossos títulos do tesouro. Aqui os títulos de maior prazo são os de 30 anos, e eu acho que 30 anos é tempo demais no Brasil... somos um país bastante instável e com um histórico não muito bom no que tange às finanças. MUITA coisa pode mudar no Brasil em 30 anos... 


Exterior - sem aportes este mês. Faz parte do jogo. Como escrevi acima, tive gastos um pouco maiores do que o normal este mês e optei por não aportar no exterior. Sendo assim, a carteira permanece a mesma do mês passado. Notei que todas as stocks e REITs que possuo sofreram quedas em seus preços, mas por outro lado o dólar está mais caro (R$ 5,41 no momento em que escrevo).


Reserva de Valor - sem aportes este mês, pelo mesmo motivo supracitado. Vi o BTC ficar abaixo dos 100 mil reais em mais de uma ocasião este mês. Cada vez mais acho que o rei está nú e que meu "bilhete de loteria" estava vencido. Veremos...


Renda Passiva - em Setembro recebi 6,3 coroas. O segundo melhor mês até o momento, impulsionado pela distribuição excepcional de resultados do FII ALZR11, o qual vendeu um imóvel de seu portfolio. 

Em relação aos dividendos e JCP, foi um mês relativamente fraco na minha carteira (das 6,3 coroas recebidas de renda passiva, apenas 0,5 coroa foi oriunda de JCP e dividendos): recebi JCP de Itaú,  Bradesco, Banco do Brasil, Cielo, Totvs e M.Dias Branco. 

Notem que o mês foi "fraco" porque minha quantidade de ações em cada uma destas empresas é relativamente pequena, mas por outro lado, há de se atentar ao fato de que foram 6 empresas me pagando. Mesmo excluindo Itaú e Bradesco, que pulverizaram seu pagamento de dividendos pelo ano inteiro, ainda haveria 4 empresas de minha carteira distribuindo resultados. 

É como eu sempre digo aqui: diversificando bastante, a tendência é de "sempre" haver alguma empresa te pagando dividendos ou JCP ("sempre", entre aspas, porque nada é garantido, nada impede que todas as empresas da minha carteira tenham prejuízo e não paguem dividendos, por exemplo! Mas batam 3 vezes na madeira aí,  pessoal!)

Fico feliz vendo o gráfico da evolução de minha renda passiva! Cada Coroa ganha me torna menos dependente de meu emprego, e me aposenta um pouquinho mais a cada mês, me tornando cada vez mais livre!


E com isso, o patrimônio da Mago S/A está assim dividido:



Generalidades

- a grande notícia do mês foi a morte da Rainha Elizabeth II, provocando enorme comoção mundial e uns poucos imbecis sem alma comemorando o fato, não apenas no Brasil, mas em vários países.  

Setembro foi um mês especial, pois o país celebrou o bicentenário de sua independência, conforme escrevi na abertura do post. É uma pena que, por razões da guerra fria que vivemos no âmbito político, tal evento não tenha sido tão comemorado quanto merecia, e que o Banco Central e a Casa da Moeda tenham feito apenas uma tímida emissão de moedas comemorativas... poderiam ter feito um desenho diferente da moeda de 1 real, tal qual nas olimpíadas de 2016, ou algo assim. Uma pena para os numismatas. 

- O pessoal que curte geopolítica tem dito que estamos caminhando para um mundo multipolar, com o enfraquecimento dos EUA (eles têm enfraquecido desde pelo menos os governos do Obama) e fortalecimento da China e da Rússia. Já há muitos anos (desde 2011, eu acho), que eu leio a respeito das tentativas de se criar um bloco comercial oriental onde o dólar não seria usado como moeda de troca. Este assunto tem surgido com mais frequência agora.

- Estão surgindo algumas teorias interessantes a respeito do ouro. Tenho lido a respeito do mercado de títulos de ouro e de prata e de como tais títulos têm sido usados para manipular os preços destes metais, mantendo-os artificialmente baixos... seria isto uma "teoria da conspiração"? Também já li a respeito da compra de ouro por governos dos países orientais, para fazer estoque... Será que presenciaremos a volta ao padrão ouro, pelo menos no comércio internacional? 

- Eleições este domingo. Como será que a bolsa irá reagir na semana que vem? E o dólar? Será que teremos grandes oportunidades ou será que vai encarecer tudo? Não assisti nenhum debate, e não tenho acompanhado nada a respeito dos candidatos a nenhum cargo.

- Este mês não consegui postar... Vou ver se agora em outubro consigo publicar pelo menos mais um post além da atualização patrimonial. 


Forte abraço, companheiros de jornada!

Fiquem com Deus!


quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Aportes e Atualização Patrimonial - agosto de 2022

Saudações, confraria da blogosfera das finanças!

Agosto terminou, e adentramos o último terço do ano! Não sei quanto a vocês, mas para mim o ano está voando, até mais do que 2021!

Vamos para o post mensal de atualização patrimonial. Como sempre, expresso em Coroas, a moeda oficial do blog, criada para facilitar o acompanhamento da evolução em termos percentuais:


Aumento acumulado de 164,4% desde o começo da série histórica, em junho de 2021. Será que até dezembro eu chego no patamar de 3000 coroas?
O valor total em ações (717 coroas) está bem próximo do valor da RE, e bem próximo do valor total do patrimônio no início da série histórica (1.000 coroas). Ainda falta um pouco, mas vai chegar o momento de aumentar a proporção de renda fixa na carteira. O problema é no que aportar...

Segue o gráfico com o histórico:


Agora vamos às movimentações do mês, sempre lembrando que nenhum ativo mencionado neste blog e/ou em seus comentários é uma recomendação de compra! Não siga dicas de anônimos na internet,  estude por conta própria e escolha onde vai investir! O meu critério de seleção de empresas é bastante heterodoxo: uma vez por mês eu escrevo o nome de algumas empresas em papeizinhos, colo em um alvo na parede, e atiro dardos. Aquelas que eu acertar são as que eu comprarei.

Ações - os aportes do mês foram:

Romi S/A - indústria fabricante de máquinas-ferramentas (tornos, fresas, injetoras, etc.), um setor que considero bastante interessante. Seria melhor se o Brasil tivesse mais empresas desse tipo e fosse realmente um exportador de máquinas, reconhecido mundialmente por isso... Mas isso ainda vai demorar umas décadas para acontecer.

Energias do Brasil S/A - empresa privada do setor elétrico, dona de usinas, direitos de transmissão, entre outros ativos ligados à área.

Além dos aportes, vendi minha participação em PARD3 (com prejuízo de incríveis 5 reais) e utilizei o valor da venda para comprar mais ações da Fleury (ia dar na mesma se eu esperasse a conversão das ações).

Com isso, agora tenho 27 empresas na carteira, sendo 3 na segunda divisão e 24 na carteira All Stars:



FIIs - Mais um mês sem encontrar outro FII para a carteira, que permanece com 15 FIIs. Sinceramente, estou com preguiça de procurar... mas vou continuar insistindo, sem pressa, e não vou acrescentar outro FII na carteira  "só por acrescentar". 

O aporte do mês foi em RBVA11, o fundo que estava mais defasado na carteira de FIIs. Outrora um fundo de agências bancárias,  o gestor está aos poucos mudando para o segmento de renda urbana / varejo. Por enquanto as receitas do fundo ainda são oriundas, em sua maioria, do Santander e da Caixa. Vamos acompanhando o trabalho da gestão.



Barrinhas cada vez mais equilibradas... o próximo aporte será em algum daqueles FII que estão na casa dos 4%


Exterior - A stock do mês foi a Alphabet Inc. (Google), empresa que dispensa apresentações, aproveitando o split recente (antes custava quase 3.000 dólares por ação - preço totalmente inviável para mim e para 99% dos brasileiros que investem no exterior...). 

O REIT do mês foi o Gladstone Commercial, um REIT que aqui seria um FII "híbrido", dono de 129 imóveis, dos segmentos de escritórios, indústria, data centers e galpões logísticos, bastante diversificado geograficamente (27 estados americanos) e também diversificado quanto ao tipo de negócios de seus inquilinos. Lendo a página do REIT na internet, me parece que ele quer ampliar seus negócios para a área agrícola, poia está no momento contratando pessoas com experiência na área agrícola ...


Vejam o quadro abaixo com minha carteira no exterior (valores em Coroas):

Tá ficando bonito...
Renda Fixacontinuei sem aportar, e ainda precisei sacar um pouco da RE este mês. Normal!

Reserva de Valor - aportei um pouco em BTC, com o preço na casa dos 110K reais. Meu preço médio continua alto, mas estou conseguindo abaixar até que rápido. BTC sofreu uma queda de uns 60% nos últimos 6 meses. Será que o rei está nu? A teoria mais aceita no momento é a falta de liquidez no mercado por conta dos juros dos EUA, o que diminui o dinheiro disponível para que investidores institucionais aportassem em ativos de alto risco como as criptomoedas em geral. 

De qualquer maneira, BTC ainda pode ser usado praticamente em qualquer lugar do mundo, então está valendo para reserva de valor neste sentido. Mas não sou hipócrita e sempre vou admitir que encaro isso mais como um bilhete de loteria sem prazo de validade.

Renda Passiva - Este mês recebi 5,3 coroas. As empresas que me pagaram dividendos foram a Klabin, Wege, Fras-le, Grendene, Eztec, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco. Este foi o 3º melhor mês até o momento! 

Família, saúde, lazer, estudos, etc.

Tudo bem com a família, graças a Deus! 

Continuo estudando para concursos. Aquele curso de macros de excel está meio parado (me julguem), até porque o assunto é bastante árido. Acho que só gosto de programação para fazer joguinho mesmo, e não para fazer coisas "sérias". Mas não vou abandonar o curso de macros, sei que é importante.

Uma boa foi que este mês consegui voltar a correr (média de duas vezes por semana, uns 3km de cada vez... aos pouquinhos vou aumentando). No meu auge eu corria em média uns 5km todo dia. Não devo conseguir correr todo dia agora,  mas se eu recuperar meu patamar de 5km pra mim já está ótimo.

Generalidades

- inflação nas alturas... o preço de uma garrafinha de água de coco numa pracinha perto de onde moro está na casa dos 10 reais! Estou sinceramente pensando em largar o emprego para virar vendedor de água de coco em alguma pracinha por aí...

- é incrível como que por aqui até o Mcdonald's é um restaurante "gourmetizado"... se você comprar comida para duas pessoas você gasta fácil, fácil,  uns 80 reais. Esse não deveria ser o preço de um fast food. Parte disso são os impostos e custos trabalhistas, é claro, mas também tem uma boa parte nesse preço que é por causa do fato do brasileiro aceitar pagar caro por qualquer produto, sem questionar. 

- Mas engraçado que para pagar por serviços o pessoal costuma achar qualquer coisa caro, e isso ferra muito os autônomos e freelancers  - por exemplo, tem uns loucos por aí que aceitam dar aula particular de inglês cobrando apenas 10 reais a hora, e isso dificulta as coisas para mim na hora de cobrar os meus 100 reais... sorte que eu não dependo disso (e nem estou com tempo agora), mas sempre é bom ganhar uma grana extra.

- Outro causo que aconteceu comigo, faz uns 3 anos, e que tem algo a ver com o que escrevi acima: em um site de freelance, encontrei um anúncio pedindo para traduzir um livro do inglês para o português, e acho que o livro tinha algo entre 80 e 100 páginas. Não lembro o prazo. Me inscrevi cobrando 500 reais pelo trabalho (achando pouco) e minha proposta não foi aceita. Das duas uma: ou o solicitante achou barato demais e não me aceitou, por desconfiar da qualidade do serviço, ou alguém ganhou menos de 500 reais para traduzir um livro inteiro. Acredito mais na segunda opção. Na boa, se eu tivesse pego este trabalho por, digamos, 300 reais ou menos, eu simplesmente jogaria o texto no google tradutor e, no máximo, "apararia as arestas"... Por falar nisso, alguém tem algum site de freelance para recomendar?


Bem, por enquanto é isso.  Até o próximo post!

Forte abraço, companheiros de jornada!

Fiquem com Deus!

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Investir buscando Renda ou Crescimento? Onde estará o equilíbrio?

Saudações,  confrades!

Escrevi este post baseado em um comentário que deixei recentemente no  blog do colega Viver, Viajar e Investir:

A questão Renda × Crescimento é algo que divide mesmo a comunidade das finanças. 

Eu mesmo fico na dúvida em diversos momentos sobre o que é mais importante (vide meu último post, em que eu falo da tentação de passar a investir só em FII para acelerar o crescimento da renda passiva). Priorizar o crescimento do valor ou o crescimento da renda.

Acho que isso pode ser meio que uma armadilha. 

A tentação de só aportar em FIIs por um tempo para aumentar a renda passiva mais rápido  é grande, mas é necessário resistir, até porque na real só tendo um patrimônio bem grande é que se começa a receber uma renda passiva realmente considerável, e neste ponto eu acho bastante provável que a pessoa que possui tal patrimônio não aceitaria viver com a renda passiva gerada, pois para ela seria uma renda pequena demais, uma renda aquém de seu padrão de vida. 

Raciocinando, se formos levar esta questão para um extremo de aportar em um só FII, e também para simplificar os cálculos, seria necessário ter aportado algo em torno de 164K reais em HGLG para receber 1 salário mínimo por mês de aluguel, considerando a cotação atual e o valor do aluguel que tem sido distribuído por cota (cotas na casa dos 164 reais e os aluguéis têm sido de R$ 1,10 por cota)

Eu acho que uma pessoa que consegue aportar 164K reais provavelmente não conseguiria viver com esse salário mínimo que receberia de aluguéis todo mês:  teria que continuar aportando para aumentar essa renda passiva, pois seu padrão de vida muito provavelmente é superior ao salário mínimo. 

Para receber 10K por mês (valor considerado um "santo graal" da finansfera), seria necessário 1,6 milhão aportado no HGLG.

Se o investidor diversifica, então ele tem muito mais de 1,6 milhão , pois não estaria aportando só no HGLG, então 10K por mês provavelmente é pouco dinheiro para um cara assim. Se ele não diversifica, e o 1,6 milhão representa todo o dinheiro dele, será que ele aguenta ter tanto dinheiro em um só ativo de renda variável?

Embora eu ache meio exagerada a forma como o Bastter trata os dividendos (com certo desprezo), eu entendo o ponto dele: não devemos escolher ativos pelo DY, pois esta busca por altos DY geralmente resulta em, ironicamente, menos renda passiva no futuro, tendo em vista que altos índices de dividendos ou aluguéis geralmente escondem riscos mais altos inerentes aos ativos em questão (vide o caso emblemático da Eletropaulo...)
Acho que diversificando bastante aumentamos as chances de aportar em empresas tenbaggers e até hundredbaggers, além de ter sempre alguma pagando dividendo, como eu já escrevi aqui diversas vezes.

Simulei aqui com a minha carteira, dividindo todo o valor em minha carteira de FIIs, mantendo as proporções atuais em cada fundo e considerando que compraria as cotas pelo meu preço médio atual em cada FII. 

Na simulação eu receberia uma renda passiva mensal de 19 coroas, praticamente o triplo da renda passiva que recebo atualmente.

Se eu colocasse tudo no HGLG, por exemplo, eu receberia umas 15,5 coroas, e se fosse no HGBS, seriam umas 16,5 coroas (vejam que a diversificação me faria ter uma renda passiva superior... então nem sempre é verdade a história de que diversificando reduzimos a renda)

Isso seria suficiente para eu pedir demissão e procurar um emprego mais tranquilo? Não, ainda não seria, e acho até melhor assim, pois a tentação para fazer isso agora mesmo seria demais, e não seria bom fazer isso às pressas.

Enfim, confrades,  apenas uma reflexão. Atualmente estou convencido de que o mais importante é focar no crescimento do valor do patrimônio,  e não perseguir renda passiva (a qual pode acabar sendo conquistada justamente por causa do aporte em valor... empresas boas tendem a continuar boas), mas volta e meia sou "atormentado" pela tentação de focar na renda para aumentar meu poder de aporte a curto prazo ou para poder ficar em um emprego mais tranquilo. 

Espero que eu continue focando em valor e vença a tentação!

Forte abraço,  companheiros de trincheira! Fiquem com Deus! 

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Aportes e Atualização Patrimonial - julho de 2022

Salve, salve, confraria da gloriosa blogosfera das finanças, para mais um post de atualização patrimonial!


Este mês deve ter sido o meu recorde em número de ativos aportados. Conforme veremos a seguir, foram 9 ativos diferentes. Claro que isto só foi possível por causa da parcela do 13° e da restituição do IR.


Créditos dos sprites: 3D Realms e Moonlit Software (Sprites pertencentes ao jogo Hocus Pocus, produzido em 1994 pela antiga Apogee, atual 3D Realms. O jogo encontra-se à venda por 8 reais na Steam)

Patrimônio no fim de julho equivalente a 2.426 Coroas. Aumento acumulado de 142,6% desde o começo da série histórica em junho de 2021. 

Devo terminar o ano quase nas 3.000 Coroas (se a bolsa e o dólar forem bonzinhos comigo, é claro). 

O aumento acumulado foi fácil porque o patrimônio inicial era quase nada, e é muito fácil dobrar o nada. 

Notem que o valor aportado em FIIs está se distanciando do valor aportado em ações, como eu havia planejado. Por mais que eu goste e valorize a renda passiva dos FIIs, entendo que eles precisam ter uma participação na carteira inferior à das ações. 

(Mas por outro lado, a cada dia cresce mais a tentação de socar o maior dinheiro possível em FIIs para aumentar a renda passiva mais rápido e ficar menos dependente do salário. Até agora tenho resistido a esta tentação...mas, até quando?)

Confiram abaixo o gráfico da evolução patrimonial desde o começo da série histórica (patrimônio inicial de 1.000 Coroas, em junho de 2021)


Como sempre, nenhum ativo mencionado neste blog ou em seus comentários é uma recomendação de compra! Eu não recomendo investimento nenhum para ninguém, pois não sou um profissional qualificado de investimentos. 

Sou apenas um investidor amador que seleciona em quais empresas irá investir com base no resultado de uma jogada de dados (desses de 6 faces mesmo, que vendem em tabacarias, geralmente em conjunto com baralhos)!!!!


 Ações - este mês as empresas escolhidas foram: 

Localiza - empresa de aluguel de carros e gestão de frotas (a maior desse ramo na América do Sul). Acho que este é um tipo de negocio com tendência de crescimento para o longo prazo, à medida que se torna cada vez mais caro possuir um carro próprio (triste realidade)...

Klabin SA - empresa de fabricação de papel e outros produtos a base de celulose. Por ser bastante cíclica, a classifiquei como sendo da 2ª divisão.

Tupy SA - empresa de fabricação de peças em ferro fundido para caminhões e  motores em geral, com atuação multinacional.

Além disso, aportei um pouco mais em Grendene e Odontoprev, que estavam mais defasadas em relação às outras empresas do portfolio da Mago S/A. Com isto, a carteira agora possui 26 ações, sendo 23 na carteira All Stars e 3 na 2ª Divisão. Confiram no quadro abaixo (valores em Coroas):



A busca pelo equilíbrio destas barrinhas... Próximas compras provavelmente priorizarão B3SA3 e WIZS3. A Embraer... ainda não sei, mas vou deixar de lado por enquanto.

FIIs- Ainda não encontrei outro FII para compor minha carteira (mentira, nem procurei esse mês) então reforcei meu aporte no FIIB11, fundo da área industrial e de gestão passiva, mono imóvel porém multi-inquilino. Fora isso, participei da subscrição de cotas do ALZR11 (tijolo, multi-imóvel, multi-inquilino).

Com estes aportes, o FIIB11 e o ALZR11 acabaram ocupando a 2ª e 3ª posições na minha carteira de FIIs. Os próximos aportes manterão o padrão e se concentrarão nos que estiverem mais defasados (a não ser que eu encontre outro FII para aportar). 

Pretendo escrever um post para refletir sobre minha carteira de FIIs.

Confiram no quadro abaixo (valores em Coroas):


Aos poucos as barrinhas vão ficando mais equilibradas!


Exterior - Não lembro a quanto peguei o dólar para fazer esse aporte, mas foi na casa dos R$ 5,40. 

A stock do mês foi a Paychex Inc., empresa especializada em fazer sistemas de processamento de folha de pagamentos de empresas, gestão de RH, entre outros serviços para clientes institucionais, e o REIT do mês foi o Weyerhaeuser Co, do ramo florestal (ele planta árvores para produção de celulose). É um setor bastante cíclico, mas acho interessante. Não li isso nos relatórios,  mas acredito que ele possa diversificar com licenças para caça e também explorando turisticamente suas florestas (há outros REITs deste setor que fazem isso). 

Confira os ativos da minha carteira no quadro abaixo (valores em Coroas):


Embora eu goste muito de receber renda passiva, até o momento dei prioridade às stocks em detrimento dos REITs. Pode ser que uma hora isso se reverta, mas por enquanto é isso.

Renda Fixa - mais uma vez empurrei com a barriga, pois não me sinto à vontade aportando em tesouro selic, tesouro IPCA, etc. Somente foram reinvestidos os juros da caderneta. Contabilmente, o dinheiro separado assim:

RE = 900 coroas

Reserva para comprar imóvel ou terreno em cidadezinha de interior e viver que nem um redneck = 219 coroas


Maybe one day...

Eu no futuro, vendo meus filhos trabalhando na nossa fazendinha (as roupas esfarrapadas e remendadas demonstram o desapego para com as coisas mundanas e a renúncia à vaidade, defendida aqui no blog)

Reserva de valor - sem aportes este mês. BTC abaixo de 120K bolsonaros no momento em que escrevo. Talvez compre um pouco em agosto, mantendo a regra de não ultrapassar 5% do patrimônio.

Renda Passiva - Este mês recebi 5,8 coroas. Ainda não bati o recorde de 7,8 coroas (que recebi em maio), mas este foi o 2º melhor mês até agora. Como não saquei dinheiro nenhum da RE, posso dizer que o valor foi totalmente reinvestido (uso a corretora do meu bancão, então os dividendos e aluguéis caem na conta-corrente). 

Parte deste valor é explicada pela distribuição de resultados acumulados do HGLG, o qual pagou incríveis R$ 3,30 por cota. As ações que me pagaram dividendos e JCP no mês foram Arezzo, Engie, Renner, B3, OdontoPrev, Itaú e Bradesco. 

Como eu sempre digo por aqui, este é outro lado bom da diversificação: a tendência é que sempre haja algumas empresas te pagando algum dividendo praticamente todo mês (óbvio que não é garantido, mas vocês entenderam), e mesmo que o DY de algumas seja "baixo", acho que isso acaba sendo compensado pela quantidade de empresas pagando.

(não que o DY seja um bom indicador para analisar empresas) 


A renda passiva que recebi do exterior, até o momento, é bem baixinha, tanto que nem me incomodo em calculá-la e somá-la com a renda passiva no país para compor o gráfico acima. Além disso, ela é 100% reinvestida, pois fica na corretora nos EUA. 

Os juros nos EUA são tão baixos que os aluguéis pagos por REITS e os dividendos das stocks costumam ser bem baixos também, e o preço de cada ação e cada quota de REIT é bem alto em comparação com os dividendos pagos. Com isso, a renda passiva no exterior cresce bem mais devagar que a renda passiva no Brasil.

E com isso o patrimônio da holding Mago S/A fica assim distribuído:

Top 5 posições: HGLG, FIIB, ALZR, EGIE, Colgate

Trabalho - mês de estresse e sofrimento intensos, pois cobri as férias de um colega. Sem mais comentários. 

Família e Saúde  - tudo bem, graças a Deus.


Generalidades

- O clima está se acirrando para as eleições, mas não estou sentindo tanto porque tenho conseguido me manter afastado das redes sociais. Vamos ver como que vai ser nos próximos meses. Em 2018 havia um clima de otimismo, e agora está um clima de guerra, na minha opinião.

- Este ano também tem eleições estaduais, as quais são, a meu ver, mais importantes que a de presidente, pois o governador do seu estado acaba tendo mais influência no seu dia a dia do que o presidente. E as eleições de prefeito, que ocorrerão daqui a 2 anos, são ainda mais importantes. E acho que mais importante ainda são as eleições do legislativo. No entanto, o que gera mais torcida e discussões acaloradas é a eleição pra presidente. 

- Alguém ainda fala na guerra na Ucrânia? Já acabou? Não vejo mais ninguém comentando nada a respeito. Não leio notícias de nada há muito tempo!

- Criptos continuam em baixa. Ainda dá para reduzir bastante meu preço médio, mas em julho não tive saco. Quem sabe em agosto?

- Selic a 13,25% atraindo a galera para a renda fixa...

 - Estou pensando em criar um blog paralelo para publicar textos mais voltados à área de teologia. É uma ideia que estou amadurecendo.


Forte Abraço, companheiros de trincheira!

Fiquem com Deus! Que o Senhor os abençoe e agosto seja muito melhor do que julho!

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Sobre dar esmolas

Esse é um questionamento que eu me faço todos os dias, principalmente no caminho de ida e de volta do trabalho. 

Há uma multidão de mendigos em todos os lugares. 

Inúmeras senhoras com bebês no colo pedindo esmolas em portas de bancos, na saída de igrejas, na saída de restaurantes,  e por aí vai.

Velhinhos com roupas esfarrapadas vendendo bilhetes de loterias, doces, ou até mesmo estendendo toalhas na calçada para vender sucata que conseguiram catar no lixo de alguém (já vi venderem de tudo: relógios, sapatos, cabos USB, carregadores de celular, livros velhos, quadros, bugigangas em geral, etc.)

Além disso, nunca vi tantas crianças vendendo doces na rua... às vezes elas são tão novas que nem falam direito, ainda.

Vejo quase todo os dias pais de família contando historias tristes sobre como ficaram desempregados na pandemia, perderam tudo e agora precisam se humilhar para ganhar o pão de cada dia.

Eu tento ajudar o máximo que eu posso. 

Nem eu nem ninguém tem condições de ajudar todos. 

E, mesmo ajudando somente com algumas moedas, o número dos que posso ajudar ainda é pouco. 

E tem vezes que eu opto por não ajudar. 

Isso às vezes me deixa triste. 

Devemos tentar ajudar a todos os que aparecem em nosso caminho? Ou realmente é justo avaliar de alguma maneira e selecionar os que serão ajudados? 

Por exemplo, tem vezes que eu penso "ah, esse cara poderia trabalhar ao invés de pedir esmola, então não vou dar dinheiro" - mas a questão é: ele realmente deveria estar trabalhando, mas será que ele tentou e não  conseguiu? Será que simplesmente ninguém dá emprego para ele? Dependendo da pessoa, de seu nível de escolaridade, etc, é bem difícil conseguir um emprego. E mesmo que o sujeito vire um "autônomo" nas ruas  (catador de sucata, vendedor de paçoca, etc) será que ele não precisa complementar a renda pedindo esmolas?

Quanto será que dá pra tirar por mês vendendo paçocas na rua? Vendendo sucata?

Dizem que existem pessoas que estão na rua porque querem, e que realmente "trabalham" pedindo esmolas (e dizem que, dependendo do local, dá pra tirar mais que R$1.500,00/mês). Não posso afirmar se é verdade, mas acredito que no mínimo é plausível que haja pessoas vivendo assim. 

Imagino que haja também aqueles que se acomodaram e desistiram de correr atrás de melhorar suas vidas (o ser humano é capaz de encontrar zonas de conforto em quase todas as situações...) e aceitaram suas condições de miséria.

Mas em suma, independente do que dizem sobre alguns moradores de rua... será que este pensamento de não dar esmola porque o pedinte poderia estar trabalhando é um pensamento justo? Será que devemos de algum modo filtrar os que realmente necessitam e evitar os espertalhões?

Eu não tenho a resposta. Será que alguém tem?

Eu tento ajudar sempre que posso, nem que seja com uma moeda, ou até comprando um lanche numa padaria. 

Enfim, apenas uma reflexão que tive após passar por um caminho repleto de mendigos. É muito triste a situação do Brasil, como um todo.

sábado, 16 de julho de 2022

O dinheiro precisa ser um meio, e não um fim

 Saudações,  confraria da melhor blogosfera do Brasil!

Post reflexivo, para me ajudar a manter o foco no que é importante!



Nós da finansfera brasileira falamos (escrevemos) bastante sobre finanças,  aportes, trabalho, e por aí vai. Temos um conhecimento acima da média brasileira no que tange a finanças pessoais (não que isso seja muita coisa) e a assuntos correlatos.

Eu iniciei este blog inspirado no Viver de Renda, como já disse em outras oportunidades aqui, e comecei com a intenção de escrever posts técnicos de finanças,  falar sobre modelos de precificação de ativos, modelos econômicos, econométricos, etc., do jeito que o VdR costumava escrever no começo do blog dele.

Em parte isso também foi porque quando iniciei o meu blog eu tinha acabado de fazer uma pós graduação (MBA), por ordem da empresa onde trabalho, e meu TCC foi um estudo de caso de derivativos - ou seja, na época eu estava com a matéria fresquinha na cabeça e bastante motivado com o assunto (eu acreditava que iria trabalhar com isso na firma, mas acabei não indo para esta área... um assunto para um post futuro, talvez).

Enfim, feita esta introdução,  eu vos digo que observo muito este comportamento internet afora (não apenas na finansfera) e quando o assunto "finanças" surge numa conversa na vida real: em geral, as pessoas que investem parecem que vivem em função de otimizarem seus investimentos .

Eu já li diversas discussões em seções de comentários de blogs e em fóruns de finanças sobre rebalanceamentos minuciosos de carteiras pessoais, controles "milimétricos" do risco, buscas quase obsessivas por "alfa", um forista tentando provar que está mais certo que o outro,... enfim, acho que quando estudamos demais esses assuntos perdemos o foco do que é mais importante (e "o mais importante" é diferente para cada um).

Como o título do post sugere, o que quero dizer é que é importante não perdermos o foco das coisas reais e que realmente têm significado além do mundo material, e não podemos tratar o dinheiro mais do que como uma ferramenta, senão ele nos domina.

E domina tanto no lado "pequeno" (economias obssessivas de moedinhas de cinquenta centavos), quanto no lado "grande" (aquela eterna busca - que geralmente leva à frustração- por aquele 1% a mais de retorno que, a não ser que você seja multi milionário, não vai fazer muita diferença na vida).

E quando paramos pra pensar, percebemos que muitas coisas que buscamos, fazemos e estudamos são para ganhar mais dinheiro, como se não houvesse outro propósito além disso.

Até  esses papos de "desenvolvimento pessoal" geralmente acabam caindo nesse lugar comum. 

 vi pessoas desistindo de aprender determinadas habilidades e conhecimentos "porque não dão dinheiro", ou deixando de fazer coisas "para não gastar dinheiro". 

Se colocarmos as coisas na perspectiva do tempo, que é o recurso mais escasso de nossas vidas, isso fica um tanto frustrante. 

Não vou ser hipócrita: várias vezes me enquadrei (e ainda me enquadro) no que escrevi acima. 

Claro que todo homem deve buscar seu sustento, e quando não temos nada creio que devemos dar prioridade a conseguir ao menos o básico, mas a partir de um certo ponto podemos enfim buscar coisas além das necessidades materiais básicas (na verdade sempre podemos fazer essas coisas concomitantemente, mas no começo, óbvio que é mais difícil)

E óbvio que não estou dizendo que devemos negligenciar a busca pelo sustento e nem abandonar a busca pela Tranquilidade Financeira (TF) ou nem mesmo a IF (para aqueles que a buscam). O que quero dizer é que devemos tratá-las como devem ser tratadas: meios para fins muito mais importantes e significativos do que o mero acúmulo de patrimônio. Devemos buscar nos elevar em diversas "áreas da vida".

Somos todos diamantes brutos que precisam ser lapidados. Estamos sendo constantemente lapidados, e esta lapidação não é feita somente pela busca por dinheiro.

Forte abraço, meus  companheiros de trincheira!

Fiquem com Deus!



sexta-feira, 8 de julho de 2022

Minha história no mercado de ações - parte 3

Saudações,  confrades!

Recapitulando a parte 2 desta pequena série,  depois de, em 2013, tomar ferro com ogxp3 me afastei do mercado de ações. 

Mas não vendi nenhuma das empresas da minha carteira na época  (relembrando: a "incrível" carteira era composta de Petr4, Elet3, Elet6, Whrl4, Embr3, ogxp3... diversificadíssima!). 

Nem mesmo as ações da ogx eu vendi. Fiquei com a mentalidade de que se vendesse eu teria assumido o prejuízo, e enquanto mantivesse as ações eu teria chance de recuperar, tendo em vista que a empresa poderia eventualmente melhorar. Isso realmente é um raciocínio plausível,  mas infelizmente a OGX nunca se recuperou. Infelizmente para mim e para muitos outros sardinhas deslumbrados.

Pelo menos não continuei aportando nela para "reduzir o preço médio", pois teria jogado ainda mais dinheiro no lixo.

A partir daí,  conforme escrevi  no começo, me afastei do mercado, não aportei em mais nenhuma ação, e tudo o que sobrava do salário eu jogava na caderneta mesmo.

Fiquei nessa por alguns anos, até porque nesse meio tempo veio a necessidade de comprar um lugar para morar, pois eu ia me casar. O dinheiro que juntei foi quase todo para dar de entrada no meu apartamento e o restante financiei naquele padrão de 30 anos (felizmente quitado em apenas 5 anos)

Ainda sobrou uma reserva de emergência, que mantive intocada. Nem me passava pela cabeça aportar aquela reserva, embora às vezes desse vontade de pegar uma parte do salário e comprar ações.

Mas eu estava desanimado com o mercado por causa do fiasco da OGX e esse desânimo vencia a vontade de aportar.

Foi por volta de 2015 que eu conheci o blog do Viver de Renda, e logo depois a blogosfera das finanças.

Provavelmente descobri o blog dele pesquisando a expressão  "viver de renda" ou "como viver de renda" no google. (Muito provavelmente após um dia especialmente chato no trabalho)

Ler o blog do Viver de Renda foi como uma "epifania financeira", pois ele demonstrava na prática a aplicação dos conhecimentos de finanças. Literalmente estávamos lendo o passo a passo de uma pessoa real no mundo das finanças,  e não os exemplos hipotéticos (e nuitas vezes irreais) de um livro-texto.

Por alguma razão,  os autores de livros de finanças em geral falham em transmitir este conhecimento da mesma maneira. 

Era empolgante ler os posts do VdR e acompanhar sua trajetória aporte por aporte, e entre uma atualização patrimonial e outra ele escrevia textos explicando vários conceitos financeiros de uma maneira simples de entender. 

Através do VdR, descobri também em 2015 o blog do Pobretão de Vida Ruim, e gostava de ler seus posts, embora não tivesse muita coisa sobre finanças. Era um blog divertido. O problema era só  que algumas de suas opiniões eram bastante polêmicas, o que tornava alguns posts bem pesados e gerou uma multidão de haters. 

Apesar de tudo, acho que foi o Pobretão a principal força motriz da blogosfera das finanças. Até no forum do Bastter falavam dele (principalmente no mural da Eletropaulo!), e o ranking da finansfera era divertidíssimo de acompanhar, principalmente com a "narração" do Pobreta (E é uma pena que o ranking sumiu...). 

O número espantoso de comentários em todo post ilustra bem como que aquele blog era famoso,  querido por muitos e odiado por outros tantos. Nunca vi nenhum outro blog na finansfera (nem na blogosfera como um todo) que tivesse tantos comentários por post que nem o do Pobreta. 

Não acredito 100% na teoria de que ele fosse apenas um personagem. Acho que as histórias que ele contava eram em sua grande maioria reais, e que ele só exagerava na descrição de suas emoções perante as situações cotidianas que enfrentava (esporros dos chefes, estresses no transporte público, etc).

Li também o blog do Corey, que era diferente e legal por trazer uma visão do ponto de vista do pequeno/médio empresário,  ao contrário da maioria da blogosfera, que são CLT ou funcionários públicos. Pena que ele fechou o blog. Adoraria ler o que ele poderia ter escrito sobre empreender durante a pandemia, assim como adorei ler suas análises de pequenos negócios (que me inspiraram a escrever os meus posts sobre pequenos negócios) e seus posts sobre sua (breve) estadia em Portugal.

Enfim, li diversos blogs de finanças (e leio até hoje). Acho que aprendi mais no blog do VdR do que em livros  (eu tenho até hoje um caderno com anotações que eu fazia das postagens dele!)

Assim, inspirado por estas leituras, voltei a querer investir... isso foi em 2017. Naquele ano eu me casei, e ainda estava dividido com a ideia de adiantar prestações do meu financiamento imobiliário ou investir buscando algum investimento que tivesse um retorno maior que os juros do financiamento (bastante difícil na prática).

Seguindo os passos do VdR, cheguei a abrir conta em corretora pequena (pra pagar zero de corretagem e custódia), e  cheguei a comprar cotas do PIBB11.

Essa fase não durou muito, pois em 2018 descobri o site do Bastter e mudei de ideia a respeito da prioridade do que fazer com meu dinheiro: passei a focar os aportes em quitar o mais rapidamente possível o meu financiamento imobiliário. 

Esta é, na minha opinião,  a mais importante lição que o Bastter ensina: pagar suas dívidas primeiro, e depois começar a investir. Vendi tudo o que eu tinha de ações - ou seja, aquela minha carteira "superdiversificada",  inclusive as ações da ogx, finalmente assumindo o prejuízo, e também as poucas cotas de PIBB11 que havia adquirido.

Em 2019 finalmente resolvi criar meu blog e virar mais um "personagem" da blogosfera das finanças. 

Em 2021, finalmente quitei o financiamento, e reiniciei os aportes, só que pendendo muito mais para a filosofia do Bastter na hora de escolher as ações e FIIs (aliás,  nunca havia comprado FIIs antes disso, embora soubesse de sua existência).

E o restante da minha história no mercado de ações quem acompanha meu blog já sabe. Onde chegarei? Será que estou seguindo o caminho certo para a Tranquilidade Financeira? Só Deus sabe!

domingo, 3 de julho de 2022

Aportes e Atualização patrimonial - junho de 2022

Saudações, confrades!

O mês de junho acabou, e com isso já passamos da metade do ano! 
Vamos a mais um post de atualização patrimonial, como sempre expresso em Coroas, a moeda oficial do blog.



O Castelo no fundo representa meu apartamento quitado... Agora é juntar mais para comprar outro e me render uma grana extra de aluguel!

Patrimônio de 2.186 Coroas, ou seja, aumento acumulado de 118,6% desde o começo da série história. 

Como sempre,  o que me importa é o patrimônio crescendo como um todo. 

Mesmo com a queda geral das ações, o aporte do mês (e um pouco também a alta do dólar) permitiram que o patrimônio continuasse subindo

(Claro que isso será cada vez mais difícil conforme o patrimônio aumenta e o aporte vai representando cada vez menos em relação ao patrimônio total)



Agora vamos à análise de cada componente do patrimônio (como sempre falo, nenhum  ativo mencionado no blog é uma recomendação de compra! A minha estratégia de investimentos é 100% escolher tudo com base das figuras que vejo na borra do chá e da posição relativa de Vênus e Ceres...)

Ações - este mês a empresa escolhida foi o Instituto Hermes Pardini SA (PARD3), empresa do ramo de medicina diagnóstica, um setor de demanda, a meu ver, perene e inelástica, além de ser extremamente útil e com bastante espaço para inovações tecnológicas. Adquiri a mesma por volta do dia 2 de junho e há alguns dias vi a notícia de que a Fleury SA comprou a Hermes Pardini... oferecendo R$ 2,15 em dinheiro e mais 1,2135 ação de Fleury pra cada ação PARD3. Vou pensar se vou vender as ações antes disso ou se aguardo e recebo o dinheiro e mais as ações FLRY3 caso a compra da Pardini realmente se concretize. De qualquer forma, não vai mudar nada para mim, não importa o que eu faça. 

(Talvez seja ainda cedo para decidir qualquer coisa, pois esta negociação acabou de ser anunciada)

Bem, amigos, agora tenho 23 empresas na carteira. Ainda tem espaço para mais. O plano do mini-ETF segue firme e forte.


clique para ampliar. Todos os valores estão expressos em Coroas.


Carteira ainda com peso desproporcional em EGIE3. 


FII- conforme escrevi na última atualização patrimonial, não selecionei outro FII para compor a carteira da Mago SA, então aportei novamente em SDIL11, da área de logística, que era um dos FIIs mais defasados da carteira. Vou continuar procurando novos FIIs, mas por enquanto seguirei aportando nos que ainda estiverem defasados. A carteira continua com 15 FIIs, o que julgo um bom número para fins de diversificação. Lembro de já ter visto este número de FIIs nas carteiras de vários colegas da blogosfera. 

Clique para ampliar. Todos os valores são em Coroas

Continuo concentrado em HGLG11... se não encontrar nenhum outro FII para compor a carteira, creio que o próximo aporte será em FIIB11, que é o mais defasado no momento, ou em RBVA11. 


Exterior - a stock do mês foi Colgate Palmolive, empresa que todos nós conhecemos, e com o dinheiro que sobrou na corretora adquiri algumas ações do Franklin Street Properties, um REIT  do ramo de escritórios relativamente pequeno para os padrões americanos (com apenas 20 imóveis ele é pequeno lá, mas aqui seria um dos maiores). 

Ainda consegui pegar o dólar abaixo de 5 reais quando fiz o aporte em junho, mas tudo indica que em julho não conseguirei repetir tal feito.

Colgate só está perdendo no meu patrimônio para o HGLG

Reserva de Valor - aportei em BTC e ETH, e acabei aproveitando mais uma grande queda das criptos (comprei bitcoin na casa dos 114 mil reais, e hoje está ainda mais barato). Será que as criptos vão recuperar o patamar de 2021? Será que está havendo uma correção para um valor mais justo? Será que vão virar pó e fim da história? Ninguém sabe! Vamos ver se em julho eu consigo comprar BTC abaixo dos 100 mil biroliros... o meu preço médio continua alto, mas baixou bastante por conta dos aportes de maio e junho.

Renda Fixa - Continuo sem aportar nada na renda fixa. Talvez agora em julho, quem sabe... Pelo menos não precisei fazer resgates da RE esse mês!

Renda Passiva - não esperava mesmo que fosse ser maior do que a do mês de maio, que foi o recorde até o momento. Este mês recebi 3,8 coroas, sendo 3,2 dos FIIS e 0,6 de JCP e dividendos de Bradesco, BB,  M.Dias Branco e Itaú. Agora acho que 3 coroas é o meu novo "piso" de renda passiva.

Crescimento lento e constante... pode parecer pouco, mas a renda passiva recebida em junho de 2022 foi a 4ª maior até o momento

Segue o gráfico do patrimônio total. Vejam que a RE ainda representa um pouco mais de 50% do patrimônio. Este mês isto foi parcialmente explicado pela queda da nossa bolsa. 

Ademais, embora haja um ou outro ativo com um percentual maior do patrimônio (Colgate, Engie e HGLG) a diversificação está indo bem:



 

Trabalho - sem novidades aqui, graças a Deus. 

Estudos - Sigo fazendo meu curso de macros e visual basic (não sei se consigo aplicar isso onde trabalho atualmente, mas é bom para valorizar meu currículo e aumentar minha empregabilidade) e estudando para concursos.  
Preciso otimizar os pequenos intervalos que tenho no dia a dia para aproveitar melhor meu tempo... E fazer questões pelo aplicativo do Tec Concursos, embora seja de certa forma eficiente, cansa um pouco. Eu prefiro ler meus resumos no papel, e responder questões no papel também. Se fosse seguro, eu estudaria na minha mesa no trabalho, no horário do almoço, mas sabemos que na prática isso não é recomendável...

Família - tudo bem por aqui, graças a Deus!


Generalidades -

 - Inflação subindo, juros altos  e dólar caro... Rapaz... No meu trabalho já vi gente reclamando do litro do leite, mas por enquanto não passou de algumas conversas no corredor.

 - Com os juros altos, a bolsa fica em tendência de queda, conforme pudemos observar empiricamente este mês. A explicação teórica para isso é: com os juros altos fica mais vantajoso correr menos riscos na renda fixa, então os investidores fogem da renda variável; outra explicação teórica seria que os juros altos tornam mais caro para que os empresários invistam (no sentido de comprar equipamentos, imóveis, etc para suas empresas), o que deteriora as empresas e faz seu valor cair.

- O dólar também costuma ter correlação negativa com nossa bolsa: se ele fica caro, é como se os investidores passassem a acreditar menos no Brasil e tiram seu dinheiro daqui.

- Vamos rezar para que a inflação não dispare, pois a partir de certo ponto ela costuma agir como um ciclo vicioso, se retroalimentando...


Por enquanto é isso, confrades!

Fiquem com Deus!