sexta-feira, 4 de setembro de 2020

A "cultura de emprego" brasileira faz parte do problema

Eu sempre achei estranho e um tanto vergonhoso, em todos os lugares que trabalhei, ver um chefe meu, geralmente um cara mais velho, casado e com filhos, levar esporros monstruosos e engolir sapos terríveis de seus chefes, estes geralmente diretores, vice presidentes, gerentes gerais, etc., além de serem "obrigados" a fazer várias coisas que não agregam nada ao trabalho, mas que servem apenas para agradar os chefões (ficar até bem mais tarde só esperando o chefe voltar de uma reunião, por exemplo, ou perder horas fazendo um powerpoint cheio de firulas e gracinhas ao invés de focar só na informação em si, ou ser obrigado a almoçar com o diretor todo dia, ou ir a eventos sociais representando a empresa, etc.) - e quanto maior for a empresa, mais coisas deste tipo acontecem, principalmente se for multinacional, tudo com grandes níveis de estresse. Eu sempre que presencio uma coisa dessas fico pensando "Como ele aguenta? Pelo nível de salário desse cara, era pra ter um mega reserva financeira, um grande patrimônio, que lhe desse tranquilidade para não aturar essas coisas ou então pelo menos levar tudo mais tranquilamente". Óbvio que ele aguenta porque ele quer manter o nível de salário e o status, mas essa vida de executivo /superintendente/coordenador regional é um outro nível da corrida dos ratos, e muitas vezes nem esses funcionários de alto nível de empresas top construíram um patrimônio decente,  e isso os obriga a se manterem na luta para continuarem em seus cargos altos, e lá a disputa é ainda mais acirrada, porque a concorrência é de nível mais alto (tanto em competência quanto em habilidades bajulatórias sociais).

Agora falando dos trabalhadores brasileiros em geral, especialmente os das cidades, dificilmente eles têm um patrimônio que os deixe tranquilos e protegidos de alguma forma contra crises e desemprego, e este é apenas um dos motivos pelos quais tanta gente engole tanto sapo todo dia no trabalho (eu sei que engolir sapos faz parte da vida, tendo patrimônio alto ou não, mas há de se concordar que tendo um patrimônio alto o número de sapos a serem engolidos seria bem menor, ou então no mínimo eles seriam mais fáceis de engolir). Como muitos aceitam muita coisa no trabalho, acaba que todos temos que aceitar também. A Teoria dos Jogos, principalmente o Dilema do Prisioneiro, ajuda a explicar o porquê - por exemplo, como existe alguém que está disposto a sair bem mais tarde do trabalho, seja isso necessário ou não, isso lhe dá aos olhos dos chefes um "diferencial" em relação aos outros que não estão dispostos a saírem mais tarde, então todos passam a ter que sair mais tarde para se manter na competição dentro da empresa, porque sair no horário passa a ser arriscado e porque sair tarde é um diferencial "fácil" de se obter, então ele passa a ser o mínimo esperado de cada empregado).

Uma outra coisa que contribui para isso é o que eu vou chamar neste texto de "cultura de emprego". Vou explicar o que quero dizer com isso.

Creio que a maioria que lê meus textos e frequenta a blogosfera das finanças irá concordar que o roteiro profissional "padrão" do "brasileiro urbano médio" é:

Formação >>> emprego  >>>  ???  >>>  aposentadoria (INSS)

Dentro da zona misteriosa ("???") fica a "carreira" do indivíduo dentro de uma empresa - uma coisa cada vez mais rara: antigamente, era normal passar 30 anos trabalhando na mesma empresa, e se esta empresa fosse grande e rica o bastante, ela ainda cuidaria de você na aposentadoria através de planos próprios de previdência privada, associações de ex-funcionários, etc. É o caso, por exemplo, da IBM e da Shell.

Hoje em dia passar 30 anos numa empresa é quase impossível, o normal para muita gente é ser chutado em uns 5 ou 6 anos caso você não seja promovido e, dependendo da área, até em menos tempo. Não dá para "construir uma carreira" no sentido antigo do termo na maioria das empresas atualmente. A carreira hoje em dia é a soma de nossas experiências profissionais e o conhecimento/know-how acumulado e também o famigerado network (nossa, como eu odeio essa palavra). E quanto mais velhos ficamos, mais facilmente somos demitidos (as empresas no Brasil em geral, quiçá no mundo, têm algo contra pessoas acima de 35 anos) e mais difícil se torna nossa recolocação (pelo mesmo motivo),  e isto torna todos mais "medrosos" e faz com que se sujeitem a muita coisa que em outras condições não se sujeitariam para manter o emprego. 

Sendo curto e grosso: por causa do medo de perder o emprego, muita gente acaba abaixando a cabeça para muita coisa que acontece no trabalho, e por isso muitos abusos acontecem e isso ajuda a explicar porque hoje em dia doenças como depressão, ansiedade e burnout são cada vez mais comuns. 

A própria blogosfera das finanças é, de certa forma, um sintoma disso: muitos dos blogueiros e dos comentaristas (eu incluso) são pessoas insatisfeitas com seus trabalhos e que buscam uma esperança de mudança de vida através da frugalidade, do mercado financeiro, do desenvolvimento pessoal, etc. e encontram ecos de seus pensamentos na blogosfera das finanças. 

A insatisfação com a vida profissional é algo generalizado atualmente. Creio que isso seja em parte culpa da "cultura do filho doutor" e também em parte culpa da nossa "cultura de emprego".

O que quero dizer com isso é: nossa cultura profissional não deveria ser focada em emprego, porque ela nos torna mais submissos a hierarquias, chefes, etc., além do emprego funcionar como um tipo de cabresto,  constantemente usado para nos  ameaçar e intimidar.  

Na minha opinião, a nossa "cultura de emprego" deveria ser focada em autonomia, ou seja, deveria ser uma "cultura de autonomia": o roteiro padrão esperado deveria ser trabalhar para alguém só até certa idade, e depois se tornar autônomo ou empresário, desta maneira:

Formação >>> Emprego (aquisição de experiência e recursos) >>> "Carreira solo" >> Tranquilidade Financeira

Se o normal fosse esse, as coisas por aqui seriam um pouco melhores, pelo menos nos seguintes aspectos: 

1) Haveria menos desemprego, porque seria normal trabalhar em empresas só até certa idade, então essa rotatividade de funcionários seria maior, não por cortes de custos, mas porque os próprios funcionários decidiriam sair para iniciarem suas próprias jornadas;

2) Com mais autônomos e pequenos/médios empresários, haveria mais vagas de empregos também (autônomos poderiam contratar assistentes, estagiários, etc. e seria bom para jovens adquirirem experiência) e mais produção, o que significa maior oferta, o que reduziria os preços de produtos e serviços;

3) Com mais empresas e mais empregos, o trabalhador teria mais poder de barganha (seria fácil sair da empresa e arranjar outro emprego, levando embora conhecimentos e experiências que servirão à concorrência, o que faria com que os salários tendessem a ser mais altos para reter funcionários - ao contrário de hoje em dia, em que há 500 mil desempregados para cada vaga de emprego, então quase todas pagam 1 salário mínimo,  sem VT, sem hora extra e sem PL); e

4) Tudo isso contribuiria para a diminuição das doenças psiquiátricas que afligem esta nossa estranha era (depressão, ansiedade, neurose, etc. são em grande parte provocadas por pressões no trabalho) e a sociedade teria um pouco mais de felicidade.

Não vou ser hipócrita - eu também faço parte da "cultura de emprego": assim como muitos, fui formado assim, cresci acostumado com esta ideia, e agora vejo as consequências. A verdade é que em muitos aspectos é mais fácil e mais confortável ser empregado CLT e isso também ajuda a explicar essa cultura de emprego, porque você de alguma forma sente que a empresa está "cuidando de você", mas isto na verdade é uma ilusão perigosíssima: na verdade, você está é terceirizando muitas decisões importantes de sua vida para o seu chefe: ele escolhe qual vai ser o seu plano de saúde (não se iludam, sai do seu salário, mesmo que não apareça nenhuma coparticipação na folha de pagamento), ele aplica parte de sua renda numa previdência privada que a empresa escolheu, ele escolhe o que fazer com seu horário, ele que tem a palavra final de quando serão suas férias, dependendo da empresa é ele que decide o que você vai fazer no final de semana, ele determina onde você vai morar, etc. Com isso, uma boa fatia da sua vida está nas mãos de um terceiro que geralmente te enxerga apenas como um custo e não como um ser humano. 

Óbvio que a vida de um empresário ou autônomo também está em muitos aspectos regida por terceiros - os clientes - mas o nível de controle destes profissionais sobre seus trabalhos e suas vidas é bastante superior ao do empregado CLT comum.

Realmente é mais difícil ser autônomo ou ser empresário do que ser CLT, não só por causa da concorrência no mercado, mas também porque isso envolve assumir os riscos e as decisões que normalmente terceirizamos quando somos empregados de alguém, conforme expliquei acima. Mas por outro lado, passaremos a sermos mais donos de nossos destinos.


Por causa da doutrinação esquerdista que recebemos na escola já há décadas, o brasileiro médio tem a tendência de enxergar o empresário como um FDP explorador. Óbvio que alguns são isso mesmo, principalmente os maiores, que usam seus recursos para influenciar o Estado e financiar movimentos revolucionários e com isso matar a concorrência desde o berço para se manterem no topo da pirâmide. Mas na grande maioria dos casos, o empresário é um cara "classe média" ou até mesmo "pobre" e que tem muito mais a perder do que o empregado e trabalha muito mais horas por dia e geralmente sem férias e sem feriados. Então aquela ideia que os soças vendem do "empresário malvadão explorador dos pobrezinhos" não é verdadeira em 99,999% dos casos, mas essa ideia que foi implantada em nossas mentes infelizmente também colabora para fortalecer a "cultura de emprego" na mentalidade brasileira e sabotar a nossa busca por autonomia.

Acho que nesse ponto os brasileiros têm muito a aprender com os árabes e os portugueses - estes dois grupos têm essa mentalidade de autonomia muito mais desenvolvida, tanto que seus estereótipos são caricaturas de pequenos comerciantes e empresários (o árabe vendedor de tapetes e especiarias e o "seu" Manoel da padaria) - geralmente pessoas destas duas etnias não são empregadas de ninguém, a não ser de outros árabes e portugueses, e mesmo assim só enquanto não juntam recursos para abrirem seus próprios negócios.

O que vocês acham da nossa cultura de emprego? Acham que as coisas seriam melhores se fizéssemos uma mudança para uma cultura mais focada em autonomia? 


Forte abraço, amigos, fiquem com Deus!

18 comentários:

  1. Achei ótimo o texto Mago. Também acho ridiculo o cara que aceita engolir sapos por muitos anos da sua vida. Para mim é ilógico o cara não acumular capital para trazer paz e liberdade a ele.

    Sobre a cultura do emprego é bem complicado. Eu acho que as coisas não funcionarião dessa forma. Por N motivos que seria extenso explicar aqui.

    Eu acredito que o Capitalismo atual,funciona. Só que como você citou seu amigo, algumas pessoas complicam as coisas e isso não da para controlar.

    Mas além de tudo, além da IF ou do acumulo de patrimônio, acredito que seja importante se TRABALHAR NO QUE GOSTE.

    E pelo que já li em alguns livros que falam sobre o assunto. O Segredo está em trabalhar em algo que você faz muito bem, visando SERVIR o próximo. Aí está o segredo da felicidade em seu trabalho.

    Muitos dizem que esse é o PROPÓSITO DA VIDA.

    Usar nossas habilidades para melhorar o mundo e servir pessoas.

    Deus é o maior empreendedor do mundo, lembre-se disso.

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    1. Obrigado pelo comentário, Peão. Você está falando do ponto de vista espiritual, e está certo: o importante é servir o próximo , e esse sentimento de utilidade podemos obter em qualquer profissão, seja como empresário, seja como funcionário.
      Eu escrevi do ponto de vista puramente econômico. SE houvesse mais concorrência, mais empresas, etc. As coisas seriam ao menos em teoria melhores. Mas o mundo não é assim. Tudo bem, foi apenas um exercício de teoria econômica.
      Concordo contigo: Deus acima de tudo.

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  2. Parabéns pelo post! Seu blog é excelente!

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  3. Muito bacana o seu post!

    Acho que as relações de trabalho estão ficando cada vez mais precárias no Brasil, muito disso é fruto dessa crise econômica que já dura 5 anos e que deve durar pelo menos mais 5 anos na melhor das hipóteses.

    O desemprego acima de 8% pende a balança das forças para as empresas, acima desse patamar a dificuldade de recolocação profissional assusta os empregados e a empresa tende a ganhar força para exigir engajamento do funcionário ao mesmo tempo em que promove "corte de custos". É esse fenômeno que tem destruído a nossa economia, até 2012-2013 era normal os sites da internet com matérias sobre: "Como pedir um aumento para seu chefe?", elas sumiram totalmente, hoje em dia se resume em buscar emprego, vide o relatório de termos mais pesquisados no Google de 2019.

    -
    Sobre sua ideia de autonomia, acho que é muito boa, porém é impossível de ser posta em prática na nossa sociedade, a nossa economia tem dificuldade de se tornar dinâmica, muito disso culpa do nosso abandono da educação, sei que pode parecer modinha culpar a educação pelas mazelas do país, mas a verdade é que 1/3 da população brasileira é considerada analfabeta ou analfabeta funcional e em um cenário desses esperar capacidade de viabilizar esses planos é utópico.

    Abraços,
    Pi.

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    1. Realmente as relações de trabalho estão muito precárias, acho que não só aqui. Esse é outro problema de ter "só"empresas grandes ao invés de ter milhares de pequenas empresas: o poder de barganha do funcionário é quase insignificante.
      Concordo que a educação é deficitária demais por aqui. E nenhuma estatística oficial reflete o analfabetismo funcional. Chega a ser paradoxal, mas aqui no BR se dá muito valor ao diploma (papel) e pouco ao estudo e à aplicação prática do estudo. Somos uma nação de bacharéis que não sabem unir teoria e prática. Triste, né? A solução está só no longo prazo, pra daqui a uns 30 anos, e é até assunto pra outro post.
      Abraço.

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  4. muito bom

    talvez a baixa escolaridade complique pro brazuca

    por outro lado, muito desse pessoal árabe/portuga tinha uma visão de trabalhar a vida toda e nem pensavam em curtir a vida, IF, desenvolvimento espiritual

    imagino q o barzinho ou mercearia só fechava no dia do enterro, deles :)

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    1. Complica mesmo. E de fato o árabe e o portuga em geral trabalhavam até a morte mesmo, e aí um filho assumia o negócio e por aí vai... E, no caso dos portugueses, só viajavam para ir à Portugal, e mesmo assim para visitar seus negócios e imóveis em Portugal!
      Concordo que deve ter um equilíbrio, senão você passa a viver em função do seu negócio, e aí sua energia é mais drenada do que na CLT.

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  5. Mago, esse tema envolve muita coisa, fica até meio difícil esmiuçar tudo.

    1º Entre esses funcionários engolidores de sapos, tem os puxa sacos profissionais, são muitas vezes oportunistas, aproveitadores e sabotadores.
    Puxa sacos de forma geral são falsos e apenas querem se dar bem em detrimento de terceiros, procuram se aproximar de superiores e figuras chaves dentro de uma unidade ou empresa, buscam criar uma imagem de competência e comprometimento, muitas vezes queimando a imagem de colegas, fazendo o serviço de leva e traz de informações e alimentando o ego desses superiores.
    E infelizmente muitas dessas figuras tóxicas conseguem se manter na empresa ou mesmo prosperar nela. Graças a cegueira que a vaidade de muitos gestores causa.

    Entre os funcionários normais creio que há um misto de medo de perder o emprego, ser visto como alguém indisciplinado, com personalidade submissa e mesmo zona de conforto.
    Em suam: tem pessoas que aguentam isso basicamente por medo e outros porque são submissos mesmo, inclusive em outras esferas da vida ou mesmo porque já se acostumaram a isso, entrando numa zona de conforto ou desconforto.

    Porque não saem? Creio que basicamente por 3 motivos, que podem estar combinados ou não: Medos, Zona de conforto, Falta de Objetivos, planos etc.

    Muita gente não sabe o que fazer fora de seu emprego e/ou profissão e nem se planeja pra outra coisa.
    Zona de Conforto é auto explicativa.
    Medos, auto explicativa.

    OBS: Mesmo na blogsfera vemos uma série de comentários sobre o quão difícil é ser bem sucedido empreendendo. Lendo alguns relatos temos a sensação de que é necessário ser um herói pra ser um empreendedor com o mínimo de sucesso.
    Ainda que seja parcialmente verdade, vamos combinar que esse tipo de visão não anima muito a se empreender.
    OBS 2: Nem todos tem perfil empreendedor.

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    1. Obrigado pela contribuição, anon.
      Realmente é muito difícil tocar um negócio próprio, e acho que deixei isso claro no texto, inclusive com a imagem que escolhi colocar. Só ficou faltando eu colocar no texto aquela linha em que eu deveria ter escrito isso que você colocou no fim do comentário: nem todo mundo tem perfil pra ser empreendedor. E digo mais, nem tudo mundo tem perfil pra ser autônomo. Sempre haverá aqueles que ficarão bem de vida sendo funcionários CLT, assim como aqueles que quebrarão sendo empresários/autônomos, mesmo que por um tempo sejam bem sucedidos.
      Abraço e obrigado por comentar em meu blog.

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  6. Texto sensacional!! Aqui no militarismo temos pouco disso em relação aos CLT... e o melhor, aqui, por haver patentes e regras sempre bem definidas, é muito bom poder saber que estamos sempre tendo que nos resguardar com alguma legislação... dá mais segurança de ação a quem dá e quem cumpre ordens... sou muito grato a Deus por ser militar pois isso ajuda muito nessa questão de não engolir sapos de graça...

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    1. Nem faço ideia de como seja no meio militar, mas acho difícil ser pior que CLT mesmo

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  7. Que ótimo texto, Mago! Nossa, uma coisa que me dá dor de barriga é essa visão deturpada que fazem sobre os empresários... Será que ngm vê que são eles que fazem a roda girar, dar empregos, fazer as familias colocarem pão em sua mesa... e por ai vai, espero um dia que isso mude!

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    1. Pois é, o pessoal não se toca que a maioria dos empresários são pequenos e muitas vezes são pobres que tiveram que criar seus próprios empregos na marra, senão não sobreviveriam. FDP mesmo são os grandes empresários bilionários metacapitalistas que usam o poder do Estado para matar a concorrência desde antes dela nascer, fazem lobby para manter seus oligopólios, tentam controlar a demanda manipulando as opiniões das pessoas, etc.

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  8. Muito bom o post Mago! Sensacional!

    Realmente essa cultura do empreguismo está arraigada no Brasil. A dinâmica do sistema educacional germina e reflete isso.

    Quanto a ser autônomo/microempresário, eis o dilema: tentar a via do empreendedorismo após alcançar o que vc chama de Tranquilidade Financeira (TF) ou se lançar a empreender justamente para viabilizar de forma mais célere essa tal TF?

    Sabemos das enormes dificuldades de se empreender no Brasil; mas também sabemos de inúmeros casos - apenas na blogosfera temos os casos do Corey (que infelizmente encerrou o Blog) e do Mr.Rover (este último se deu muito bem!) - que aceleraram a Independência Financeira justamente através do empreendedorismo.

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    1. Obrigado pelo comentário, CI.
      Eu acho que as duas coisas são possíveis- tanto acelerar a TF através do empreendedorismo quanto empreender após a TF para se manter ocupado e não precisar consumir tanto do patrimônio acumulado. As dificuldades são inúmeras, e a pessoa precisa ser prudente, e é fundamental vencer essa barreira psicológica que a escola doutrinadora socialista impôs em nossas mentes ("o empresário é um malvado explorador") e também imposta pela gourmetização do empresário (a mídia
      "especializada" fica usando palavras mágicas e bonitinhas como "empreendedor", "startup", etc e criam a ilusão de que para empreender você precisa criar um app, ou uma empresa de TI, melhor que o foicebook, etc. E isso cria na cabeça das pessoas a ideia de que "É, empreender não é pra mim").

      Óbvio que é imprudente largar o emprego e começar um negócio do zero. Acho que o ideal é ir montando seu negócio em paralelo ao seu emprego, nos fins de semana, feriados, férias,etc. E quando se sentir pronto (receitas consistentes, lucro, reserva de emergência, etc.) Aí sim largar o emprego e se dedicar 100% ao negócio (Ou manter os 2, caso possível, mas aí sendo um empregado de forma mais tranquila, sem tanto medo de ser demitido e com isso engolindo menos sapos no dia a dia e se permitindo mais liberdades, como sair no horário sem preocupações)

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  9. Gostei muito do texto brother era esse tipo de educação que deveríamos receber desde a infância

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    1. Obrigado, Rodrigo.
      É bem assim mesmo, deveriam ensinar essas coisas na escola... como calcular custos, como abrir uma empresa, habilidades manuais diversas, oratória, negociação, e por aí vai.

      Infelizmente 90% do que as escolas estão ensinando hoje em dia é doutrinação esquerdista para transformar as crianças em robôs niilistas sem rumo na vida para que sejam eternamente dependentes do governo e dos políticos... se Deus quiser, eventualmente a Verdade triunfará e seguiremos o caminho correto.

      Abraço e volte sempre!

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