sábado, 1 de julho de 2023

Aportes e Atualização Patrimonial - junho/2023


Saudações confraria da melhor blogosfera do Brasil!

Terminou o mês de junho e com isto passamos da metade do ano e inauguramos oficialmente o segundo semestre do ano de 2023 de Nosso Senhor! Está passando muito rápido!

Junho é aquele mês mais friozinho, mês de outono (pena que aqui as 4 estações não sejam bem definidas...) e de festa junina (a melhor tradição brasileira e o melhor símbolo da cultura nacional, na minha humilde opinião), então para mim é um dos melhores meses do ano. Graças a Deus o meu mês foi bom. Rezo para que julho continue assim!

Vamos à atualização patrimonial. Como sempre, todos os valores estão expressos em Coroas, a moeda de meu blog. 
(Para eventuais recém-chegados, as Coroas são nada mais que um número-índice, criado exclusivamente para facilitar o meu acompanhamento da evolução patrimonial. No primeiro post de atualização, de junho de 2021, o patrimônio partiu de 1.000 Coroas - escolhi esse número para facilitar o cálculo dos percentuais)

Aliás, este post marca 2 anos de acompanhamento da evolução do meu patrimônio!

Este mês priorizei o exterior, para avançar o equilíbrio Brasil X exterior na carteira (ainda bem distante).




Aumento acumulado de 230,7% desde o início da série histórica, em junho de 2021. Com persistência e disciplina, vou construindo meu castelo.



Agora vamos aos aportes do mês:

Como sempre, relembro a todos os leitores que NENHUM ativo mencionado neste blog e/ou em seus comentários é uma recomendação de compra! Acostumem-se a estudarem sozinhos e a tomares as próprias decisões! Se vocês se acostumarem a sempre seguirem "dicas" de youtubers, influencers, blogueiros, etc. mais cedo ou mais tarde irão perder todo o seu dinheiro!

Eu seleciono os ativos de minha carteira utilizando critérios muito pessoais, além de mapas astrológicos, dados de 7 faces, tabuleiros ouija, leitura das cartas do Tarô de Marselha, etc.

Acharam que eu estava brincando? Eles existem mesmo!

Ações - sem aportes este mês. A carteira permanece a mesma. No momento, há uma expectativa pela assembléia de acionistas da ENBR, na qual será decidido se farão OPA ou não. Tomara que não, mas se acontecer mesmo a OPA, vendo a mercado e aporto em outra empresa, e vida que segue. Enquanto escrevia o post, notei que as ações de minha carteira, no geral, deram uma subida. Os próximos aportes priorizarão as ações mais defasadas em termos percentuais (Exceto, por enquanto, a Embraer, mas um dia posso mudar de ideia). O valor aportado em ações superou o da RE, acho que pela primeira vez!

Segue o quadro:





FIIs - aportei no HGLG, aproveitando a nova subscrição de cotas. Não estava na vez de aportar nesse FII, mas quis aproveitar a subscrição das cotas. Porém, me arrependi quando lembrei que demora uma eternidade para a subscrição ser integralizada e eu começar a receber os aluguéis. Fica a lição: na próxima vez que ocorrer a subscrição de um FII e eu me interessar, é melhor comprar as cotas no mercado do que as da subscrição. O desconto é ridículo para nós pequenos investidores (no caso do HGLG, cada cota era vendida a cerca de 155 reais na subscrição, contra 160 e poucos reais no mercado. Um desconto na casa dos 5 reais, que só faz diferença para quem consegue comprar centenas de cotas de uma só vez, o que, infelizmente, não é meu caso!). 

Até onde sei, o HGRE permanece com a vacância alta, de quase 30%. Enquanto não resolver isto, permanecerá sem novos aportes. 

Os próximos aportes em FIIs priorizarão os que estiverem mais defasados, em termos percentuais (SDIL, HGBS e RBVA).

Segue o quadro de FIIs:





Exterior - conforme escrevi no começo do post, concentrei os aportes do mês de junho no exterior: 

 - Berkshire Hathaway (classe B), uma empresa do ramo de seguros comandada pelo famoso Warren Buffet, e que ao longo dos últimos anos vem adquirindo várias outras empresas, sendo quase um ETF. Óbvio que comprei da classe B - as de classe A estão sendo negociadas na casa dos 503,000.00 dólares, então só multi-milionários e bilionários conseguem comprar! 

                Os riscos que eu enxergo nesta empresa são os seguintes:

                     - Alguém poderia dizer que "o Warren Buffet é um gênio da bolsa, então vamos aportar só na Berkshire a partir de agora!" - mas acontece que ele já tem 90 e poucos anos, então mais dia menos dia passará o bastão, e ninguém sabe se o sucessor será à altura. Estou praticamente apostando no histórico excelente da empresa, que a permitiu acumular um imenso capital.

                - Essas ações classe B podem eventualmente ser "sacaneadas", tendo em vista que pertencem aos sócios mais minoritários, pessoas comuns como eu e vocês que lêem o blog. Por exemplo, pelo que entendi cada ação classe B tem direito a 1/100 de voto na assembleia de acionistas. O tempo dirá se elas valorizarão até se equipararem com as de classe A ou se permanecerão para sempre como ações "mais acessíveis".

Outros aportes no exterior: 

- Gladstone Commercial, REIT do segmento híbrido, multi-imóvel, multi-inquilino, com imóveis industriais, de escritórios e de saúde, o qual já fazia parte da carteira; e 

- Medical Properties Trust, um REIT do segmento de saúde, focado em hospitais, e com presença em 10 países (EUA, Portugal, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Austrália, Suíça, dentre outros com menor participação) com 444 imóveis e multi-inquilino. REITs da área de saúde eu enxergo como tendo a vantagem de terem negócios mais estáveis e perenes (sempre haverá demanda por hospitais, clínicas, etc. mesmo que um dia inventem aquela mesa de cirurgia automática que é mostrada no filme "Prometheus"), mas por outro lado creio estarem expostos a um pouco mais de riscos judiciais. Este é o segundo REIT da área de saúde da minha carteira. O tempo dirá se fiz uma boa compra! 

Usei o dólar a R$ 4,79 para calcular os valores para esta atualização. Mesmo com a queda do dólar, as stocks e REITs no geral deram uma subida, mais do que compensando a variação cambial. Segue o quadro:



Renda Passiva - Após o recorde de maio, dificilmente haveria logo no mês seguinte um resultado tão bom quanto, mas a renda passiva do mês de junho foi em linha com a dos meses anteriores, e acima da média observada em 2022: recebi um total de 8,1 coroas, sendo 0,9 oriunda do exterior e 7,2 do país. 

O valor foi um pouco superior ao primeiro pico de renda passiva de minha carteira, ocorrido em maio de 2022 (7,8 coroas). 

Aos poucos a bola de neve vai crescendo! 

Ainda falta muito para eu me sentir confortável para arranjar um emprego de meio expediente "stress-free", mas se Deus quiser um dia eu chego lá!

Foram "poucas" empresas pagando dividendos e JCP, ou seja, praticamente foram os FIIs que seguraram a renda passiva de junho. 


Segue o gráfico de evolução:



As empresas que pagaram dividendos este mês foram:

No país - 6 empresas: Itaú, Bradesco, Grendene (de novo!), Banco do Brasil, M.Dias Branco e Wiz Co. 

No exterior - 3 empresas e 5 REITs: Home Depot, 3M, Emerson Electric, e os REITs Stag Industrial, Realty Income Corp, EPR Properties, Gladstone Commercial e Weyerhaeuser.

A renda passiva acumulada até o momento já está quase batendo na renda passiva total recebida em 2022! Segue o gráfico:


Por fim, segue o gráfico geral da Mago S.A.:

Agora a carteira possui 66 ativos, além da RE. 



Generalidades

- Se vocês prestarem atenção, notarão que eu geralmente tento escrever ignorando o "novo" acordo ortográfico (feito em 1990, mas que começou a ser implantado por aqui em 2008), pois gosto muito de nosso idioma e considero que nossa ortografia foi severamente empobrecida com esta reforma. Pode parecer bobagem, mas eu acredito que isso empobreceu até mesmo nossa cultura e afetou as mentes dos brasileiros, pois o idioma influencia a imaginação, e esta influencia as ações e as potências das pessoas. Não são só "detalhinhos"...

Para quem gosta do assunto,  seguem links de dicionários de português com a "orthographia" antiga (que vigorou até o começo do século XX): 

https://bibdig.biblioteca.unesp.br/items/b969bec8-75ba-40d7-b1be-6bf8ae2de65c

https://bibdig.biblioteca.unesp.br/items/0a41bcd5-370d-476b-9190-ef807afefa97

Só temos que tomar cuidado com provas de vestibulares e concursos, as quais infelizmente cobrarão o acordo ortográfico empobrecido, atualmente em vigor.

- Em junho consegui cumprir a meta de 2 postagens no blog. Já tenho outras no rascunho e devo postar pelo menos mais uma ou duas em julho. 

- Eu ia colocar neste post um balanço geral do 1º semestre, mas ia ficar longo demais, então no próximo post (daqui a uns 10 dias) sai o meu balanço.


Fiquem com a música do mês (While your lips are still red, da banda Nightwish):



Forte Abraço, companheiros de jornada!

Fiquem com Deus!

sábado, 10 de junho de 2023

Sobre Dividendos e Renda Passiva

 Saudações, confrades!

A busca por uma renda passiva suficiente para sustentar nosso custo de vida é praticamente uma constante dentre os blogueiros da nossa querida finansfera. 

Creio que quase tão "folclórica" quanto a marca do 1 milhão de reais de patrimônio, é a de 1.000 reais por mês de renda passiva, um objetivo perseguido por muitos.

Acho interessante como que no Brasil temos 2 nomes "de peso" na área de finanças pessoais que têm opiniões quase opostas no que diz respeito a dividendos e renda passiva: Luiz Barsi e Bastter. 

O Luiz Barsi é um empresário, investidor profissional e ferrenho defensor da ideia de "viver de dividendos", e recentemente até publicou sua autobiografia intitulada "O rei dos dividendos" (fiz uma resenha neste post aqui). Ele defende a abordagem Buy & Hold nos investimentos e que o investidor compre ações todo mês, o máximo que puder, para um dia conseguir viver de dividendos (é digno de nota que a montagem de uma "carteira previdenciária" era o tema central de sua cartilha intitulada "Ações garantem o futuro", publicada muitos anos atrás, conforme sua biografia). Claro que Barsi está armado com décadas de aportes na bolsa, e me parece que as ações no geral eram mais baratas no passado (anos 60~70), de modo que ele conseguiu acumular um patrimônio gigantesco. Não sei se o Barsi seria um adepto do movimento FIRE, mas ele certamente não condena a ideia de "viver de dividendos".

O Bastter é um educador financeiro e empresário do ramo de finanças pessoais, e também é defensor do Buy & hold (e cada vez mais converge para uma abordagem quase "Buy & forget"), da visão de longo prazo, do aporte em valor diversificado, etc. bastante semelhante ao Luiz Barsi em diversos pontos. Porém uma diferença fundamental é que o Bastter já há muito tempo discorda das ideias da filosofia FIRE, viver de dividendos, viver de renda, etc, defendendo que a única renda de verdade é aquela oriunda do trabalho e que viver de renda é ilusão (a não ser que seu patrimônio seja muito, mas muito grande mesmo). Vejo que recentemente (nos últimos 2 anos, pelo menos) ele tem postado mais vídeos no canal dele no Youtube falando sobre dividendos e renda passiva, batendo bastante na tecla de que os dividendos e aluguéis saem da cotação dos ativos, então não "dinheiro extra", mas sim um resgate antecipado de parte do valor investido nestes ativos. 

(Hoje em dia há dezenas de "influencers" financeiros nas redes sociais e milhares de assessores de investimento empregados de corretoras e bancos, mas não acompanho nenhum e não faço ideia do que eles dizem sobre esse assunto. Portanto irei ignorá-los neste post).

Analisando os dois autores, Barsi e Bastter, acho que a principal lição a ser aprendida em relação aos dividendos é: não escolher empresas para aportar levando em conta somente o valor dos dividendos que costumam ser pagos e o Dividend Yield, até porque não há nenhuma garantia que a empresa continue para sempre pagando seus dividendos, mesmo aquelas empresas que "sempre pagaram". 

Acho que isso foi uma "modinha" quando investir em ações também começou a ser "modinha" no Brasil, acho que lá pelos anos 2000: creio que muita gente só olhava o DY como indicador ao analisar empresas (e no máximo "analisava" o P/L e o L/VPA), e um conhecimento que eu via sendo difundido até em sala de aula (nos cursos universitários que tinham uma cadeira de "finanças" ou "administração financeira") era que o melhor era comprar só ações PN, pois tinham preferência nos dividendos, enquanto que as ON somente davam votos na assembléia de acionistas e isso nunca faria diferença para nós, investidores pessoa física, considerando que somos pequenos investidores sem participações significativas nas empresas. (O problema desse raciocínio é o tag along das ações PN, o que pode trazer surpresas desagradáveis aos acionistas PN em casos de fechamento de capital ou troca de controladores)

Esse foi, por exemplo, o erro do nosso famoso colega Pobretão: ter feito o all-in na Eletropaulo por conta, entre outros motivos, dos gordos dividendos que aquela empresa costumava pagar. O objetivo dele, se bem me lembro, era atingir a marca (impressionante para um pequeno investidor e jovem) de 25.000 ações ELPL4. Com isso, por exemplo, caso a empresa pagasse em determinado mês 2 reais de dividendos (como aconteceu pelo menos umas duas vezes, conforme vi em sites com registros de dividendos por aí), ele receberia R$ 50.000,00 limpos na conta. Tudo lindo e maravilhoso  (ele poderia gastar uma parte e com o que sobrasse provavelmente ainda daria para comprar centenas de ações da Eletropaulo ou de outras empresas), porém com esta estratégia ele se arriscou muito, pois seu patrimônio dependia de uma empresa só. Como na época (2012-2015) a empresa teve muitos problemas com a ANEEL, a cotação da ação oscilou bastante, fazendo com que em vários meses ele tivesse imensas variações no patrimônio, tanto positivas quanto negativas. Uma hora ele não aguentou mais a montanha-russa emocional e se desfez da Eletropaulo. E depois não divulgou mais onde estava investindo (tenho a impressão de que ele foi para a renda fixa, mas não lembro)

Neste post aqui, intitulado "O que importa é o fluxo de caixa e não o tamanho do patrimônio", publicado em 2012 (e lá se foram 11 anos!!) o Pobretão dá sua opinião (ao menos a opinião que tinha na época) sobre renda passiva. Eu pessoalmente discordo do que ele escreveu, mas mesmo assim acho que  o post não deixa de ser interessante, e acho que os comentários geraram uma discussão bem boa a respeito de dividendos e renda passiva. Acho que vale a leitura para refletir sobre os diferentes pontos de vista (ainda que quase 11 anos depois, muita coisa se mantém atual - a essência é a mesma).

Outra discussão interessante sobre o assunto ocorreu nos comentários do blog do Pobreta neste post: "quantas ações você precisa investir para ter renda de R$ 10.000 mensal em dividendos?". Vale ler os comentários do pessoal, especialmente os escritos pelo colega Viver de Renda.

Outra lição "chata" é a questão de que os dividendos saem da cotação da ação, ou seja, se você gastar os dividendos estará gastando seu patrimônio acumulado, eles não são um "dinheiro novo" que entrou. Idealmente os proventos devem ser reinvestidos. Claro que no comecinho da caminhada ganhamos bem pouco, menos de 20 reais por mês, de modo que praticamente não faz diferença reinvesti-los ou não, mas a lição é que idealmente devemos reinvestir os dividendos das ações e os aluguéis dos FIIs.

Dito isto, a minha opinião pessoal (ao menos atualmente) sobre o assunto é a seguinte:

- concordo que o ideal é reinvestir todos os meses os dividendos e aluguéis recebidos, porém dependendo da situação de vida do investidor, isso nem sempre é possível (e eu estou numa fase  em que os gastos estão maiores mesmo, então vários meses precisei usar essa renda passiva como complemento do salário) pois a vida não é linear e "certinha",  da mesma maneira como nem sempre será possível, por exemplo, segurar títulos do tesouro durante 30 anos sem nunca mexer no dinheiro (aliás, creio que sejam bem poucos os que conseguem) - mas, mesmo assim, devemos buscar reinvestir tudo, ou pelo menos uma parte, do que recebemos de renda passiva;

- ao mesmo tempo, eu acho que se você precisar do dinheiro, é melhor gastar os dividendos recebidos do que vender as ações ou os FIIs para levantar o montante necessário. Por mais que uma empresa cuja ação valha 10 reais e declare um dividendo de 1 real e você passe a ter R$ 9,00 + R$ 1,00 (ou seja, sem alterações no patrimônio total), se você precisar gastar o dividendo você ainda terá a ação em seu patrimônio, e acho que ações de empresas valem mais do que dinheiro;

- Nem sempre será possível aumentar o rendimento ganho através do trabalho;

- Há um conforto psicológico trazido pela renda passiva dos investimentos. Acho que no mínimo servem para dar uma tranquilizada em relação ao trabalho, principalmente quando o investidor está no estágio de receber dividendos na casa dos poucos milhares de reais;

- Tendo em vista os itens anteriores, os dividendos, JCP e aluguéis podem ser uma importante bóia salva-vidas, quase como se fossem mais uma "dimensão" da Reserva de Emergência (uma reserva flutuante e incerta, mas que ainda assim pode servir como tábua de salvação), ao menos durante um tempo (por exemplo, entre um emprego e outro). Claro que isso não é sustentável para sempre (afinal é renda variável), e deve ser tratado como exceção.

- Na fase de usufruto do patrimônio acumulado, eu particularmente acho melhor ter pelo menos algumas empresas que pagam dividendos (e FIIs) na carteira, para poder usar os dividendos, do que ser obrigado a vender ações para realmente usufruir do valor acumulado.


Em resumo, na minha opinião é melhor receber dividendos do que não receber (óbvio), e devemos reaplicar o máximo que pudermos, usando a renda passiva somente quando necessário. E hoje em dia, que está mais fácil ter investimentos no exterior, também é possível ter uma renda passiva de dividendos em dólar, o que não deixa de ser uma segurança a mais para o pequeno investidor brasileiro. Sendo assim, quem tiver condições, que busque também criar esta renda passiva no exterior, com a vantagem de que, por ser mais difícil gastar esse dinheiro (por que tem que fazer a remessa de volta para o Brasil, e isso "dá trabalho"), tendemos a sempre reaplicar 100% dos proventos em dólar.

O que acham do assunto, companheiros de trincheira?

Forte abraço! 

Fiquem com Deus!


quinta-feira, 1 de junho de 2023

Aportes e Atualização Patrimonial - maio de 2023 [ Finalmente!]

 Salve, salve, confraria, vamos a mais um post de atualização patrimonial!

Maio passou voando, e já chegamos na metade do ano! Como passa rápido...

Confiram abaixo o resumo por classe de ativo, com todos os valores expressos em Coroas, a moeda oficial do Mago Economista:



Aumento acumulado de 214,6% desde o início da série histórica, em junho de 2021.

Finalmente superei a marca das 3.000 coroas! Rumo às 3.500, e depois às 4.000!

Além disso, o valor alocado em ações está quase empatando com o valor da RE, e o de FIIs está seguindo de perto. 

Os ajustes que pretendo fazer nos próximos meses:

- Aumentar a diferença entre o % em ações e em FIIs

- Aumentar o % no exterior


Segue o gráfico da evolução patrimonial desde junho/2021:


Agora, vamos aos aportes do mês (como sempre, relembro a todos os leitores que NENHUM ATIVO mencionado neste blog e/ou em seus comentários é uma recomendação de compra! Estudem por conta própria e tirem suas próprias conclusões sobre o que fazer com seu dinheiro. Se forem na onda de blogueiros anônimos e de influencers irão perder dinheiro!)

Ações - O aporte do mês foi na empresa Wiz Co Participações e Corretagem de Seguros S/A, empresa do ramo de previdência e seguros, a qual já fazia parte da carteira. No momento estou com 31 empresas, e estou aumentando a participação nelas antes de prosseguir com novas aquisições. Quando escrevi este post, vi que no geral as ações deram uma valorizada. 



As próximas aquisições de ações provavelmente serão de SLC, Klabin e Itaú.


FIIS - o aporte do mês foi no fundo FIIP11B, fundo de gestão passiva, multi-imóvel, multi-inquilino, do ramo híbrido, com imóveis logísticos e lojas de rua. O fundo está com vacância zerada e a taxa de administração é baixa. A carteira permanece com 16 FIIs, sendo 2 deles de gestão passiva (FIIB11 e FIIP11B). Quando escrevi este post, notei que os FIIs da carteira, em geral, deram uma valorizada. Que continuem assim!

Segue o gráfico de FIIs:




Exterior - sem aportes este mês. Acho que em junho e/ou julho irei focar os aportes no exterior, visando equilibrar a proporção país/exterior da carteira. A carteira por enquanto permanece a mesma, com 8 stocks e 9 REITs (o objetivo, ao menos por enquanto, é ter 17 stocks e 17 REITs, na proporção 75/25). Usei o dólar a R$ 5,01 para fazer o câmbio nesta atualização patrimonial.





Renda Passiva - o grande destaque do mês foi a renda passiva, impulsionada pelos dividendos e JCP da Grendene (R$ 1,23 por ação),  Mahle S/A (R$ 3,51 por ação), EDP Brasil (R$ 1,41 por ação), e SLC Agrícola S/A (R$ 2,59 por ação). Foi estabelecido um novo recorde para mim, de incríveis 18,5 coroas, das quais 17,5 foram oriundas de ativos do país e 1 de ativos do exterior. Este resultado deveu-se aos dividendos excepcionais pagos por 4 empresas da carteira. 

No total, foram 12 empresas no país que pagaram dividendos e JCP: Grendene, Mahle, EDP Brasil, SLC Agrícola, Eztec, Farmácias Panvel, Itaú, Bradesco, Raia Drogasil, Localiza, Cielo e Klabin. E no exterior, recebi proventos de 3 empresas (Paychex, Colgate e Bank of NY Mellon) e de 5 REITs (Realty Income, Gladstone Commercial, Stag Industrial, EPR Properties e NNN). 

Como eu sempre digo aqui, essa é apenas mais uma vantagem da diversificação: a tendência é que sempre haja alguma(s) empresa(s) te pagando dividendos e JCP, todos os meses. Claro que nada é garantido, pois dividendos dependem de lucro, e lucro é algo incerto, mas diversificando colocamos as probabilidades a nosso favor.

Creio que este recorde demorará para ser superado (mas espero que não! rs). Segue o gráfico:


E o gráfico da renda passiva acumulada do ano:


Gráfico da distribuição do patrimônio da holding Mago S/A:

RE agora representa 31% do patrimônio. Pretendo mantê-la sempre entre 30 e 33%.


Generalidades

- Procurei me manter afastado das notícias, e quase não fiquei sabendo de nada do que está acontecendo por aí (guerra na Ucrânia, política, etc.). Mas o pouco que vi... prefiro nem comentar!

- Esse mês não consegui bater a meta de 2 posts. Pelo menos em fevereiro e em abril eu fiz 3 posts, então se considerarmos o número anual de posts, ainda estou acima da meta.

- Pelo menos maio foi um bom mês de estudo para concursos. Continuarei estudando. 

- Na próxima atualização patrimonial, farei um "balanço" do 1º semestre.


O mês de vocês também foi bom? Comentem aí!


Forte abraço!

Fiquem com Deus!