Saudações, confraria da melhor blogosfera do Brasil!
Post reflexivo, para me ajudar a manter o foco no que é importante!
Nós da finansfera brasileira falamos (escrevemos) bastante sobre finanças, aportes, trabalho, e por aí vai. Temos um conhecimento acima da média brasileira no que tange a finanças pessoais (não que isso seja muita coisa) e a assuntos correlatos.
Eu iniciei este blog inspirado no Viver de Renda, como já disse em outras oportunidades aqui, e comecei com a intenção de escrever posts técnicos de finanças, falar sobre modelos de precificação de ativos, modelos econômicos, econométricos, etc., do jeito que o VdR costumava escrever no começo do blog dele.
Em parte isso também foi porque quando iniciei o meu blog eu tinha acabado de fazer uma pós graduação (MBA), por ordem da empresa onde trabalho, e meu TCC foi um estudo de caso de derivativos - ou seja, na época eu estava com a matéria fresquinha na cabeça e bastante motivado com o assunto (eu acreditava que iria trabalhar com isso na firma, mas acabei não indo para esta área... um assunto para um post futuro, talvez).
Enfim, feita esta introdução, eu vos digo que observo muito este comportamento internet afora (não apenas na finansfera) e quando o assunto "finanças" surge numa conversa na vida real: em geral, as pessoas que investem parecem que vivem em função de otimizarem seus investimentos .
Eu já li diversas discussões em seções de comentários de blogs e em fóruns de finanças sobre rebalanceamentos minuciosos de carteiras pessoais, controles "milimétricos" do risco, buscas quase obsessivas por "alfa", um forista tentando provar que está mais certo que o outro,... enfim, acho que quando estudamos demais esses assuntos perdemos o foco do que é mais importante (e "o mais importante" é diferente para cada um).
Como o título do post sugere, o que quero dizer é que é importante não perdermos o foco das coisas reais e que realmente têm significado além do mundo material, e não podemos tratar o dinheiro mais do que como uma ferramenta, senão ele nos domina.
E domina tanto no lado "pequeno" (economias obssessivas de moedinhas de cinquenta centavos), quanto no lado "grande" (aquela eterna busca - que geralmente leva à frustração- por aquele 1% a mais de retorno que, a não ser que você seja multi milionário, não vai fazer muita diferença na vida).
E quando paramos pra pensar, percebemos que muitas coisas que buscamos, fazemos e estudamos são para ganhar mais dinheiro, como se não houvesse outro propósito além disso.
Até esses papos de "desenvolvimento pessoal" geralmente acabam caindo nesse lugar comum.
Já vi pessoas desistindo de aprender determinadas habilidades e conhecimentos "porque não dão dinheiro", ou deixando de fazer coisas "para não gastar dinheiro".
Se colocarmos as coisas na perspectiva do tempo, que é o recurso mais escasso de nossas vidas, isso fica um tanto frustrante.
Não vou ser hipócrita: várias vezes me enquadrei (e ainda me enquadro) no que escrevi acima.
Claro que todo homem deve buscar seu sustento, e quando não temos nada creio que devemos dar prioridade a conseguir ao menos o básico, mas a partir de um certo ponto podemos enfim buscar coisas além das necessidades materiais básicas (na verdade sempre podemos fazer essas coisas concomitantemente, mas no começo, óbvio que é mais difícil)
E óbvio que não estou dizendo que devemos negligenciar a busca pelo sustento e nem abandonar a busca pela Tranquilidade Financeira (TF) ou nem mesmo a IF (para aqueles que a buscam). O que quero dizer é que devemos tratá-las como devem ser tratadas: meios para fins muito mais importantes e significativos do que o mero acúmulo de patrimônio. Devemos buscar nos elevar em diversas "áreas da vida".
Somos todos diamantes brutos que precisam ser lapidados. Estamos sendo constantemente lapidados, e esta lapidação não é feita somente pela busca por dinheiro.
Forte abraço, meus companheiros de trincheira!
Fiquem com Deus!
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