domingo, 3 de julho de 2022

Aportes e Atualização patrimonial - junho de 2022

Saudações, confrades!

O mês de junho acabou, e com isso já passamos da metade do ano! 
Vamos a mais um post de atualização patrimonial, como sempre expresso em Coroas, a moeda oficial do blog.



O Castelo no fundo representa meu apartamento quitado... Agora é juntar mais para comprar outro e me render uma grana extra de aluguel!

Patrimônio de 2.186 Coroas, ou seja, aumento acumulado de 118,6% desde o começo da série história. 

Como sempre,  o que me importa é o patrimônio crescendo como um todo. 

Mesmo com a queda geral das ações, o aporte do mês (e um pouco também a alta do dólar) permitiram que o patrimônio continuasse subindo

(Claro que isso será cada vez mais difícil conforme o patrimônio aumenta e o aporte vai representando cada vez menos em relação ao patrimônio total)



Agora vamos à análise de cada componente do patrimônio (como sempre falo, nenhum  ativo mencionado no blog é uma recomendação de compra! A minha estratégia de investimentos é 100% escolher tudo com base das figuras que vejo na borra do chá e da posição relativa de Vênus e Ceres...)

Ações - este mês a empresa escolhida foi o Instituto Hermes Pardini SA (PARD3), empresa do ramo de medicina diagnóstica, um setor de demanda, a meu ver, perene e inelástica, além de ser extremamente útil e com bastante espaço para inovações tecnológicas. Adquiri a mesma por volta do dia 2 de junho e há alguns dias vi a notícia de que a Fleury SA comprou a Hermes Pardini... oferecendo R$ 2,15 em dinheiro e mais 1,2135 ação de Fleury pra cada ação PARD3. Vou pensar se vou vender as ações antes disso ou se aguardo e recebo o dinheiro e mais as ações FLRY3 caso a compra da Pardini realmente se concretize. De qualquer forma, não vai mudar nada para mim, não importa o que eu faça. 

(Talvez seja ainda cedo para decidir qualquer coisa, pois esta negociação acabou de ser anunciada)

Bem, amigos, agora tenho 23 empresas na carteira. Ainda tem espaço para mais. O plano do mini-ETF segue firme e forte.


clique para ampliar. Todos os valores estão expressos em Coroas.


Carteira ainda com peso desproporcional em EGIE3. 


FII- conforme escrevi na última atualização patrimonial, não selecionei outro FII para compor a carteira da Mago SA, então aportei novamente em SDIL11, da área de logística, que era um dos FIIs mais defasados da carteira. Vou continuar procurando novos FIIs, mas por enquanto seguirei aportando nos que ainda estiverem defasados. A carteira continua com 15 FIIs, o que julgo um bom número para fins de diversificação. Lembro de já ter visto este número de FIIs nas carteiras de vários colegas da blogosfera. 

Clique para ampliar. Todos os valores são em Coroas

Continuo concentrado em HGLG11... se não encontrar nenhum outro FII para compor a carteira, creio que o próximo aporte será em FIIB11, que é o mais defasado no momento, ou em RBVA11. 


Exterior - a stock do mês foi Colgate Palmolive, empresa que todos nós conhecemos, e com o dinheiro que sobrou na corretora adquiri algumas ações do Franklin Street Properties, um REIT  do ramo de escritórios relativamente pequeno para os padrões americanos (com apenas 20 imóveis ele é pequeno lá, mas aqui seria um dos maiores). 

Ainda consegui pegar o dólar abaixo de 5 reais quando fiz o aporte em junho, mas tudo indica que em julho não conseguirei repetir tal feito.

Colgate só está perdendo no meu patrimônio para o HGLG

Reserva de Valor - aportei em BTC e ETH, e acabei aproveitando mais uma grande queda das criptos (comprei bitcoin na casa dos 114 mil reais, e hoje está ainda mais barato). Será que as criptos vão recuperar o patamar de 2021? Será que está havendo uma correção para um valor mais justo? Será que vão virar pó e fim da história? Ninguém sabe! Vamos ver se em julho eu consigo comprar BTC abaixo dos 100 mil biroliros... o meu preço médio continua alto, mas baixou bastante por conta dos aportes de maio e junho.

Renda Fixa - Continuo sem aportar nada na renda fixa. Talvez agora em julho, quem sabe... Pelo menos não precisei fazer resgates da RE esse mês!

Renda Passiva - não esperava mesmo que fosse ser maior do que a do mês de maio, que foi o recorde até o momento. Este mês recebi 3,8 coroas, sendo 3,2 dos FIIS e 0,6 de JCP e dividendos de Bradesco, BB,  M.Dias Branco e Itaú. Agora acho que 3 coroas é o meu novo "piso" de renda passiva.

Crescimento lento e constante... pode parecer pouco, mas a renda passiva recebida em junho de 2022 foi a 4ª maior até o momento

Segue o gráfico do patrimônio total. Vejam que a RE ainda representa um pouco mais de 50% do patrimônio. Este mês isto foi parcialmente explicado pela queda da nossa bolsa. 

Ademais, embora haja um ou outro ativo com um percentual maior do patrimônio (Colgate, Engie e HGLG) a diversificação está indo bem:



 

Trabalho - sem novidades aqui, graças a Deus. 

Estudos - Sigo fazendo meu curso de macros e visual basic (não sei se consigo aplicar isso onde trabalho atualmente, mas é bom para valorizar meu currículo e aumentar minha empregabilidade) e estudando para concursos.  
Preciso otimizar os pequenos intervalos que tenho no dia a dia para aproveitar melhor meu tempo... E fazer questões pelo aplicativo do Tec Concursos, embora seja de certa forma eficiente, cansa um pouco. Eu prefiro ler meus resumos no papel, e responder questões no papel também. Se fosse seguro, eu estudaria na minha mesa no trabalho, no horário do almoço, mas sabemos que na prática isso não é recomendável...

Família - tudo bem por aqui, graças a Deus!


Generalidades -

 - Inflação subindo, juros altos  e dólar caro... Rapaz... No meu trabalho já vi gente reclamando do litro do leite, mas por enquanto não passou de algumas conversas no corredor.

 - Com os juros altos, a bolsa fica em tendência de queda, conforme pudemos observar empiricamente este mês. A explicação teórica para isso é: com os juros altos fica mais vantajoso correr menos riscos na renda fixa, então os investidores fogem da renda variável; outra explicação teórica seria que os juros altos tornam mais caro para que os empresários invistam (no sentido de comprar equipamentos, imóveis, etc para suas empresas), o que deteriora as empresas e faz seu valor cair.

- O dólar também costuma ter correlação negativa com nossa bolsa: se ele fica caro, é como se os investidores passassem a acreditar menos no Brasil e tiram seu dinheiro daqui.

- Vamos rezar para que a inflação não dispare, pois a partir de certo ponto ela costuma agir como um ciclo vicioso, se retroalimentando...


Por enquanto é isso, confrades!

Fiquem com Deus!


segunda-feira, 27 de junho de 2022

Um olhar crítico sobre nosso sistema de ensino

A questão da educação e do ensino no Brasil, nossa querida Terra de Santa Cruz,  é algo problemático já há algumas décadas. 

Não sei quando o problema começou,  de fato, e sei através de relatos de parentes e amigos que exercem o magistério, que hoje em dia está muito pior do que quando ocupei os bancos escolares. 

Também sei que na minha época já estava pior do que na de meus pais, mas acredito que na época deles as coisas estavam melhores do que na de meus avós. Então creio que o problema tenha começado mesmo por volta dos anos 60 ou 70, embora suas sementes provavelmente já estivessem plantadas há muito mais tempo. O problema não é só administrativo, mas também cultural, mas este assunto fica para outro post.

Se vocês pesquisarem, verão que a degradação do ensino não é um fenômeno exclusivo do Brasil... até as famosas e caríssimas universidades da "Ivy League" estão degradadas e decadentes, embora ainda sirvam para enfeitar currículos mundo afora...

Mas isto também  é assunto para um futuro post. Neste aqui me aterei apenas ao Brasil.

Vejam se a experiência que vocês passaram nos anos de escola não é parecida com o que vou descrever:

O nosso sistema de ensino se divide em basicamente 4 fases: primário,  ginásio,  ensino médio e faculdade (uso a nomenclatura da minha época de aluno).


É no ensino  primário que aprendemos o básico e , no fundo, aquilo que é mais útil pra vida: ler e escrever em português, as 4 operações fundamentais de matemática, frações, porcentagens, e o basicão de ciências, geografia e história. É o mínimo para ser funcional em praticamente qualquer emprego, e também julgo necessário saber o mínimo de biologia para viver (pelo menos onde estudei, aprendíamos até a quarta série o básico do funcionamento do corpo humano, o básico sobre plantas e animais, alguns cuidados que temos que ter com a comida, etc.). 

E, embora a maioria das pessoas nunca vá usar os conhecimentos de geografia e história para ganhar dinheiro, não acho que seria bom que em uma sociedade a maioria das pessoas não soubesse absolutamente nada de geografia e de história do mundo e da história de seu próprio país. Acho que todos temos que saber alguma coisa destes assuntos, pois é essencial ter um mínimo de cultura! 

Não concordo com as ideias, defendidas por alguns, de que somente devemos aprender o que for útil para o trabalho, pois assim seríamos reduzidos a meros "burros de carga", seres incultos que só sabem coisas relativas a suas próprias profissões, como formigas operárias. Isto reduziria o ser humano a algo só um pouco acima dos animais, em minha opinião.

pena que salas de aula arrumadinhas assim sejam exceção no Brasil...


Quando chegamos ao Ginásio e depois ao Ensino Médio as coisas estão estruturadas de maneira que é praticamente só um repeteco mais aprofundado do que vimos no primário, com a inclusão de algumas poucas coisas novas (física e química, principalmente) e entra muita coisa que é só decoreba pro vestibular, principalmente a parte de história, geografia e filosofia no ensino médio. Claro que algumas coisas aprendidas nesta fase são úteis, mas é cada vez mais notório que o objetivo é só preparar os alunos para o ENEM, numa espécie de "linha de montagem" (além da doutrinação vermelha).

Depois do ensino médio, infelizmente, o normal na época de fazer os vestibulares é estudar tudo de novo, em um cursinho preparatório (às vezes esse cursinho é feito durante o terceiro ano do ensino médio e algumas escolas oferecem esse curso no contra-turno do aluno). O cursinho pré-vest simplesmente condensa em uns 7 ou 8 meses tudo o que foi transmitido nos 3 anos de ensino médio, fazendo uma grande "paçoca" de conhecimentos, muitos dos quais são decorados.

Na hora do vestibular, o aluno "vomita" na prova todas as informações acumuladas em tantos anos de repetição e decoreba na época de escola e no cursinho pré-vestibular, e via de regra esquece a maioria das matérias logo depois.


Ironicamente, o aprendizado mais útil da época do ginásio e do ensino médio são os idiomas (geralmente as escolas ensinam inglês e/ou espanhol, e umas poucas ainda ensinam francês como matéria optativa), mas os alunos em geral tratam essas matérias como simples decorebas ou nem aprendem, e as escolas quase sempre permitem que eles passem automaticamente de ano, pois por aqui já algum tempo há uma cultura muito forte de "ah, você não vai fazer o aluno repetir de ano por causa de inglês,  né??". E fica por isso mesmo. O público meio que já se acostumou com a ideia de que "inglês de escola é ruim".

(Por exemplo, na minha época de ensino médio, na minha escola havia um sistema de monitoria, e eu fui o monitor de inglês da minha turma durante os 3 anos do ensino médio. Eu dava aulas de reforço para diversos colegas que não só não sabiam nada de inglês, mas também não queriam nem se esforçar para aprender. Fiz dezenas de redações para que meus colegas de turma decorassem-nas e as "vomitassem" na prova, não importando qual de fato seria o tema da redação da prova...bizarro demais! Os caras se dispunham a decorar redações de 20 linhas, mas não a aprender inglês!)

Durante a faculdade, há muitas matérias que não acrescentam em nada nem para a profissão que está sendo aprendida e nem para a cultura geral do aluno, e estão lá somente porque o MEC determinou que os cursos de bacharelado devem obrigatoriamente ter 8 períodos e determinada carga horária mínima, como se todos os cursos fossem exatamente iguais (eu sei que tem faculdades que permitem puxar "N" matérias, de modo que tem gente que consegue se formar em 3 anos, mas estes casos são exceção)

Uma coisa interessante que eu noto principalmente nas redes sociais e em sessões de comentários de sites em geral: é muito engraçado ver como hoje em dia em qualquer discussão na internet tem gente dando "carteirada de diploma", e às vezes até dando carteirada de "estar cursando" determinado curso. 

Tendo em vista que o perfil médio do universitário brasileiro é aquele cara que foi para a faculdade só pra ir em chopada e frequentar o barzinho local, matava aula direto (só tomando cuidado para não ser reprovado por falta), estudava só de véspera e passava raspando na maioria das matérias  (isso quando não pedia para o professor dar mais meio ponto) e pagou alguém para fazer o TCC, então há uma boa chance de que aquela pessoa que está te dando carteirada com o diploma numa discussão ter sido esse tipo de universitário. 

Afinal, com que autoridade uma pessoa dessas dá carteirada? Só porque tem um pedaço de papel mal e porcamente merecido? Será que essa pessoa fez algum trabalho realmente relevante em sua área de conhecimento ou será que produziu por obrigação mais um TCC de 20 ou 30 páginas que nunca será lido por ninguém (talvez nem pelo orientador)? 

Acho que algumas ideias para para resolver um monte desses problemas, ou ao menos dar o pontapé inicial seriam:

1) Somente o ensino primário ser obrigatório (para todo mundo saber ler, escrever e pelo menos as 4 operações fundamentais) ou pelo menos somente as matérias que mais se aproximam daquelas do "trivium" e, mais tarde, do "quadrivium", serem obrigatórias, com o restante das cadeiras sendo eletivas e cada aluno montando sua grade ao longo dos anos de escola conforme o interesse e o pendor de cada um;

2) Focar o ensino primário em leitura, interpretação de texto, raciocínio lógico e matemática (que são áreas muito defasadas no nosso Brasilzão de Deus) 

3) Diminuir o número de vagas da maioria dos cursos superiores (muitos cursos formam um número de profissionais muito superior à demanda do nosso mercado, o que achata os salários) 

- edit (9/8/22): aumentar o número de vagas pros cursos de medicina, pois apesar do que dizem, há poucos médicos no Brasil, e muito concentrados nas capitais;

- edit (27/3/2023): diminuir também o número de vagas para o ensino médio, e direcionar aqueles que não fossem cursá-lo para cursos profissionalizantes, para que aprendessem ofícios.

4) Acabar com qualquer forma de aprovação automática em todas as etapas do ensino;

5) Focar em abrir mais escolas técnicas / profissionalizantes, e não em abrir universidades (no Brasil tem muito "doutor" e pouco eletricista, encanador, mecânico, etc. que sejam realmente técnicos);

6) Acabar com o currículo obrigatório (exceto talvez para o trivium e quadrivium), e permitir que cada escola tenha o seu próprio currículo personalizado para as peculiaridades locais de cada região e/ou de seu público;

Edit (27/3/2023): 

7) impor uma idade máxima para cada série (e com isso acabar com o absurdo de, por exemplo, adolescentes de 15 anos ou mais na quarta série, dividindo a sala de aula com crianças de 10 anos, que vemos em algumas escolas)

8) em complemento ao item 7, impor um número máximo de reprovações aos alunos (prevendo a expulsão de quem repetir de ano mais do que, por exemplo, duas vezes)

9) Tornar obrigatória a apresentação de algum comprovante de trabalho (carteira de trabalho, contrato de PJ, recibos de autônomo, etc) para frequentar EJAs;

10) direcionar os alunos expulsos das escolas (por conta dos itens 7 e 8), bem como quaisquer alunos e demais pessoas interessadas, para programas de ensino profissionalizante, para que aprendam ofícios.

Edit (16/9/2024):

11) Criar um "vestibular" ou "exame" para dar acesso ao ginásio, com número limitado de vagas (digamos, de cada 100 crianças do primário, apenas umas 60~70 deveriam poder ir pro ginásio). E depois, outro "exame" para o ensino médio, com menos vagas (das 60 que fizeram ginásio, só umas 40 deveriam poder cursar o ensino médio) - os alunos que não conseguissem passar nestes exames seriam direcionados para cursos profissionalizantes, para aprenderem ofícios.

12) Supletivos deveriam ter idade mínima (30~35 anos) e deveriam ter a matrícula condicionada a apresentação de comprovantes de trabalho/emprego, à semelhança de como deveriam ser os EJAs

13) Criar exigência de experiência profissional mínima para poder cursar Mestrado e Doutorado (para acabar com esse negócio de emendar faculdade com mestrado e doutorado, e com isso não formarmos mais  mestres e doutores que nunca colocaram a mão na massa e possuem uma visão apenas teórica sobre suas áreas de conhecimento) 

14) Criar exigência de idade mínima para cursos de Mestrado e Doutorado (eu acho muito estranho quando vejo um doutor de 30 ~35 anos! Doutor deveria ter uns 50, 60 anos, por aí. Mestres deveriam ter uns 40 anos, no mínimo. Isso faria com que somente pessoas com experiência de vida fossem para estes cursos, e não jovens recém-formados)


Não posso afirmar se as ideias acima, caso seguidas à risca, resolveriam os problemas de educação no Brasil, mas acredito que ajudariam bastante no longo prazo. Usei apenas o bom senso para pensar nestas ideias.

Enfim, confraria, estas são algumas de minhas opiniões sobre o nosso sistema de ensino. Será que exagerei alguma coisa? Talvez, mas não acho que escrevi nada muito fora da realidade. Pelo menos foram essas as coisas que vi em meus tempos de formação.


Forte abraço!

Fiquem com Deus!

Fora da caridade não há salvação!

terça-feira, 31 de maio de 2022

Aportes e atualização patrimonial - maio de 2022

Saudações,  confraria da melhor blogosfera do Brasil!

O ano está passando voando, mas o mês de maio passou devagar, pelo menos para mim! 

Chegamos à metade do ano, e de um ano de eleição, ainda por cima! Os ativos-chave de nossa bolsa ficarão cada vez mais voláteis... Isso pode criar oportunidades para comprarmos boas empresas a preços mais baixos que o normal (não necessariamente baratos, mas mais baixos que o normal).

Veremos!

Agora, segue a atualização mensal, expressa em Coroas, a moeda oficial do blog:


Aumento acumulado de 108,6% desde o início da série histórica, em junho de 2021 (notem que só me importa a variação desde o começo, e não a variação mês a mês)


Lentamente vamos chegando à TF... lembrem-se sempre que no mundo das finanças o que importa é o binômio aporte + tempo


Os aportes ainda estão me protegendo de ter quedas no patrimônio. Mas isto se tornará cada vez mais difícil, conforme aumenta a participação de renda variável no portfolio.

O plano de fazer meu mini-ETF continua. Este mês comprei mais 5 ativos, conforme veremos abaixo. 

Fiquei pasmo com algumas coisas que li na internet sobre ETF x stock picking: li um argumento horroroso de um cara que era contra investir em ações individuais. O sujeito em questão disse que há um "custo de rebalanceamento elevado no stock picking", pois o investidor teria que ficar realocando seus recursos para equilibrar o portfolio... mas por quê? Por acaso ele acha que o pequeno investidor pessoa física tem que se guiar pelo ibovespa, sendo que o pequeno investidor pessoa física não precisa dar satisfação para ninguém a não ser a si mesmo? Será que ele pensa que o pequeno investidor deve tentar copiar um índice que é excessivamente concentrado em 10 empresas, não necessariamente boas? Eu, hein... Além disso, rebalanceamento se faz comprando o que estiver mais defasado, e não vendendo o que está mais adiantado...

Como sempre, nenhum ativo mencionado neste blog ou em qualquer de seus comentários é uma recomendação de compra. 

Ações  - comprei WIZS3, empresa do ramo de seguros. Acho uma área interessante. Vamos ver o que o tempo trará para esta seguradora. 

Além disso, comprei mais um pouco de CIEL3, aumentando minha aposta na empresa. Ainda representa muito pouco do meu patrimônio, em termos de valor efetivamente aportado (embora já tenha ultrapassado o valor que possuo em algumas das empresas da carteira principal, no valor de mercado). 

Com isso agora são 22 empresas na carteira. Rumo às 43! Cheguei na metade do caminho!

Segue o quadro com o valor (em coroas) em cada empresa (reforçando: nenhuma das empresas é recomendação de compra! Estudem por conta própria e tirem as próprias conclusões, ou perderão todo o seu dinheiro seguindo dicas de blogueiros anônimos!)

Este quadro precisará ser ampliado! (faltaram algumas ações nele, mas fiquei com preguiça de corrigir, então fica para o mês que vem completar o quadro!)

A maioria das empresas está na casa dos 4 ou 5% da carteira All Stars.


FIIs - a aquisição do mês foi o HGBS11, fundo de shopping centers (para dar um tempo dos fundos de logística), multi-imóvel e multi-inquilino. Com isso, tenho agora 15 FIIs na carteira. Sinceramente não sei se chegarei aos 23 que planejei inicialmente. Talvez este mês eu já comece a repetir FIIs da minha carteira, começando pelos que estão mais defasados.

(reforçando: nenhum dos FIIs abaixo é recomendação de compra! Estudem por si próprios e tomem as rédeas de suas vidas, com suas próprias conclusões! Nunca confiem em anônimos da internet! Eu sou só mais um curioso! Não sou profissional qualificado de investimentos!)



Provavelmente os aportes nos próximos meses irão ser concentrados nestes FIIs que estão abaixo de 6% do valor a carteira de FIIs.


Reserva de valor - aportei somente em BTC, e acabei aproveitando a queda (óbvio que não comprei no fundo do fundo, mas pelo menos serviu para dar uma reduzida no preço médio). As criptos ainda representam menos de 5% do meu patrimônio total, então não me importo tanto com o que acontece nessa parte e nem contabilizo isso no cálculo do patrimônio.

Renda fixa - precisei sacar mais um pouco da caderneta. Normal. Ainda não estou preocupado com a RE. Ainda avaliando a ideia de aportar em LCI ou LCA. Não excluo a possibilidade de aportar em títulos do Tesouro, mas ainda não me sinto muito confortável com a ideia.

Exterior - este foi o mês da indústria: o aporte do mês foi em Emerson Electric, empresa do setor de automação industrial, e em STAG, um REIT também  da área industrial/logística. Talvez na próxima atualização patrimonial eu coloque um quadro bonitinho de pixel art com os ativos que possuo no exterior. Muito legal, mas não recomendo que comprem nenhum destes ativos, pois sou apenas um curioso que compra ações e REITs com base em achismos e com base nos desenhos que aparecem na borra do chá que fica no fundo da xícara...

Renda Passiva - este mês marca um novo recorde para mim, com 7,82 coroas, quase dobrando o valor recebido no mês anterior. Tal montante se deve aos dividendos pagos pela Metal Leve SA e pela SLC SA. Claro que não espero receber tanto assim em junho, então vai demorar alguns meses até esse recorde ser quebrado.

Foi o primeiro mês em que os dividendos de ações superaram o valor recebido de aluguéis dos FIIs! 

Fora as empresas mencionadas, recebi dividendos e JCP também do Banco do Brasil, Grendene, Renner,  Totvs, Eztec, além dos pingados de sempre de Itaú e Bradesco. Esta é outra vantagem que estou percebendo na estratégia de diversificar em várias empresas: pode ser pouco, mas praticamente todo mês tem alguma empresa pagando dividendos e JCP. No mínimo, o efeito psicológico disso é bastante bom, pois me motiva a continuar aportando. Como sempre, não estou contando na renda passiva os juros da poupança.

O sonho de viver que nem um redneck cada vez mais próximo...




Trabalho - muito estresse, sofrimento e ansiedade, principalmente na segunda quinzena do mês, pois tive que cobrir as férias de um colega. Os meus colegas de trabalho parecem que sempre têm uns 50 dias de férias para tirar todo ano, e eu pareço que só tenho uns 5...Não sei se sou só eu, mas vocês também têm essa impressão?

Outra coisa que percebo: é muito ruim sair de férias e, logo na volta, ter que cobrir as férias de um colega. O que você vai se cansar vai fazer com que suas férias não tenham servido de nada. Ou pelo menos essa é a impressão que eu tenho. Por isso prefiro ser um dos últimos a tirar férias...

Fora isso, não era para a tecnologia facilitar o trabalho? Então por quê trabalhamos cada vez mais? Por quê não temos finais de semana de 3 dias, jornadas de trabalho de 6 horas, férias no padrão do poder legislativo (60 dias por ano), etc., etc. ?

Generalidades - em maio praticamente não acompanhei notícia nenhuma, então estou bastante por fora dos assuntos. Eu vi que o BTC sofreu uma grande queda (e até fiz um post aqui), e morreu pela enésima vez. As demais criptos (ao menos as sérias) seguiram o mesmo caminho. Pelo que vi, ainda não recuperou o patamar de mais de 200K reais. Será que isso um dia vai valer um milhão de reais?

Percebi que o dólar está abaixo dos 5 reais novamente (no momento em que escrevo isto o dólar está a 4,73). O que pode estar causando isso? Imagino que seja a impressora do FED, a guerra na Ucrânia (que ninguém mais fala), a alta dos juros americanos, etc. 

O que importa é que está mais barato para fazer remessas (imagina voltar no tempo para 2014 e dizer isso para alguém daquela época, que o dólar a 4,73 está barato...)

Fora isso, vi por alto que aconteceu o de sempre: celebridades falando bobagens, políticos fazendo lambanças, burocratas burocratizando, esquerdistas esquerdando, soyjaks sojando, etc.

Ou seja, não perdi nada ao não acompanhar as notícias...

Como foi o mês de maio para vocês, confrades?


Forte abraço! 

Fiquem com Deus!