sexta-feira, 30 de agosto de 2019

As loucuras do mundo moderno (2) - insanidades no trabalho e a ciência dogmática

Saudações, caros leitores. 

Nesta segunda parte da série do louco mundo moderno discorrerei acerca das bizarrices que percebo neste "admirável mundo novo" do século XXI no que tange à ciência moderna e ao mercado de trabalho. 

Em relação ao trabalho, eu tenho a opinião de que ele é muito importante em nossas vidas por dois motivos:

1) Deus nos incumbiu deste minúsculo ponto do universo, então cabe a nós cuidar dele, melhorá-lo e desenvolvê-lo no que for possível. É a nossa missão, e o trabalho é uma das ferramentas para isso; e

2) Trabalhando desenvolvemos nossas capacidades físicas, mentais e sociais, de forma que, além de uma ferramenta para melhorar o mundo, o trabalho também pode ser uma ferramenta para melhorar o indivíduo. Uma vida sem trabalho algum, totalmente dedicada ao ócio e ao hedonismo seria uma vida desperdiçada, sem progresso individual, estagnada, o que é um desrespeito à Criação.

Agora, apesar da importância e da nobreza inerente ao trabalho, eu acho que o modo como se tem lidado com ele hoje em dia ele está bastante desvirtuado: 

- Há muitas pessoas, atualmente, que arranjam problemas psicológicos, emocionais e até problemas físicos por causa do jeito como estão as relações de trabalho e emprego hoje em dia. Nosso colega da finansfera, o Executivo Pobre, por exemplo, fez uma postagem recente que ilustra bem isso: muitas empresas esperam uma dedicação sobre-humana por parte de seus empregados, além de cultivarem mentalidades e culturas organizacionais doentias, que normalmente se traduzem em coisas que todos nós (provavelmente) já vimos e vivenciamos como a mentalidade de erro-zero (sendo que é simplesmente impossível não cometer erros nunca), metas absurdas (normalmente definidas por quem não está em contato com a realidade, como os executivos das altas cúpulas), clima de desconfiança entre os colegas (com N pessoas disputando a mesma vaga para promoção, como esperar que o trabalho em equipe seja realmente sólido e produtivo? Nos ambientes competitivos de trabalho reina a falsidade), medo de emitir opiniões sinceras e sugerir ideias (por causa do medo de errar, pois erros costumam não ser perdoados, e isso inibe a criatividade e proatividade de muitos), ocultar várias verdades inconvenientes dos chefes (novamente por causa do medo de errar, e do fato de que o mensageiro costuma pagar pelos erros, mesmo que não sejam dele, e também do excesso de competitividade dentro das organizações), dentre outros problemas comuns do trabalho.

- Sempre nos foi ensinado que a tecnologia torna o trabalho mais eficiente e mais fácil, e é verdade na maioria das vezes. Entretanto, no mundo corporativo, tecnologias como a internet, e-mail, skype, whatsapp, etc. ao mesmo tempo que facilitaram algumas coisas, por outro lado tornaram o ambiente de trabalho muito mais insano e estressante: antes da internet e dos celulares, quando você saía do trabalho você realmente saía do trabalho (exceto, claro, aqueles que levam preocupações para casa, mas isso sempre teve em todas as épocas, eu acho), mas hoje o seu chefe pode te cobrar coisas por whatsapp à noite, ou te mandar e-mails quando você estiver em casa (no meu atual emprego isso está bem mais tranquilo, mas no meu primeiro emprego, cheguei a receber e-mails às 21h, 21h30, com direito a perguntinhas cretinas no dia seguinte - "você não leu o que eu te mandei?" ou "ué, mas eu avisei que ia ter uma reunião às 8h15...tava no e-mail de ontem. Como assim você não preparou nada?"). 

Aliás, não só os chefes, mas os clientes também podem te cobrar coisas em horários pouco convencionais. Ao contrário do que diz a famosa frase, nem sempre o cliente tem razão. Alguns podem argumentar que isso aumenta a eficiência da empresa, que o tempo é otimizado, etc. mas por mim quem argumenta isso só quer sair bem na foto, mostrar que é fodão, que "veste a camisa", que tem "postura de dono", dentre outros clichês empresariais. Só acho válidos estes contatos após o expediente em casos de emergência. Para coisas e assuntos normais, caros diretores, gerentes e queridos clientes, esperem o dia seguinte... 

- Não é o bom técnico ou o bom fazedor da tarefa "X" que geralmente é promovido a gerente de "X", e muito menos a diretor de "X, Y e Z", mas sim o funcionário mais aparilson e falastrão, mais político, estrelinha do futebol da empresa, que mais comparece no happy hour, etc (claro que há exceções, mas vocês entenderam). Por um lado, até faz sentido que as empresas considerem que para postos mais altos as competências mais importantes sejam as interpessoais. Mas por outro lado, colocar pessoas com pouco ou nenhum conhecimento técnico das tarefas básicas que constituem o carro-chefe do negócio em postos-chave causa algumas distorções sérias: é daí que vem as metas absurdas (ex: alcançar até o fim do ano uma receita de vendas de 100 milhões de reais, sendo que o recorde da empresa foram 15 milhões e não há planos de expansão da capacidade produtiva) e aquela mentalidade de "taca tudo na parede, e o que colar, colou" (que dá origem a bizarrices como: todo ano a contabilidade ter que usar um sistema novo,  todo ano mudarem horários, todo ano reformularem o layout das salas, ter equipes trabalhando simultaneamente em projetos antagônicos,  inexistência de prioridades, etc.).

- Aquela história de "você faz seu próprio horário" geralmente é mentira: alguns, com um pouco de sorte e talento, alcançam cargos mais altos, de nível executivo, e dependendo da empresa, têm a opção de chegar a hora que quiserem até determinado horário, mas por outro lado não têm hora para sair, e literalmente nada impede que algum chefe cobre coisas durante este horário "livre".

- Hoje em dia tem uma modinha das empresas quererem imitar o Google e outras big tech e colocarem "mimos" para seus empregados: sala com videogame, sala de leitura, gaveta de kit-kat, dia de trabalhar de chapéu, dia de trabalhar de bermuda, "dia da pizza", etc.  Geralmente empresas com essas práticas são as que mais liberam tarde seus funcionários ou ficam cobrando coisas pelo whatsapp no fim de semana. Se a empresa está disposta a bancar chocolates e permitir que os funcionários joguem videogame no expediente ou passar a tarde de sexta-feira jogando jogos de tabuleiro (ou seja, gastar HH sem produzir), então por quê não pagam hora extra em dinheiro? Ou, se não quiserem ou não puderem pagar hora extra, porque não liberam mais cedo ao invés de forçar essas modinhas e coagir o pessoal a participar de um happy hour?

Agora falando sobre a ciência do mundo moderno, mais especificamente a "ciência mainstream":

- Conforme eu disse no outro post, hoje em dia ela é um verdadeiro culto à entidade amorfa conhecida como "comunidade científica", e seus guardiões são os "especialistas" anônimos e onipresentes, que sempre dão seus pitacos em entrevistas a grandes jornais e revistas, talvez contribuindo para agendas sinistras (controle populacional, impostos globais, aborto, etc.), enquanto os cultistas desta pseudociência são as pessoas que se acham inteligentinhas mas que não fazem ideia de o quanto são simplórias - acham que sabem de tudo porque leram todos os artigos mais recentes da Scientific American, leram os livros famosos do Dawkins, Stephen Hawking e Neil Degrasse Tysson (tais livros, na minha opinião, são "ciência de palco" na mesma proporção que o coaching é o "empreendedorismo de palco" - não me refiro a toda a obra destes caras, mas sim aos seus best-sellers) e dão força às ideias pseudocientíficas como a superpopulação, aquecimento global, buraco na camada de ozônio, etc. 

Pesquisem só: o Stephen Hawking tinha o estranho costume de todo ano fazer  uma previsão diferente para o fim da humanidade; o Al Gore todo ano fala que as geleiras dos polos vão derreter, mas isso já deveria ter acontecido desde 2014, segundo ele próprio, e por aí vai. 

Outro tipinho são as pessoas que acham que porque leram alguns livros de psicologia ou porque fizeram faculdade de psicologia ou psiquiatria desvendaram os mistérios da mente humana e são capazes de explicar tudo.

- Reparem como que a ciência mainstream atualmente não admite ser contestada: cientistas que negam o aquecimento global provocado pelo homem, por exemplo, correm o risco de perderem seus empregos e financiamentos para pesquisa.
O pessoal "inteligentinho" (geralmente universitários, principalmente os estudantes de biologia, medicina, etc.) também não ousa questionar nada, primeiro porque são doutrinados a aceitar tudo e só decorar coisas desde a escolinha (na verdade, todos nós somos). Segundo, porque sabem que se ficarem questionando certas coisas na aula correm o risco de ser reprovados ou prejudicados de alguma maneira por algum professor desonesto. 
Terceiro, porque a maioria vive de aparência e acha que vai parecer feio perante os amiguinhos ser o diferentão e questionar os dogmas científicos da atualidade. 
Por último, porque pensar dá muito trabalho (é difícil fazer aquele cálculo de densidade populacional que eu fiz no último post, não é?) então é mais fácil aceitar as ideias que já vem prontas, ainda mais se vierem de algum cientista de palco. Mas parece que todos se esqueceram que a ciência, a verdadeira ciência, é feita de questionamentos, testes, hipóteses, teorias, contra-teorias, etc. e não de "seguir a corrente majoritária para não ficar feio", ou de ter medo de "ir contra a comunidade científica".

- Uma coisa interessante e estranha desta nossa época é o ressurgimento dos terraplanistas e outros movimentos estranhos, como os anti-vacina. Na minha opinião, eles acabam atuando, sem saber, como uma manobra de distração - eles acabam fazendo com que as outras coisas mais sérias e sinistras pareçam mentira e teoria da conspiração (por exemplo, o caso do Jeffrey Epstein era tratado por muitos como teoria da conspiração, até que o cara realmente foi preso). Ou seja, acabam, mesmo que não saibam disso (mas pode haver sim os que agem desta maneira intencionalmente) contribuindo para tirar a credibilidade de coisas verdadeiras

Agora, por outro lado, os terraplanistas ao menos estão servindo para um bom propósito: a discussão que o Olavo de Carvalho ficou promovendo há alguns meses sobre o terraplanismo (que fez com que muitos achassem que ele próprio acredite nisso) rendeu um bom fruto - deixou escancarado o fato de que a ciência hoje em dia é dogmática e a maioria das pessoas é conivente com isso: os terraplanistas, ao menos, estavam tentando provar seu ponto de vista através de experimentos, e os seus opositores em geral não estavam nem ao menos apresentando argumentos, apenas os rechaçavam com xingamentos e truques retóricos de baixo nível (argumento de autoridade, ad hominem, falácia do espantalho, etc.)

- Outro ponto para ilustrar o que escrevi acima: percebo que os médicos mais jovens tendem a ser mais do tipo "leitores de manual" e os médicos mais antigos tendem a ser mais criativos. Mas isso pode ser só a impressão que eu tive baseado na minha experiência. Acho que isso é explicado pelos seguintes motivos: nossas faculdades de medicina não fogem à regra da defasagem e sucateamento, no geral; o sistema de ensino contribui para matar a criatividade dos estudantes de medicina (na verdade, de todos); e a judicialização da vida (todos processando todos por qualquer motivo - mas sinto que isso está diminuindo, ainda bem) faz com que os médicos tenham medo de inovar e se sintam compelidos a seguir "o que está no livro" porque se errarem podem pôr a culpa no manual de medicina. O mesmo raciocínio vale para estudantes de outras áreas das ciências naturais.

Bem pessoal, acho que o post já ficou meio longo. Depois escrevo a parte 3, a qual será sobre as tendências sinistras que a tecnologia está tomando nos dias de hoje. O que será que o futuro nos reserva?

Forte abraço!

sábado, 24 de agosto de 2019

As loucuras do mundo moderno (1) - falácias ecológicas

Às vezes eu me pergunto o que está acontecendo com o mundo. É como se algo tivesse dado errado, algum "ingrediente" vencido tivesse sido adicionado à mistura, sei lá. Tem situações que eu me deparo, no dia-a-dia, lendo notícias, e até no trabalho, em que eu me sinto como se estivesse vivendo no "Show de Truman"

Coisas bizarras têm acontecido desde sempre no mundo, mas parece que a intensidade só aumentou nos últimos anos. Várias coisas parecem mentira, até que acontecem. Por exemplo, eu já lia histórias a respeito do Jeffrey Epstein (o qual, aliás,  não se matou, foi "suicidado") e seu esquema de tráfico de crianças em conluio com bilionários e políticos há pelo menos 2 ou 3 anos, e quando conversei sobre isso com um colega de trabalho, certa vez, ele duvidou de tudo e taxou como "teoria da conspiração". E o que aconteceu este ano? 

O Olavo de Carvalho avisava desse tipo de coisa há anos, pelo menos desde a década de 90, e até hoje tem gente que duvida. Sinceramente, torço para que os céticos estejam certos e o Olavo esteja errado...

Pode ser que algumas coisas que eu vou escrever aqui (mais em caráter de desabafo mesmo) sejam polêmicas, e algumas podem até soar como teoria da conspiração, mas lembrem-se do exemplo que citei acima.  

Sendo assim, vistam seus chapéus de alumínio e me acompanhem nesta descida (não tão funda) pela toca do coelho. Vejam só algumas das loucuras do mundo moderno:

- Já de algum tempo há um enorme incentivo por parte da mídia, governos, etc. para não se ter filhos, pelo menos no ocidente. Faz parte de uma agenda para diminuir a população do mundo. Volta e meia a mídia podre e algumas "escritoras" e "escritores" mal amado(a)s publicam reportagens e livros incentivando as pessoas a não terem filhos, e às vezes até mesmo fazendo o link pseudocientífico "população menor <=> menos mudanças climáticas" de forma covarde, colocando fotos comoventes de bichinhos, ursos polares desgarrados em bloquinhos de gelo, alegando que o mundo é superpopuloso, quando que na verdade a população inteira da Terra caberia numa área equivalente à do estado do Texas e esta hipotética "cidade mundial" teria uma densidade populacional ainda inferior à de Tóquio atualmente (façam as contas e vejam por si mesmos o que nenhum papagaio midiático parece ser capaz de perceber). 

Se dobrarmos a área considerada, daria para todas as pessoas do mundo viverem com uma densidade demográfica ainda inferior à de São Paulo, e teríamos literalmente o resto do planeta para plantar, criar gado, ter florestas para ecoturismo, florestas para serem mantidas eternamente intocadas pela humanidade, etc. etc. Ou seja, o mundo está é VAZIO, e o avanço da tecnologia torna o uso dos recursos naturais cada vez mais eficiente, ou seja, torna-os, virtualmente, cada vez menos escassos. 

Qual, afinal, foi o critério usado pelos "inteligentinhos" para afirmar que o mundo está superpopuloso? Só o número de habitantes? São nada mais do que cultistas dessa religião da morte que está tentando se apoderar do mundo.

um livro escrito por uma pessoa secretamente frustrada com a vida, querendo tragar outras pessoas para seu poço de miséria

capa de uma revista feita por "inteligentinhos" da mídia

- Ao mesmo tempo, a mídia e vários autores da área de economia e finanças, não só no Brasil como em outros países (inclusive o famoso Robert Kyosaki), ficam diversas vezes falando sobre o problema da inversão da pirâmide etária, e sobre como daqui a dez ou quinze anos ""inevitavelmente"" haverá um jovem trabalhando para cada 5 idosos aposentados, e invariavelmente os livros e reportagens sobre o assunto são todos escritos com um teor apocalíptico e extremamente pessimista. 
Ora, se a situação é assim tão desesperadora, se o mundo vai acabar porque daqui a 20 anos as previdências de todos os países vão quebrar, deixando milhões de velhinhos sem sustento e tragando o mundo para uma crise financeira sem precedentes onde todos vamos morrer e tal, então porque não há ninguém incentivando as pessoas a terem mais filhos? Porque não incentivam o pessoal a virar o jogo e passar a ter 3, 4, 5 filhos? Por quê não há ninguém incentivando as pessoas a, sei lá, pouparem para a aposentadoria e com isso se aposentarem quando quiserem? Essa situação é ainda pior aqui no Brasil, porque as pessoas meio que são "obrigadas" a esperar a idade mágica definida por lei para se aposentarem, e essa idade vai aumentar com a reforma da previdência, e tenho certeza de que daqui a dez anos vai ter outra reforma e a idade vai aumentar de novo... Ora, por quê simplesmente não acabam com a previdência social de uma vez e deixam cada um cuidar da sua?

Para mim essa questão "superpopulação e mudanças climáticas X inversão da pirâmide etária e quebra das previdências sociais"  é uma das contradições mais gritantes do mundo moderno.

Parece até que há pessoas que querem mesmo que tudo dê errado e a maioria viva na miséria e pobreza, talvez para manter seus privilégios...

Vejamos outras bizarrices:

- há pouco tempo teve essa gritaria com os canudos de plástico, e isso aconteceu em mais de um lugar do mundo ao mesmo tempo (surpreendente, não? Parece até que foi combinado...). Tudo bem querer diminuir o plástico que é jogado fora, porque realmente ele demora muito tempo para se decompor, alguns animais comem o plástico e se intoxicam, etc. Mas que tal fazer o negócio direito? Porque alguns dos "canudos sustentáveis" são vendidos em embalagens de plástico? E outra coisa: a culpa pela poluição do planeta é só das pessoas comuns? Porque as empresas não param de usar embalagens de plástico em tudo? Porque não abolir aquelas bandejinhas de isopor que os mercados usam para embalar carne? Aquilo supostamente também demora séculos para se decompor... Porque não embrulham a carne que nem antigamente, com papel? Porque não vendem mais biscoito que nem no tempo do meu avô, a granel e com cada cliente trazendo seu pote ou lata para guardar? Será que há realmente tanto interesse assim em "preservar o meio ambiente"? Eu tenho certeza de que não.


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Típica hipocrisia do mundo moderno
- Outra bizarrice ambientalista é a verdadeira guerra que tem sido travada contra o consumo de carne, principalmente a bovina. Neste tópico, usam todas as armas de sempre: entrevista com "especialista", opinião de pessoa famosinha, fotos chocantes, etc. Recentemente (não pela primeira vez) surgiu uma reportagem sobre as vantagens de comer insetos, larvas, vermes, etc., e volta e meia a ONU (aquele projeto de leviatã, antro de políticos não eleitos) dá seu pitaco no assunto, dizendo que "as pessoas tem que diminuir seu consumo de carne" ou "as pessoas precisam comer menos". Ou seja, a ONU, além de ter sonhos eróticos com a criação de impostos globais, ainda quer se meter a decidir o que você vai comer na hora do almoço.  É de chorar... Até parece que os artistas ricaços, empresários globalistas bilionários e burocratas internacionais vão parar de comer filé mignon e passar a comer baratas e besouros... 

Não, meu amigo, eles querem é que você se lasque comendo vermes e larvas enquanto tudo de bom e do melhor sobra para eles. Aquele filme, "O Expresso do Amanhã" mostra bem como funcionariam as coisas... há pessoas da "elite" do mundo que parece que sentem tesão em humilhar pobres, e uma imensa humilhação seria obrigar os pobres a comer insetos, enquanto eles mesmos comem carne de caça,  filé mignon, etc.

- Há uma teoria interessante a respeito dessa birra que o pessoal tem com a carne bovina (eu li isso em algum lugar há muito tempo, mas não lembro onde, senão daria o devido crédito ao autor): acontece que criar gado torna uma pessoa bastante independente. Como assim? Vejam que uma só vaca pode dar leite durante pelo menos boa parte de sua vida e, além disso, depois de morta, sua carne alimenta várias pessoas de uma vez ou uma pessoa sozinha durante muito tempo; de seus ossos pode-se fazer ferramentas e utensílios diversos (agulhas, cantis, facas, pás, etc.), de seu couro pode-se fazer roupas e sapatos, e podemos também aproveitar sua gordura, seus cascos, pelos, etc. Ou seja, criando gado as pessoas podem sobreviver com um mínimo de infraestrutura numa espécie de sociedade paralela, independente de estados e governos. Seria uma possível fuga para os chineses, caso a distopia em que eles já vivem se torne ainda pior (o sistema de score social) - por exemplo, se eu fosse um chinês com score social baixo, impedido de comprar e vender coisas e perdendo o acesso até mesmo a hospitais e farmácias, eu fugiria para o campo e tentaria me virar deste jeito. Eu acho que este é um dos motivos da guerra que estão travando contra o consumo de carne bovina... se eu pudesse, compraria terra e criaria gado. Quem puder, que o faça.  E tenham muitos, muitos filhos, e ensinem estas lições a eles.

- A gritaria do momento é essa questão da Amazônia, e esta bandeira está sendo levantada pelo ridículo presidente francês, que não é um homem de verdade, um reconhecido corno manso e globalista, que mal consegue manter seu próprio povo protegido dos terroristas e agora quer dar ordens na casa dos outros. Como eu tenho pena da França...

Mas o mundo inteiro ignorou as queimadas que ocorrem na floresta amazônica há décadas e passou a se importar com isso só agora... Óbvio que temos que preservar a natureza, mas até parece que a motivação dessa gritaria toda é preocupação com o meio ambiente. É que nem o falecido e saudoso Dr. Enéas dizia: se eles realmente se preocupassem com as árvores, bastaria replantar as florestas europeias, as florestas deles. Mas o buraco é bem mais embaixo, óbvio: há a questão do lobby dos grandes agricultores franceses, que teriam seus preciosos oligopólios prejudicados pela concorrência dos produtos brasileiros, mais baratos, além de outros ricaços globalistas que viram que vão perder o dinheiro de mamata de suas ONGS na Amazônia. 

O meme não ilustra exatamente a realidade, mas creio que é bem por aí...

Vejam só, meus amigos, que tais atitudes mostram que o livre mercado sempre estará em risco, pois parece que todo mundo que chega no topo da pirâmide da riqueza é tomado por um fortíssimo impulso de querer derrubar a escada. 


Outro dia vou escrever a parte 2, focando no mercado de trabalho moderno, a ciência atual (dominada por um verdadeiro culto conhecido como "comunidade científica", uma entidade invisível e amorfa venerada por muitos, e cujos acólitos são os anônimos e onipresentes "especialistas" e "inteligentinhos") e sobre o uso tenebroso que tem sido feito da tecnologia.

Forte Abraço! 

domingo, 18 de agosto de 2019

Dicas de Economia Doméstica (1) - o óbvio precisa ser dito


Vou escrever aqui algumas coisas que aplico no dia a dia e que me ajudam a diminuir meu custo de vida, sem sacrifícios

Lógico que nem tudo se aplica a todo mundo, pois cada um tem uma situação e condições de vida diferentes. Para quem está muito bem de vida a maioria das coisas vai parecer bobagem, por exemplo. 

Além disso, não acho bom em nenhuma hipótese ficar neurótico com economia doméstica - se você se estressar muito (nível Julius, por exemplo), não vale à pena, é melhor se desligar dessas coisas. 

Mas se você for levar de boa, sem estresse, fazendo estas coisas no automático (como eu já faço, em muitos dos casos) e sem perder tempo, então tudo bem. 

Por exemplo: não acho que vale à pena ir fazer compras em 2 mercados diferentes (e com isso perder tempo duas vezes, pegar duas filas, etc.) porque tem uma coisinha ou outra da sua lista de compras que é mais barata no mercado "B" do que no mercado "A"

Agora, se você vai comprar uma coisa cara (sei lá, uma televisão) e descobre que na outra loja, no mesmo shopping, está 300 reais mais barato, aí sim vale à pena. 

Resumo: não vale à pena perder TEMPO (o recurso mais escasso da sua vida!) para economizar centavos ou até mesmo alguns reais. Ou seja, é muito importante ter bom senso na hora de economizar.

Algumas coisas aqui podem parecer óbvias, mas como diz um amigo meu, às vezes o óbvio precisa ser dito. Quem sabe? Posso acabar escrevendo alguma coisa aqui que determinada pessoa nunca pensou e pode acabar ajudando. E é sempre bom ajudar o próximo, nem que seja com um conselho. Se alguma coisa que escrevi aqui puder ajudar uma pessoa que seja, já ficarei muito feliz.

Dito isto, vamos lá:

1 - Não vá ao mercado com fome (essa é manjadíssima, mas é importante escrever aqui, só para relembrar);

2 - Compre os produtos da marca "do mercado" ao invés de marcas mais famosas, sempre que você perceber que não há grande diferença de qualidade entre as marcas (para mim o principal exemplo disso é a água sanitária, que eu sempre compro a que tiver mais barata e não tenho nenhuma marca favorita - outras coisas podem ser papel toalha, perfex, esponjas, etc., mas admito que não há muitos produtos em que valha à pena fazer isso -na maioria das vezes vale à pena sim pagar um pouco mais caro e pegar uma marca de maior qualidade - se alguém souber de algum bom exemplo, comente aí);

3- Tente pagar o máximo possível de coisas à vista e tente negociar um desconto se for comprar uma grande quantidade ou se for pagar em dinheiro. Muitas vendas têm desconto quando pagas em dinheiro, então dê preferência a pagar em dinheiro sempre que a loja for dar um desconto (eu já consegui um desconto de R$400,00 em uma loja de móveis, que acabou fazendo com que uma estante saísse quase de graça) ;

4 - Dê preferência a comprar as frutas e verduras da época, e que estejam em promoção (é bom que também ajuda a variar a dieta);

5 - De vez em quando limpe coisas como o filtro do aspirador de pó, o filtro do ar condicionado, a parte de trás da geladeira, etc. (isso prolonga a vida útil destes equipamentos e no caso do ar condicionado é questão de saúde);

6 - compre no atacado ou "atacarejo" os itens não perecíveis ou de prazo de validade longo (exemplos: esponjas, perfex, sabão, papel higiênico, papel toalha, papel alumínio, pasta de dente, etc. - é bom que também economiza tempo, pois você vai demorar a precisar comprar estas coisas de novo);

7 - Não jogue fora no ralo da pia da cozinha o óleo usado, porque isso com o tempo provoca entupimentos, te fazendo gastar mais com a manutenção da casa - o ideal é jogar fora o óleo numa garrafa (e fazendo isso você ainda pode ajudar uma cooperativa que recolha este tipo de lixo, ou alguém que fabrique sabonetes artesanais, por exemplo);

8 - saiba fazer consertos simples, como trocar a resistência do chuveiro, trocar espelhos de tomadas, instalar varões de cortinas, desentupir pias e vasos sanitários,  colocar rejunte em azulejos, montar e desmontar seus próprios móveis, etc. (além de economizar, saber fazer estas coisas geralmente te faz sentir bem consigo mesmo - pelo menos é o meu caso - o que é bom para a sua autoestima);

9 - Tire os eletrônicos da tomada sempre que for passar mais de um dia longe de casa (roteador, TV, computador, telefone fixo, etc.);

10 - Não tome refrigerantes e sucos industrializados (principalmente as versões diet e light) ou evite-os ao máximo possível - isso te fará economizar no longo prazo com gastos médicos;

11 - Reaproveite as melhores embalagens de presentes recebidos para embrulhar os que você for dar;

12 - Reaproveite as melhores garrafas, potes, latas, etc. para guardar comida, água e pequenos utensílios;

13 - Quando for jogar um móvel fora (só se não puder vendê-lo ou doá-lo), desmonte-o e reaproveite seus parafusos, arruelas, aldravas, dobradiças, cantoneiras, etc. - alguns destes itens, como os parafusos e arruelas, são muito baratos, custam centavos, mas você economiza o tempo que gastaria indo na loja quando precisar deles. Até algumas partes de madeira podem ser aproveitadas para improvisar prateleiras ou para consertar outros móveis, quando necessário (não economiza tanto dinheiro, mas acho que contribuem para a autoestima, e pelo para mim, isso me faz me sentir bem comigo mesmo);

14 -  Não coloque conta de luz, água, etc. no débito automático - para mim isso é uma armadilha. Aliás, julgo que nenhuma conta deva ficar no automático. Pague você mesmo estas contas para sempre avaliar se estão vindo muito caras, se seu consumo está aumentando, etc. Uma conta de água anormalmente cara, por exemplo, pode tanto indicar um erro de medição quanto um vazamento em algum cano de sua casa que você não percebeu. Por isso é que acho importante você ter o pequeno trabalho de pegar as contas e pagá-las (se ao menos as empresas fornecedoras de luz, água, etc. dessem um desconto para quem colocasse no débito automático, eu até poderia pensar no caso, mas como na minha cidade isso não acontece, então prefiro continuar pagando uma por uma, e podendo fiscalizá-las);

15 - A não ser que você tenha o hábito de todo dia tomar aqueles cafés gourmetizados (ex: Starbucks) que custam 15 reais ou mais por copo, geralmente não vale muito à pena cortar essas pequenas despesas de centavos com cafezinho, balas, etc., a não ser que seja por motivo de saúde ou se você tem o dinheiro contadinho para passar o mês. Mas, se você tem o hábito de tomar todo dia um desses cafés gourmet, então pare já e passe a tomá-los só de vez em quando e de preferência quando estiver socializando. Sério, já conheci pessoas que tomavam um café desses todo dia antes do trabalho - imagine gastar 22 x R$ 15,00 = R$ 330,00 por mês em média só em café... Sei lá, para mim não dá certo;

16 - Tenha algumas ferramentas em casa, mesmo que você não saiba fazer muitas coisas com elas - podem economizar seu tempo. Vou contar uma coisa que aconteceu comigo: certa vez chamei um cara para fazer um reparo numa janela, e foi muito chato conseguir agendar um dia em que eu pudesse estar em casa para acompanhar o serviço. No meio do trabalho, ele disse que não poderia continuar porque tinha esquecido de trazer uma determinada ferramenta e alguns tipos de parafusos adequados ao serviço - por sorte, eu tinha justamente a ferramenta e os parafusos de que ele precisava (aliás, os parafusos eu tinha conseguido seguindo a minha dica nº 13, de reaproveitar os dos móveis velhos) e com isso ele terminou o serviço naquele mesmo dia, sem eu precisar me estressar reagendando e tendo que ficar com o conserto feito pela metade até lá;

17 - Se puder, não tenha carro (essa depende muito de N condições da vida de cada um. Coloquei aqui porque por enquanto é o que tem dado certo para mim, mas sei que nem todos podem se dar ao luxo de não ter um carro);

18 - Nem se incomode em gastar meia hora ou mais para chegar em algum super mercado ou loja de  material de construção mais baratos, a não ser que valha MUITO a pena (por exemplo, você vai construir sua casa do zero ou vai fazer uma grande reforma, ou então vai fazer as compras do mês todo no mercado) - se for fazer só uma compra pequena, como comprar uma prateleira para instalar na parede, por exemplo, ou só algumas frutas, vale mais a pena ir no lugar mais perto possível da sua casa, para economizar tempo (e gasolina ou o dinheiro que seria pago no taxi/uber);

19 - Pague o IPTU à vista no início do ano, caso a prefeitura de sua cidade dê um desconto (também é bom porque acaba sendo menos uma conta para se preocupar);

...

Bem pessoal, por enquanto são essas as coisas que consegui me lembrar. Quem tiver algo para contribuir e somar à lista, comente aí. 

Todo mundo vive em situações e condições de vida diferentes e desenvolve suas próprias táticas de economia, então julgo que é bom ouvir o que outras pessoas, de diferentes condições sociais, têm a contribuir para o assunto. 

A lista na verdade é "infinita". Caso eu me lembre de mais coisas, ou descubra ou invente novas técnicas, faço uma parte 2 deste post.

Lembrem-se: sem neurose, sem exageros, e o bem mais importante a ser economizado é o tempo. Não percam duas horas de suas vidas indo para outra loja no outro lado da cidade para economizar cinquenta reais. Bom senso sempre!

Forte abraço!