terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Aportes e Atualização Patrimonial - dezembro de 2025

Saudações, confraria da Finansfera!

O Anno de 2025 da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, filho de Deus e verdadeiro Messias da humanidade, chegou ao fim e adentramos o Anno de 2026 de Nosso Senhor. E, como estou escrevendo este post com bastante atraso, janeiro já está findando. Tudo indica que 2026 será mais um daqueles anos que passam deveras depressa, tal qual foi 2025. O mês de dezembro, particularmente, passou voando!

Um dia chegarei lá

Sem mais delongas, vamos ao post de atualização patrimonial, como sempre com todos os valores expressos em Coroas, minha moeda fictícia que funciona como número-índice:



Aumento acumulado de 521,8% desde junho de 2021, início da minha série histórica de atualizações patrimoniais. Esse percentual inclui tudo: aportes, dividendos, valorizações, desvalorizações e também a inflação (o aumento é nominal: em valores reais seria menor, algo entre 460% e 500%)


Como sempre, relembro que NENHUM ATIVO MENCIONADO NO BLOG E/OU NOS COMENTÁRIOS É RECOMENDAÇÃO DE COMPRA E NEM RECOMANDAÇÃO DE VENDA! Estudem sozinhos, por conta própria, aprendam a investir, ou serão enganados por influencers mal intencionados!


Ações - sem aportes em dezembro. Continuo no plano de aumentar  a RE para dar entrada em um imóvel o mais brevemente possível, e o restante do aporte vai para os FIIs, para aumentar a renda passiva mensal.



FIIs - o aporte de dezembro/25, quase simbólico, foi em  XPIN11, fundo do tipo "Industrial". O objetivo continua sendo aportar preferencialmente nos FIIs que pagam aluguéis no final do mês, com o intuito de evitar (ou pelo menos reduzir) eventuais saques a RE caso eu fique com o dinheiro apertado no final do mês.



RE - também deixei alguma grana da RE em dezembro, fora os juros, que acumularam na conta. Consegui não sacar nada da RE este mês e já faz algum tempo que venho conseguindo fazer isso. Aos poucos vou juntando o valor da entrada de um imóvel. Eu não tenho uma meta definida além de "juntar o máximo que eu puder". Quando chegar a hora, vou dar a entrada que for possível e financiar o resto, e então recomeçar a minha velha rotina de todo mês amortizar um pouco, jogando todo o dinheiro extra que entrar ou no abatimento do prazo do financiamento, ou na RE, ou em FII para aumentar a renda passiva e retroalimentar esse ciclo de aportes.


Exterior - sem aportes em dezembro: apenas deixei os dividendos acumularem na corretora. Não sei se em janeiro irei aportar ou pelo usar os dividendos acumulados para comprar alguma coisa. Veremos... Provavelmente aportarei em algum REIT, seguindo minha estratégia de aumentar a renda passiva até que a carteira no exterior se torne "autônoma". Usei o dólar a R$ 5,38 nesta atualização. A carteira permanece a mesma:




Renda Passiva - dezembro costuma ser um bom mês, de modo que recebi a quantia recorde de 44 Coroas! Os Destaques do mês foram Itaú, com R$ 1,86 por ação, Eletrobrás com R$ 1,88 por ação e Arezzo com R$ 1,58/ação, fora outras que pagaram mais de R$ 1,00 por ação. Do Exterior recebi 4 Coroas, a maior quantia recebida do exterior até o momento. Se Deus quiser, este recorde logo será superado. Se Deus permitir, ainda em 2026 superarei este recorde de renda passiva!

(OBS: vi no blog do Beto Fiscal que esses dividendos extraordinários tiveram a ver com as empresas dando o último gás antes da entrada do imposto sobre quem ganha acima de R$ 50 K. Mais um imposto nas nossas costas... e mais um caso flagrante de bi-tributação. Eu infelizmente não ganho isso tudo, estou bem longe disso, mas encaro isso como mais um atraso na vida do povo brasileiro, pois certamente essa conta será repassada para a classe média e para os pobres, como acontece com todo imposto que supostamente atinge "só os ricos". E quem acha que nunca vai ser atingido por conta do valor "alto", saiba que basta nunca atualizarem o valor para que eventualmente a inflação faça com que os R$ 50K atinja até os pequenos investidores iniciantes. Se na lei tiver um dispositivo prevendo a atualização desse valor pelo menos anualmente, menos mal, mas ainda assim imoral.)


A renda passiva acumulada em 2025 foi de 250 Coroas, valor superior ao de 2024 (167) conforme o esperado. Segue o gráfico:

A minha estratégia permanece a mesma desde 2021: 


1) em ações a estratégia é aportar em empresas que apresentam vários anos seguidos de lucros, sempre em ações ON, com bom free-float das ON (preferencialmente acima de 80% ou 90%, mas também aceito se for acima de 40%), boa liquidez diária (pelo menos centenas de negócios por dia, mas preferencialmente milhares) e preferencialmente que tenham dívidas controladas (depende do setor) e de empresas que eu pense que o negócio faz sentido. O mesmo vale para a compra de ações no exterior.

2) em FIIs a estratégia é comprar somente Fundos de tijolo, multi-imóvel, multi-inquilino, com percentual baixo de vacância, sem cobrança de taxa de performance, e dou mais valor ao setor de logística (mas me esforço para manter a carteira mais ou menos equilibrada entre os setores, e evito os que são exclusivamente do setor bancário e os de hospital) e o mesmo vale para REITs (mas no caso dos REITs eu compro os hospitalares e evito os do sistema prisional)


Segue o gráfico do patrimônio total:

 


Generalidades

- Esse caso do Banco Master é uma boa lição que "o sistema" nos deu a respeito do canto da sereia. É de certa forma semelhante ao que o Pobretão sofreu com a Eletropaulo lá nos idos de 2014: não se pode investir em alguma coisa só por conta do rendimento "prometido". Se o rendimento é alto demais em relação ao valor do ativo, muito provavelmente algo está errado.

- O mundo segue em guerra. Uma tristeza ver essas guerras fatricidas, com homens jovens inocentes morrendo enquanto os verdadeiros perpetradores e "senhores da guerra" estão confortáveis em seus escritórios. Quem dera resolvessem suas desavenças via duelos, ao invés de criar guerras entre os povos...

- Nos últimos meses estive bem afastado por ter me dedicado mais a outros hobbies, à minha família e aos estudos.

- Pelo menos nos últimos 4 ou 5 meses, também estive bem "bastteriano", nem pensando em quais empresas e FIIs iria aportar em cada mês. Cheguei ao ponto de praticamente esquecer a maioria dos ativos que possuo em carteira (hoje são 93 ativos, fora a RE). 

- Por outro lado, uma coisa que eu não pretendo seguir completamente o Bastter é na questão da compra do imóvel: eu não pretendo vender tudo o que eu tenho de investimentos para comprá-lo. Em novembro ou outubro, eu vendi cerca de 1/3 do valor que eu tinha em algumas das ações e incorporei à RE, esperando o momento para dar a entrada. Pode ser que eu faça isso de novo em janeiro para reforçar ainda mais a RE. Os FIIs eu estou tratando como a minha carteira previdenciária, e não quero vender. O mesmo vale para as empresas em que eu não vendi 1/3 da minha participação. Eu só vou vender estes ativos em caso de emergência mesmo. Por enquanto a minha estratégia vai ser amortizar o financiamento com a "sobra" do salário mensal (que normalmente vai para os aportes), os dividendos recebidos e, se possível, todo os 13ºs e férias que receber enquanto durar o financiamento. 


É isso, confraria da melhor blogosfera do Brasil. Espero conseguir postar mais cedo em fevereiro a atualização de janeiro e espero conseguir postar alguma coisa que não seja atualização patrimonial.


Forte abraço, companheiros de trincheira e soldados do milhão!

Fiquem com Deus!

6 comentários:

  1. Fala, Mago!

    Já venho acompanhando seu blog há algum tempo e fiquei com uma dúvida: me lembro de ter lido em posts anteriores que você tinha quitado um financiamento anos atrás e, portanto, já tinha um imóvel próprio.

    Por acaso me confundi? Ou então você está pretendendo ter mais de um imóvel e locar para terceiros no futuro?

    Cuidado com os dragões, povos bárbaros e duendes travessos!

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    1. Obrigado pelo comentário, anon!
      Eu financiei e, graças a Deus, já quitei o imóvel onde moro já fazem 4 anos. Demorei 5 anos para quitar. A minha idéia é comprar outro imóvel agora, melhor do que o atual, me mudar, e alugar este onde moro agora.

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  2. Boa, Mago!
    Eu também acho uma boa ideia ter um fundo de reserva, ao invés de jogá-lo todo no novo imóvel. Nunca se sabe quando você poderá precisar, ainda mais na vida de CLT, a qualquer momento pode se perder o emprego. Acredito eu que uma reserva de 2 anos de pagamento de prestações e dívidas de casa é um colchão bom e que serve de maneira incrível para aliviar a ansiedade.
    Abraços!

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    1. Valeu, Concurseiro!
      2 anos de reserva de emergência deve ser bom demais... Um dia, se Deus quiser, eu chego lá!
      Como você escreveu: eu não vou usar toda a minha RE para dar a entrada no imóvel: vou deixar um pouco na caderneta para continuar tendo uma RE, pois afinal nunca se sabe o que pode acontecer!
      Para ir amortizando o financiamento, vou usar a grana mensal que normalmente iria para os aportes, os dividendos, aluguéis dos FIIs e qualquer dinheiro extra que entrar (férias, 13º, etc.) e quando eu conseguir alugar o meu imóvel atual, vou usar o aluguel para acelerar a quitação do financiamento também.

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  3. Mago,

    De certa forma concordo com o Bastter sobre imóveis e que se temos o dinheiro a vista devíamos comprar a vista. Entretanto acho que psicologicamente é mais confortável, ainda não tenho o imóvel próprio mas acho que optaria por financiar e durante o financiamento por não ter me descapitalizado só retirar o foco dos aportes em ativos e destinar para eliminar o financiamento.

    Abraços,
    Pi

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    1. É, PI, temos que ver o que nos deixa mais confortáveis psicologicamente:

      1) Vender todos os investimentos e pagar o imóvel à vista >>> teremos o conforto de não ter uma dívida, mas por outro lado podemos sentir "FOMO" ou sentir falta dos dividendos, ou ficar com 100% do dinheiro no imóvel pode trazer desconforto psicológico.

      2) Não vender os investimentos, dar só a entrada e financiar o resto >>> teremos o conforto de mantermos os investimentos, ainda recebermos dividendos, ainda nos beneficiarmos de eventuais altas dos ativos, mas ganhamos o desconforto de uma dívida alta e também estaremos sujeitos a eventuais quedas dos ativos - o que com a dívida do financiamento no pescoço pode ser ainda mais pesado!

      O que eu fiz: vendi 1/3 de algumas das minhas ações e incorporei esse valor à RE. Também vendi o pouco Tesouro-Selic que tinha e também incorporei à RE. Da minha RE sairá o valor da entrada do imóvel, mais os gastos com cartório, mais o valor para algumas eventuais obras necessárias para a mudança, e ainda preciso manter uma RE. Pode ser que eu venda mais 1/3 de outras ações para engrossar essa RE, ou para pagar pelos consertos domésticos que porventura se fizerem necessários para morar. Os FIIs não vou vender, vou mantê-los como "carteira previdenciária". Ao longo do financiamento, o dinheiro que sobrar do salário vai para pagar o financiamento, adiantando parcelas pedindo para abater do prazo. O mesmo vale para 13º, férias, recebimentos de dividendos e de FIIs. Ao longo desse tempo, os "trocados" que sobrarem depois de adiantar parcelas do financiamento ou vão para a RE ou vão para comprar mais FIIs, nem que seja uma só cota.
      Pode ser que eu mude de idéia, mas eu não me sinto confortável, hoje, para vender tudo o que eu tenho de ações. E nem do exterior.

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